sábado, 30 de abril de 2011

Video da Semana

Não meus caros, eu não vos deixei orfãos HÁÁÁ

Pegadinha do malandro kkkkk


Esperam que curtam a música... Aquele abraço e até segundona:

http://www.youtube.com/watch?v=Tan8G8LB5wY&feature=fvwrel

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Diário

Johanesburgo, 29 de Abril de 2011-04-29

Prezado Diário

            Já se passou um bom tempo em que a Copa do Mundo ocorreu aqui em nossa cidade. Que tempos foram aqueles: Pessoas de todo o mundo vindo para cá, os melhores jogadores da história pisando nessa terra marcada pela dor... Os fogos de artifício, o som das vuvuzelas soando por todo o canto, a beleza dos outros povos. E a nossa sorte é que falamos inglês.
            Mas tudo se passou...
            Hoje, já não somos mais lembrados, se esqueceram do povo que sofreu com a Apartheid e hoje voltamos a sofrer....
            Durante a copa, ocultaram a nossa miséria, esconderam as crianças que vivem nos cantos sem ter o que comer. E vejam que este pais é o mais desenvolvido de todo a África...
             As pessoas acharam que fazendo a copa aqui já resolveriam os nossos problemas. Tolos, ignorantes e também malignos, pois fingem se importar conosco, mas na realidade, debocha de nós pelas costas...
            Observo as crianças e vejo a lágrima nos olhos dela. Vejo mães sem esperança, sem saber o que fazer. Vejo homens desesperados com o dia de amanhã. Eu ando pelas ruas e o que sinto palavras mal podem descrever. A tristeza, a dor, o desespero, o anseio por algo novo, a falta de esperança de uns. Tudo isso é decepcionante!
             E a ONU, ou seja, o que for se quer estendem sua mão dizendo que irão nos socorrer. Meu coração sofre...
            Até quando vou ter que ver esta situação acontecendo? Até quando vou ter que derramar lágrimas e saber que nada mudou? Até quando esse continente irá gritar por socorro? Pois ainda hoje somos escravizados, humilhados, chutados, e conhecidos mundialmente, como um continente dos bichos...
            Eu me entristeço, mas não só pelo meu continente, e sim pelo resto do mundo, porque fingem conhecer uma realidade da qual eles nunca tiveram um contato de fato... Documentários não mostram nem a metade da situação em que vivemos, do que sofremos, do que pelejamos para sobreviver.
            Me entristeço pelo meu povo, o povo africano, pois amamos a nossa pátria, mas ela está manchada com sangue inocente...
            Espero que um dia tudo isso mude, espero que o mundo de a real atenção ao meu povo que está massacrado pela vida injusta e sem ajuda que sempre tivemos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Poema

Nada será como antes:
Não ouvirei reclamações
Nem responderei indagações,
Serei um tolo errante

Vejo a figura de um menino
Envolto no concreto
Espírito ereto:
Miserável destino.

Vejo uma mulher a chorar
Sua flor desfalecera
Seu ser morrera
Doloroso penar

Vejo um homem sorridente
Pegara o que não era seu
Roubara o que um dia fora teu
Ele sorri de forma estridente

Por fim, vejo uma guria
Com seus brinquedos a brincar
Está a partilhar
E vejam só como ela vivia...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Novela

