terça-feira, 12 de abril de 2011

Poema

Se querem o insano modo
Rebuscado de escrita
Eis ai...

Findou-se a época de engolir sapos
Agora é tempo de trazê-los de volta
De guspí-los em quem almeja

O tolo é aquele que não ouve
Mas aquele que ouve
É mais tolo ainda

Hipócrita é quem ouve
E abaixa a cabeça
Mas aquele que a ergue
É um reles nadando contra a maré

Os vassalos não se comovem
Com a desgraça alheia
Mas quem se comove
Não é humano

Os alienados mal sabem
O que vêem
Aqueles que não o são
Os retêm

Maldito o homem
Que confia no homem
Mas em quem
Eis de confiar?

Dizem que o amor
É o maior dos dons
Mas se é
Por que o mundo é assim?

Me pergunto se a questão
A ser questionada
É a questão que o homem
Mal sabe interpretar o que pergunto

Aristóteles disse que
"O homem é o animal político"
Desconsideremos o "político"
E teremos a nossa sociedade

Todos questionam os políticos
Mas são poucos
Que ao chegarem no "poder"
Não se corrompem

Falam que os ignorantes
Não chegam a lugar algum
Mas quem não é
Esta fadado a ver as coisas
E nada poder fazer
Ou conseguir!

Por fim, a sociedade injusta
Vem e ti julga
Mas mal sabem
Quem são!

Fico admirado
E tomado de felicidade
Que uma imensa vantagem:
É que o homem
É nosso inimigo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário