Temporal
A história que vos descrevo neste instante ocorreu na região esquecida do Centro-Oeste brasileiro, terra fértil, mas a muito “abandonada”, assim como as demais regiões dessa pátria, com exceção as regiões Sul e Sudeste, pois é lá, de onde flui o capital desta terra, o que de fato, é uma verdadeira lástima.
Narro esta história, também, não com o intuito de zombar ou criticar a elite brasileira, ou o povo que é oprimido pela mesma, contudo, escrevo para vos mostrar que o pouco que fazemos representa muito daqui a alguns anos e/ou meses...
Jean Cronos era o único filho de Sauniere Le Ponch, um homem que trabalhava na previsão do tempo, e filho de Antonieta Madalena, uma simplória dona de casa que cuidava de uma pequena horta em seu quintal. Jean aprendeu com os pais, ambos franceses, tudo sobre o clima e a terra, por isso o sobrenome Cronos, o deus da mitologia grega que controlava o tempo, sendo conhecido em Roma como Saturno.
O atualmente varão, com 27 anos, é um famoso historiador e que viaja o mundo analisando os diferentes solos existentes, a precariedade que é causada pela seca em alguns pontos, em outros o problema de grandes enxurradas, enfim, tudo que esteja ligado ao solo ou ao tempo. E nessa expedição em torno do mundo, Jean chegara ao Brasil e começara a estudar o clima do país, sendo diferentes e únicos, em cada região.
O homem chegara à região Centro-Oeste, após três semanas de excursão em torno do país e já havia passado por Brasília. Ele estava em frente a uma pequena cidade com cerca de 4.000 habitantes. O nome da cidade era: Santo Tenório, um lugar esquecido pelo mundo, entregado as traças e que de fato, já devia ter sumido, aparentando ser uma cidade fantasma.
A primeira vista, Jean não se impressionou com a placa de boas vindas: uma placa grande de ferro, toda enferrujada e que o “bem vindos a Santo Tenório” escrito em tinta branca era agora somente “em indo a anto enório”.
Jean usava um sobretudo não muito grosso, que trouxera consigo da França, não que estivesse muito frio, entretanto, as tardes de primavera onde o sol não se expõe deixam o ambiente todo gelado, carregava consigo apenas uma maleta simples de couro preta, típica de executivos.
Logo o silêncio daquele local foi cortado pelo som de um sino que badalava poderosamente e o som mostrava que vinha da capela situada no centro da cidade. O francês colocou a mão livre, à esquerda, pois carregava a maleta com a direita, no bolso do sobretudo e de lá retirou um pequeno relógio de bolso e consultou as horas...
12:00 horas...
Guardou o relógio em seu bolso esquerdo e se pôs a andar adentrando em Santo Tenório. Assim que entrou na cidade, se deu conta do belo dia que fazia, embora o vento gelado que começara a bater contra seu rosto, o céu estava aberto, como se lhe dessem boas vindas, não havia uma nuvem se quer aonde quer que o varão olhasse e sua mente ligada ao tempo passou a trabalhar. Em seguida, notou uma imigração de aves que voavam baixo em sentido a Oeste, silenciosas e metódicas. Isso atentou ainda mais sua mente, amante do tempo...
Prosseguiu em seu trajeto indo a rumo ao centro da cidade, não havia muito que ver... Notou enquanto andava um gato branco com a barriga negra, com sua pata puxando a orelha para baixo e lambendo atrás da orelha.
Percebeu também uma idosa que o observava com imenso prazer, e após o observá-lo muito bem, quase tocando nele, apesar de manterem uma distância considerável, ela passou a caminhar lentamente indo à casa de suas amigas para fofocar as novas do dia. Este feito era conhecido pelas senhoras (o fato de irem umas nas casas das outras), como “a atividade do dia” e são de lei para elas fazerem isso todos os dias.