Indomável

Cap. 07

            Uma garota, loira, assustada, com o corpo tremendo, olhos esbugalhados, um medo iminente em todo o seu ser, diante dum carro, vermelho, com um motorista de face enraivecida, esbravejando com a garota. Tudo isto, fora a cena que Cesar e mais uma grande porção de pessoas vira.
            E eis uma parte interessante: neste instante surgiram milhares de curiosos, homens, crianças, mulheres e velhas, bisbilhotando a vida alheia, um cutucando o outro e dizendo “nossa que menina que não presta atenção.”, “Essa está no mundo da lua”, e muitos outros comentários.
            Mas com Cesar fora diferente: ele não sabia o que, mas algo o impulsionou, e quando se deu conta, estava ao lado da moça, a pegando pela cintura e a tirando do meio da rua, dando passagem pro motorista que estava mais do que nervoso.
            Ele a conduzira para uma pracinha, onde crianças brincavam sem se importar com o passado, o presente e até mesmo com o futuro. Eles riam, dançavam enquanto brincavam, e um som angelical surgia quando eles riam.
            Cesar sentou a jovem num banco e segurou nas mãos dela. Ela olhava o vazio e tremia freneticamente, contudo aos poucos ela fora voltando ao normal.
            - Está tudo bem? – Pergunta ele, um pouco sem jeito.
            - Acho que estou... – Respondi a moça, ainda tremendo um pouco.
            - Qual o seu nome?
            Ela o observa por um momento e vai notando a beleza estonteante dele, sorri gentilmente:
            - Sou Alice. E você seria...
            - Cesar.
            Ambos abriram um sorriso um pro outro, sem jeito. E ele começou a notar a beleza fantástica da moça.
            - Muito obrigada por ter me tirado de lá. Estou muito nervosa hoje.
            - Ah que nada. Aquilo não foi nada viu...
            - Claro que foi. Aquele homem quase passa por cima de mim.
            - Isso é verdade... – Ele ri ao ouvir as palavras da moça. – Mas o que aconteceu?
            - Problemas lá em casa...
            - Sei como é...
            E ambos começaram a conversar. Pareciam grandes amigos, foram de pouco em pouco se conhecendo. Após algum tempo papeando foram tomar um sorvete juntos, e a conversa terminou com ambos marcando um encontro, o que nos mostra que um romance está no ar. Ou será que não?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Poema

Olá boa gente, perdão pela minha falta de tempo e a construção de um poema tão mediano... Lhes garanto que isto na próxima semana mudará =D

Abraços

Cessou-se o choro
Agora não mais sofro
Também não morro
Agora posso ser feliz

Eu achava ser verdade
Que a simplicidade
E a felicidade
Seria você pra mim

Maldosa e ignóbil ilusão
Me trataste feito cão
Amassas-te o meu pão
Me fizera infeliz

Mas isto já passou
Minha'lma de ti se libertou
A desgraça se findou
E agora vivo o "enfim"

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pra Pensar

O exterior de nada vale se o interior estiver podre...

Muito Pouco

Maria Rita

Composição : moska
 
Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida traz.

Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais

Chega!
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem
Pra ninguém poder nos comparar
Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar

Porque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero ...

...veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito
Pode acabar muito pior

E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais.

http://www.youtube.com/watch?v=Us1rRe0QC_U

Surpresa!

Olá queridos... Como prometi em minha ultima postagem, eis um conto que eu criei no começo do ano, espero que gostem...

Temporal

            A história que vos descrevo neste instante ocorreu na região esquecida do Centro-Oeste brasileiro, terra fértil, mas a muito “abandonada”, assim como as demais regiões dessa pátria, com exceção as regiões Sul e Sudeste, pois é lá, de onde flui o capital desta terra, o que de fato, é uma verdadeira lástima.
            Narro esta história, também, não com o intuito de zombar ou criticar a elite brasileira, ou o povo que é oprimido pela mesma, contudo, escrevo para vos mostrar que o pouco que fazemos representa muito daqui a alguns anos e/ou meses...

            Jean Cronos era o único filho de Sauniere Le Ponch, um homem que trabalhava na previsão do tempo, e filho de Antonieta Madalena, uma simplória dona de casa que cuidava de uma pequena horta em seu quintal. Jean aprendeu com os pais, ambos franceses, tudo sobre o clima e a terra, por isso o sobrenome Cronos, o deus da mitologia grega que controlava o tempo, sendo conhecido em Roma como Saturno.
            O atualmente varão, com 27 anos, é um famoso historiador e que viaja o mundo analisando os diferentes solos existentes, a precariedade que é causada pela seca em alguns pontos, em outros o problema de grandes enxurradas, enfim, tudo que esteja ligado ao solo ou ao tempo. E nessa expedição em torno do mundo, Jean chegara ao Brasil e começara a estudar o clima do país, sendo diferentes e únicos, em cada região.
            O homem chegara à região Centro-Oeste, após três semanas de excursão em torno do país e já havia passado por Brasília. Ele estava em frente a uma pequena cidade com cerca de 4.000 habitantes. O nome da cidade era: Santo Tenório, um lugar esquecido pelo mundo, entregado as traças e que de fato, já devia ter sumido, aparentando ser uma cidade fantasma.
            A primeira vista, Jean não se impressionou com a placa de boas vindas: uma placa grande de ferro, toda enferrujada e que o “bem vindos a Santo Tenório” escrito em tinta branca era agora somente “em indo a anto enório”.
             Jean usava um sobretudo não muito grosso, que trouxera consigo da França, não que estivesse muito frio, entretanto, as tardes de primavera onde o sol não se expõe deixam o ambiente todo gelado, carregava consigo apenas uma maleta simples de couro preta, típica de executivos.
            Logo o silêncio daquele local foi cortado pelo som de um sino que badalava poderosamente e o som mostrava que vinha da capela situada no centro da cidade. O francês colocou a mão livre, à esquerda, pois carregava a maleta com a direita, no bolso do sobretudo e de lá retirou um pequeno relógio de bolso e consultou as horas...
            12:00 horas...
            Guardou o relógio em seu bolso esquerdo e se pôs a andar adentrando em Santo Tenório. Assim que entrou na cidade, se deu conta do belo dia que fazia, embora o vento gelado que começara a bater contra seu rosto, o céu estava aberto, como se lhe dessem boas vindas, não havia uma nuvem se quer aonde quer que o varão olhasse e sua mente ligada ao tempo passou a trabalhar. Em seguida, notou uma imigração de aves que voavam baixo em sentido a Oeste, silenciosas e metódicas. Isso atentou ainda mais sua mente, amante do tempo...
            Prosseguiu em seu trajeto indo a rumo ao centro da cidade, não havia muito que ver... Notou enquanto andava um gato branco com a barriga negra, com sua pata puxando a orelha para baixo e lambendo atrás da orelha.
            Percebeu também uma idosa que o observava com imenso prazer, e após o observá-lo muito bem, quase tocando nele, apesar de manterem uma distância considerável, ela passou a caminhar lentamente indo à casa de suas amigas para fofocar as novas do dia. Este feito era conhecido pelas senhoras (o fato de irem umas nas casas das outras), como “a atividade do dia” e são de lei para elas fazerem isso todos os dias.
            A cidade é simplesmente pacata, puramente tediosa. Enquanto vagueava em busca de uma estalagem, Jean viu várias crianças brincando e ao verem o estrangeiro começaram a cercá-lo, os garotos mais atrevidos se ousavam a imitá-lo no jeito de andar, outros colocavam o dedo entre o nariz e a boca para tentar representar melhor o bigode bem aparado dele. E todas as crianças se divertiram com a novidade.
            A passos lentos, com uma graça tamanha, o estrangeiro andava pelas ruas da cidadezinha deserta de Santo Tenório, até que ele passou em frente a única padaria da cidade e avistou João, o padeiro, fechando apressadamente as portas da padaria, colocando uma grande cartolina escrita: horário de almoço, volto daqui a 1h:30min., Jean continuou sua marcha e viu o português passar por ele apressadamente e adentrar na lavanderia de Lucinda...
            Reza o povo que João não sai para almoçar, e sim “papar”, na lavanderia de Lucinda, sua amante. Sendo que o portuga é casado com Jucinda, a costureira da região.