A cidade é simplesmente pacata, puramente tediosa. Enquanto vagueava em busca de uma estalagem, Jean viu várias crianças brincando e ao verem o estrangeiro começaram a cercá-lo, os garotos mais atrevidos se ousavam a imitá-lo no jeito de andar, outros colocavam o dedo entre o nariz e a boca para tentar representar melhor o bigode bem aparado dele. E todas as crianças se divertiram com a novidade.
A passos lentos, com uma graça tamanha, o estrangeiro andava pelas ruas da cidadezinha deserta de Santo Tenório, até que ele passou em frente a única padaria da cidade e avistou João, o padeiro, fechando apressadamente as portas da padaria, colocando uma grande cartolina escrita: horário de almoço, volto daqui a 1h:30min., Jean continuou sua marcha e viu o português passar por ele apressadamente e adentrar na lavanderia de Lucinda...
Reza o povo que João não sai para almoçar, e sim “papar”, na lavanderia de Lucinda, sua amante. Sendo que o portuga é casado com Jucinda, a costureira da região.
Por não conhecer os costumes, nem mitos do local, Cronos não se importou com isto, todavia, dera uma atenção toda especial a um grupo de formigas que passavam apressadas perto da calçada e subiam uma grande ladeira, que dava a um matagal da cidade. Ao vê-las ele ficou todo empolgado, e passou a segui-las, subindo a ladeira e chegando ao grande formigueiro delas, situado no ponto mais alto de Santo Tenório.
Chegando lá, ele pode contemplar toda a cidade e achar os pontos que ele mais precisava no momento: a biblioteca do local e a única estalagem de lá.
Por incrível que pareça tudo em Santo Tenório é único, talvez só haja esse ponto positivo desta cidadezinha para com as demais localidades do globo, mas enfim, isto não nos importa.
Jean saiu andando a passos rápidos, descendo a ladeira indo de encontro à pequena biblioteca do local. Enquanto ia, pegou novamente seu relógio de bolso e o consultou. 14h: 42min. Apertou o passo. Perdera tempo demais vendo as formigas, porém era algo necessário...
A biblioteca é um mausoléu por completo, parecia mais uma casa abandonada do que qualquer outra coisa. Ao adentrá-la viu uma jovem ruiva que lia uma história em quadrinhos do Tio Patinhas. Era o único jovem que o francês avistava desde que chegara a cidade, de fato, tudo era único ali; A garota o fitou por um momento e não se recordou de nenhum habitante de Santo Tenório que se encaixasse no perfil que estava diante dos seus olhos.
- Desculpe senhor, mas é daqui? – Perguntou ela docemente, anotando mentalmente todo e qualquer detalhe sobre o homem a sua frente.
- Oh no, mademoiselle. – A voz do varão é doce, e aparentava ser entoada por um rouxinol, o mais belo que a garota já ouvira, e isto a fascinou. – Perdon, eu só gostaria de ver os livros que falasse sobre a cidade, se não for muito incômodo. – Os “R” proferidos por ele eram muito mais sustentados do que seria por qualquer brasileiro.
A ruiva ficou deslumbrada vendo o homem a sua frente falando, tanto que, ficou alguns segundos só admirando as palavras que ele proferira a pouco, pois elas ainda pairavam no ar.
- Ah... Cla... Claro. – Balbuciava ela, se virando para ele e indo pegar os livros.
Passou dez minutos os procurando e logo voltou à presença dele com três livros em mãos, não muito grandes e os entregou. Ele abriu um leve mais belo sorriso para ela e se assentou em uma cadeira de plástico que havia ao lado do balcão, colocando os três livros sobre a mesa, também de plástico, pegou o primeiro livro e começou a folheá-lo e a lê-lo.
Jean se entregara a leitura e acabou passando toda a tarde lendo. Quando eram 17h: 30min a garota o tocou gentilmente e avisou que estava prestes a fechar a biblioteca. Ele se levanta de um salto de sua cadeira, a agradece pela gentileza que fizera a ele e sai do local, tendo sua visão tomada por algo que ele não esperava encontrar ali.