            Por não conhecer os costumes, nem mitos do local, Cronos não se importou com isto, todavia, dera uma atenção toda especial a um grupo de formigas que passavam apressadas perto da calçada e subiam uma grande ladeira, que dava a um matagal da cidade. Ao vê-las ele ficou todo empolgado, e passou a segui-las, subindo a ladeira e chegando ao grande formigueiro delas, situado no ponto mais alto de Santo Tenório.
            Chegando lá, ele pode contemplar toda a cidade e achar os pontos que ele mais precisava no momento: a biblioteca do local e a única estalagem de lá.
            Por incrível que pareça tudo em Santo Tenório é único, talvez só haja esse ponto positivo desta cidadezinha para com as demais localidades do globo, mas enfim, isto não nos importa.
            Jean saiu andando a passos rápidos, descendo a ladeira indo de encontro à pequena biblioteca do local. Enquanto ia, pegou novamente seu relógio de bolso e o consultou. 14h: 42min. Apertou o passo. Perdera tempo demais vendo as formigas, porém era algo necessário...
            A biblioteca é um mausoléu por completo, parecia mais uma casa abandonada do que qualquer outra coisa. Ao adentrá-la viu uma jovem ruiva que lia uma história em quadrinhos do Tio Patinhas. Era o único jovem que o francês avistava desde que chegara a cidade, de fato, tudo era único ali; A garota o fitou por um momento e não se recordou de nenhum habitante de Santo Tenório que se encaixasse no perfil que estava diante dos seus olhos.
            - Desculpe senhor, mas é daqui? – Perguntou ela docemente, anotando mentalmente todo e qualquer detalhe sobre o homem a sua frente.
            - Oh no, mademoiselle. – A voz do varão é doce, e aparentava ser entoada por um rouxinol, o mais belo que a garota já ouvira, e isto a fascinou. – Perdon, eu só gostaria de ver os livros que falasse sobre a cidade, se não for muito incômodo. – Os “R” proferidos por ele eram muito mais sustentados do que seria por qualquer brasileiro.
             A ruiva ficou deslumbrada vendo o homem a sua frente falando, tanto que, ficou alguns segundos só admirando as palavras que ele proferira a pouco, pois elas ainda pairavam no ar.
            - Ah... Cla... Claro. – Balbuciava ela, se virando para ele e indo pegar os livros.
            Passou dez minutos os procurando e logo voltou à presença dele com três livros em mãos, não muito grandes e os entregou. Ele abriu um leve mais belo sorriso para ela e se assentou em uma cadeira de plástico que havia ao lado do balcão, colocando os três livros sobre a mesa, também de plástico, pegou o primeiro livro e começou a folheá-lo e a lê-lo.
            Jean se entregara a leitura e acabou passando toda a tarde lendo. Quando eram 17h: 30min a garota o tocou gentilmente e avisou que estava prestes a fechar a biblioteca. Ele se levanta de um salto de sua cadeira, a agradece pela gentileza que fizera a ele e sai do local, tendo sua visão tomada por algo que ele não esperava encontrar ali.
            Ao lado do local do “saber”, ele notou que havia muitas vacas deitadas sobre o pasto, quietas e mansas, como se esperassem para que o senhor delas a fossem buscar ali. Isto chamou imensamente sua atenção, mas ele não se reteve tanto a admirá-las, como fizera as formigas.
            Passou a se dirigir a pequena estalagem, com passos largos, andando apressadamente, e em menos de 15min chegara lá.
            Quando estava entrando no local, começou a ouvir as badaladas do sino da capela, e mesmo que não quisesse, este som encheu o ser de Jean.
            Entrou na estalagem, de arquitetura simples, contudo confortável e foi até o balcão, onde uma mulher de cabelo meio rosado, cheio de bobs em seus cabelos, um nariz caído parecendo de uma bruxa, mas não tão grande quanto uma, os olhos cheios de pés de galinha, e as bochechas similares a de um Beethoven (o cachorro São Bernardo), ela estava com uma revistinha de palavras cruzadas e estava entretida no que fazia.
            Jean pigarreou para ser notado e a mulher largou sua revista no balcão e levantou seu olhar para fitar quem a chamava. Sua face aparentava raiva, porém ao ver o rapaz a sua frente, seu rosto se iluminou. Então era ele quem estava visitando a cidade a muito esquecida? E há quanto tempo não recebia alguém em seu hotel? Ela teria comentários a ser feitos a suas amigas a mais de um mês, e a cada conversa os detalhes aumentariam e a fofoca só cresceria.
            - Pois não senhor? – A voz dela era estridente, embora ela falasse baixo, era de sua natureza, mesmo sem querer, e isto incomodava demasiadamente a todos da cidade, menos as anciãs fofoqueiras, pois esta, também era uma de mão cheia. E sua voz demonstrava o quão maligna ela poderia ser se alguém a desapontasse.
            - Eu só gostaria de um quarto para passar a noite, mademoiselle, se for possível, é claro!
            - Mas é claro que é possível meu senhor. – Ela se vira para ele e pega uma chave numa grande tábua de madeira cheia de chaves que estava atrás dela e entrega a ele. – Quarto 13 senhor, no fim do corredor. Aproveite as nossas acomodações!
            - Me lembrarei disso!
            O varão foi andando até seu quarto, no fim do corredor, e ao adentra lá, viu um quarto simples, não esperava algo mais luxuoso vindo daquela cidade, mas para ser franco, aquilo estava de bom tamanho para ele.
            A pintura da parede era amarela, quase branca, toda descascada, uma cama surrada, entretanto agüentaria alguém, lâmpada com uma luz fraca, que faria mal a visão de qualquer um se habitasse ali por um longo tempo, uma TV de 20 polegadas, mas com uma aparência de acabada, e uma cadeira quase aos pedaços na ponta de uma das paredes.
            Jean fitou o quarto por um momento e se assentou na cama para testar a resistência. Nada mau, para uma noite! Pra falar a realidade, Cronos amava toda esta vida que levava. Deitou em sua cama, deixando sua maleta no pé da cama, e ia adormecer da mesma forma que estava. Todavia, alguém bate com certa pressa em sua porta. Ele se levanta de sua cama e vai abri-la, ao abrir a porta se vê diante de um ser pequeno, com as mãos nas costas, trajando um terno de cor vinho, bem brega, mas que não exigia a opinião de Jean.
            - Olá senhor, sou Victor, o vice-prefeito da cidade de Santo Tenório, e vim a mando do prefeito Constantino, ver se o senhor estaria disposto a um jantar com ele.
            Poupar-vos-ei desta longa e chata conversa e da outra que está prestes a suceder. O que lhes é importante saber, é que Victor era um capacho de mão-cheia de seu “superior”, e quando o pequeno se impunha diante de Constantino, o prefeito alegava que “pago seu salário muito bem”, obrigando o jovem Victor a se submeter as mais tristes e vergonhosas artimanhas em favor do chefe da cidade.
            Este chefe da cidade por sua vez, era um grandalhão, corpulento, de fala pesada e vinda das narinas, dando a quem estivesse perto do mesmo a leve sensação de estar diante dum monstro. Ele também era ganancioso e roubava o quanto podia de seu povo, pois era justo, já que um homem grande tinha necessidades grandes.       
             O encontro do prefeito com Jean, fora normal, no decorrer do jantar, logo após, o prefeito quis tratar de negócios e tentou persuadir o historiador a continuar na cidade, ministrando palestras a população. Todo este engenhoso e meticuloso plano, não visava nada mais, nada menos que o desvio de grande parte do dinheiro do projeto para os bolsos do magnânimo.
            De forma categórica Jean o recusou e voltou para casa. Estava perplexo com tamanha ganância presente em somente um homem, contudo, era algo natural no mundo capitalista do qual vivemos. Ficou ainda mais perplexo ao ver que a hora passara de forma rápida e seu relógio de bolso mostrava que eram 21h:45min, muito tarde, para alguém com os hábitos do francês.
            Ao chegar ao pequeno hotel, foi diretamente ao seu quarto e lá ficou somente de cueca, indo dormir, naquela cama rala. Isto era às 22h: 00. Dormiu rapidamente, devido ao cansaço físico da caminha até Santo Tenório e também do esforço mental que fizera, ao ler os livros e também ao tentar negar a idéia incabível de Constantino.
            As 3h: 00 da madrugada, Jean fora acordado inesperadamente por um som extremamente alto. Era uma mistura de rock muito pesado, com alguma música africana, mais remixada. O grande choque que o varão toma o obriga a ficar de pé, se trocar e sair nas ruas para ver o que ocorria.