Ao lado do local do “saber”, ele notou que havia muitas vacas deitadas sobre o pasto, quietas e mansas, como se esperassem para que o senhor delas a fossem buscar ali. Isto chamou imensamente sua atenção, mas ele não se reteve tanto a admirá-las, como fizera as formigas.
Passou a se dirigir a pequena estalagem, com passos largos, andando apressadamente, e em menos de 15min chegara lá.
Quando estava entrando no local, começou a ouvir as badaladas do sino da capela, e mesmo que não quisesse, este som encheu o ser de Jean.
Entrou na estalagem, de arquitetura simples, contudo confortável e foi até o balcão, onde uma mulher de cabelo meio rosado, cheio de bobs em seus cabelos, um nariz caído parecendo de uma bruxa, mas não tão grande quanto uma, os olhos cheios de pés de galinha, e as bochechas similares a de um Beethoven (o cachorro São Bernardo), ela estava com uma revistinha de palavras cruzadas e estava entretida no que fazia.
Jean pigarreou para ser notado e a mulher largou sua revista no balcão e levantou seu olhar para fitar quem a chamava. Sua face aparentava raiva, porém ao ver o rapaz a sua frente, seu rosto se iluminou. Então era ele quem estava visitando a cidade a muito esquecida? E há quanto tempo não recebia alguém em seu hotel? Ela teria comentários a ser feitos a suas amigas a mais de um mês, e a cada conversa os detalhes aumentariam e a fofoca só cresceria.
- Pois não senhor? – A voz dela era estridente, embora ela falasse baixo, era de sua natureza, mesmo sem querer, e isto incomodava demasiadamente a todos da cidade, menos as anciãs fofoqueiras, pois esta, também era uma de mão cheia. E sua voz demonstrava o quão maligna ela poderia ser se alguém a desapontasse.
- Eu só gostaria de um quarto para passar a noite, mademoiselle, se for possível, é claro!
- Mas é claro que é possível meu senhor. – Ela se vira para ele e pega uma chave numa grande tábua de madeira cheia de chaves que estava atrás dela e entrega a ele. – Quarto 13 senhor, no fim do corredor. Aproveite as nossas acomodações!
- Me lembrarei disso!
O varão foi andando até seu quarto, no fim do corredor, e ao adentra lá, viu um quarto simples, não esperava algo mais luxuoso vindo daquela cidade, mas para ser franco, aquilo estava de bom tamanho para ele.
A pintura da parede era amarela, quase branca, toda descascada, uma cama surrada, entretanto agüentaria alguém, lâmpada com uma luz fraca, que faria mal a visão de qualquer um se habitasse ali por um longo tempo, uma TV de 20 polegadas , mas com uma aparência de acabada, e uma cadeira quase aos pedaços na ponta de uma das paredes.
Jean fitou o quarto por um momento e se assentou na cama para testar a resistência. Nada mau, para uma noite! Pra falar a realidade, Cronos amava toda esta vida que levava. Deitou em sua cama, deixando sua maleta no pé da cama, e ia adormecer da mesma forma que estava. Todavia, alguém bate com certa pressa em sua porta. Ele se levanta de sua cama e vai abri-la, ao abrir a porta se vê diante de um ser pequeno, com as mãos nas costas, trajando um terno de cor vinho, bem brega, mas que não exigia a opinião de Jean.
- Olá senhor, sou Victor, o vice-prefeito da cidade de Santo Tenório, e vim a mando do prefeito Constantino, ver se o senhor estaria disposto a um jantar com ele.
Poupar-vos-ei desta longa e chata conversa e da outra que está prestes a suceder. O que lhes é importante saber, é que Victor era um capacho de mão-cheia de seu “superior”, e quando o pequeno se impunha diante de Constantino, o prefeito alegava que “pago seu salário muito bem”, obrigando o jovem Victor a se submeter as mais tristes e vergonhosas artimanhas em favor do chefe da cidade.
Este chefe da cidade por sua vez, era um grandalhão, corpulento, de fala pesada e vinda das narinas, dando a quem estivesse perto do mesmo a leve sensação de estar diante dum monstro. Ele também era ganancioso e roubava o quanto podia de seu povo, pois era justo, já que um homem grande tinha necessidades grandes.
O encontro do prefeito com Jean, fora normal, no decorrer do jantar, logo após, o prefeito quis tratar de negócios e tentou persuadir o historiador a continuar na cidade, ministrando palestras a população. Todo este engenhoso e meticuloso plano, não visava nada mais, nada menos que o desvio de grande parte do dinheiro do projeto para os bolsos do magnânimo.
De forma categórica Jean o recusou e voltou para casa. Estava perplexo com tamanha ganância presente em somente um homem, contudo, era algo natural no mundo capitalista do qual vivemos. Ficou ainda mais perplexo ao ver que a hora passara de forma rápida e seu relógio de bolso mostrava que eram 21h:45min, muito tarde, para alguém com os hábitos do francês.
Ao chegar ao pequeno hotel, foi diretamente ao seu quarto e lá ficou somente de cueca, indo dormir, naquela cama rala. Isto era às 22h: 00. Dormiu rapidamente, devido ao cansaço físico da caminha até Santo Tenório e também do esforço mental que fizera, ao ler os livros e também ao tentar negar a idéia incabível de Constantino.
As 3h: 00 da madrugada, Jean fora acordado inesperadamente por um som extremamente alto. Era uma mistura de rock muito pesado, com alguma música africana, mais remixada. O grande choque que o varão toma o obriga a ficar de pé, se trocar e sair nas ruas para ver o que ocorria.
Em frente do pequeno hotel se deparou com um grupo de jovens que dançavam uma dança desconhecida por ele, o tão conhecido pelo povo brasileiro como funk. Eles dançavam, rebolavam e tudo muito vulgar, o que não atraiu a visão do francês, que se pôs a andar na cidade e logo chegou a outro grupo de jovens, que ouviam um rock muito pesado, um heavy metal para ser mais franco, se é que heavy metal é dessa forma. O homem se assustava a cada vez mais, e ao ver um grupo de jovens colocando fogo em um pneu, ficou perplexo e voltou ao hotel.
Ao voltar para o hotel, ficou do lado de fora de seu quarto observando as montanhas a leste da cidade, de onde ele viera. Eram simplesmente lindas, mas acima delas havia uma imensa e espessa nuvem, que sempre brilhava intensamente, sendo assim, deveria estar chovendo naquelas montanhas.
Ainda ao fitar as montanhas a mente de Jean o levou a sua infância, chamando sua mãe de Gaia, a deusa da terra na mitologia grega, que cuidava e zelava pelos seus filhos da mão de Uranos, o impiedoso pai que eliminava suas crias com medo que elas um dia se rebelassem e o matassem. E ele era Cronos, seu filho.
Sua mente vagueou pelo passado, porém por pouco tempo. Logo, uma fumaça negra começou a tomar o ambiente, devido às queimadas que os jovens estavam fazendo, e com isso, fora obrigado a entrar novamente ao seu quarto.
Ao entrar, ele fez algo que geralmente não faria em lugar algum... Foi até sua maleta a abriu e de lá tirou uma barra de ferro com alguns escritos sobre ela. Em seguida, a colocou como se fosse um quadro na parede a frente da cama e ficou deslumbrando a frase que já conhecia de cor.
Depois disto, se assentou em sua cama e ficou ouvindo os diversos estilos musicais da mocidade enchendo o ambiente, algo totalmente desconfortável e indesejável. Começou a se recordar dos livros que lera durante a tarde e, se lembrou de um livro que falava bem disso. A grande, se não a total, juventude de Santo Tenório, trocaram os dias pelas noites e as orgias disponíveis a essa hora, sem a supervisão de algum maior.
Lera também, que metade da população de Santo Tenório era jovem, e com isso soube que metade da cidade vivia na noite.
A mente ágil de Jean trabalhou e ele assimilou que os jovens de Santo Tenório eram cópias fiéis de Sodoma e Gomorra, e caminhavam de forma iminente para a queda.
Cronos ficou a madrugada acordado sem dormir e quando o sol começou a raiar, percebeu que o som havia parado, e assim dormiu... Dormiu até as 10h: 00 da manhã.
Despertou de um sobressalto com o sol batendo em seu rosto. Colocou-se de pé e notou que dormira da mesma forma que estava ao chegar. Sentiu sua barriga roncar e foi a padaria de João.
Chegou lá em menos de cinco minutos e começou um misto quente com um copo de chocolate em pó. Conversou um pouco com João e percebeu que apesar dele ser um infiel, era uma boa pessoa.
Saiu de lá, carregando sua maleta e estava indo embora. Caminhava a passos lentos, os olhos fundos da noite mal dormida. O corpo dolorido da bendita madrugada. Mas se sentia no seu intimo, muito bem, pois estava indo embora daquele lugar.
Ao passar em frente a uma cara, viu uma mulher de cara “pra poucos amigos” berrar chamando o seu filho. E era assim de meia em meia hora:
- ANTONIO, JÁ PRA DENTRO MOLEQUE!
- ANTONIO, EU JÁ FALEI, PASSA PRA DENTRO AGORA!
- ANTONIO, SE EU TIVER QUE TE CHAMAR MAIS UMA VEZ, EU VOU AI COM O CABO DE VASSOURA E QUEBRO A SUA CARA, ME OUVIU?
E essa conduta lastimável perdurava a anos, e o garoto mal se importava com sua mãe berrando o dia todo, clamando pelo seu nome. E se o filho dela mal se importava quem dirá Jean, um mero intruso naquela sociedade primitiva.
Ia bem ora, se sentindo cada vez mais aliviado, ao deixar aquele lugar de clima tenso. Estava chegando perto do seu ponto de chegada no dia anterior. Ia de fato embora, todavia algo chamou-lhe a atenção e fez com que ele parasse para admirar o que via.
Era um antigo pinheiro e todas as pinhas estavam fechadas. Ele ficou as observando durante um bom tempo, e quando deu por si, estava quase para dar meio-dia.
Pôs-se a andar novamente e chegou à saída da cidade de Santo Tenório. No instante que passou pela divisa do local, ouviu o sino da igreja ressoando pela ultima vez. E seguindo a mesma melodia, o mesmo ritmo e harmonia das batidas do sino, começou a proferir enquanto caminhava “Perdiçom!, Perdiçom!”. Ele fizera tudo o que lhe fora possível, tentara ser como Jonas e salvar a “Nínive” da perdição. Contudo, como não conseguira, fizera o que aprendeu, sacudiu o pó de seus sapatos, e foi embora...
Após três meses da partida de Jean de Santo Tenório, os noticiários brasileiros anunciavam a terra a todo instante, mostrando o grande estrago que as chuvas dos meses de Dezembro e Janeiro fizeram com a pobre cidade abandonada. As chuvas vieram de forma inesperada por todos, pegando a pequena população de surpresa e a tragando, as enterrando debaixo d’água. Como por milagre e sinal divino, somente um lugar ficou intacto a todo aquele aguaceiro, que fora o quarto onde Jean dormira naquela noite. E na placa de ferro, que também estava em pleno estado, estava escrito em letras garrafais uma frase, e outra em letras miúdas. E transcrevo-as agora:
“O tempo é mestre da verdade. Graças a ele, descobrem-se tudo!”
“O mundo está sucumbindo, pois ninguém sabe mais olhar ao seu redor!”
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