            Em frente do pequeno hotel se deparou com um grupo de jovens que dançavam uma dança desconhecida por ele, o tão conhecido pelo povo brasileiro como funk. Eles dançavam, rebolavam e tudo muito vulgar, o que não atraiu a visão do francês, que se pôs a andar na cidade e logo chegou a outro grupo de jovens, que ouviam um rock muito pesado, um heavy metal para ser mais franco, se é que heavy metal é dessa forma. O homem se assustava a cada vez mais, e ao ver um grupo de jovens colocando fogo em um pneu, ficou perplexo e voltou ao hotel.
            Ao voltar para o hotel, ficou do lado de fora de seu quarto observando as montanhas a leste da cidade, de onde ele viera. Eram simplesmente lindas, mas acima delas havia uma imensa e espessa nuvem, que sempre brilhava intensamente, sendo assim, deveria estar chovendo naquelas montanhas.
            Ainda ao fitar as montanhas a mente de Jean o levou a sua infância, chamando sua mãe de Gaia, a deusa da terra na mitologia grega, que cuidava e zelava pelos seus filhos da mão de Uranos, o impiedoso pai que eliminava suas crias com medo que elas um dia se rebelassem e o matassem. E ele era Cronos, seu filho.
            Sua mente vagueou pelo passado, porém por pouco tempo. Logo, uma fumaça negra começou a tomar o ambiente, devido às queimadas que os jovens estavam fazendo, e com isso, fora obrigado a entrar novamente ao seu quarto.
            Ao entrar, ele fez algo que geralmente não faria em lugar algum... Foi até sua maleta a abriu e de lá tirou uma barra de ferro com alguns escritos sobre ela. Em seguida, a colocou como se fosse um quadro na parede a frente da cama e ficou deslumbrando a frase que já conhecia de cor.
            Depois disto, se assentou em sua cama e ficou ouvindo os diversos estilos musicais da mocidade enchendo o ambiente, algo totalmente desconfortável e indesejável. Começou a se recordar dos livros que lera durante a tarde e, se lembrou de um livro que falava bem disso. A grande, se não a total, juventude de Santo Tenório, trocaram os dias pelas noites e as orgias disponíveis a essa hora, sem a supervisão de algum maior.
            Lera também, que metade da população de Santo Tenório era jovem, e com isso soube que metade da cidade vivia na noite.
            A mente ágil de Jean trabalhou e ele assimilou que os jovens de Santo Tenório eram cópias fiéis de Sodoma e Gomorra, e caminhavam de forma iminente para a queda.
            Cronos ficou a madrugada acordado sem dormir e quando o sol começou a raiar, percebeu que o som havia parado, e assim dormiu... Dormiu até as 10h: 00 da manhã.
            Despertou de um sobressalto com o sol batendo em seu rosto. Colocou-se de pé e notou que dormira da mesma forma que estava ao chegar. Sentiu sua barriga roncar e foi a padaria de João.
            Chegou lá em menos de cinco minutos e começou um misto quente com um copo de chocolate em pó. Conversou um pouco com João e percebeu que apesar dele ser um infiel, era uma boa pessoa.
            Saiu de lá, carregando sua maleta e estava indo embora. Caminhava a passos lentos, os olhos fundos da noite mal dormida. O corpo dolorido da bendita madrugada. Mas se sentia no seu intimo, muito bem, pois estava indo embora daquele lugar.
            Ao passar em frente a uma cara, viu uma mulher de cara “pra poucos amigos” berrar chamando o seu filho. E era assim de meia em meia hora:
            - ANTONIO, JÁ PRA DENTRO MOLEQUE!
            - ANTONIO, EU JÁ FALEI, PASSA PRA DENTRO AGORA!
            - ANTONIO, SE EU TIVER QUE TE CHAMAR MAIS UMA VEZ, EU VOU AI COM O CABO DE VASSOURA E QUEBRO A SUA CARA, ME OUVIU?
            E essa conduta lastimável perdurava a anos, e o garoto mal se importava com sua mãe berrando o dia todo, clamando pelo seu nome. E se o filho dela mal se importava quem dirá Jean, um mero intruso naquela sociedade primitiva.
            Ia bem ora, se sentindo cada vez mais aliviado, ao deixar aquele lugar de clima tenso. Estava chegando perto do seu ponto de chegada no dia anterior. Ia de fato embora, todavia algo chamou-lhe a atenção e fez com que ele parasse para admirar o que via.
            Era um antigo pinheiro e todas as pinhas estavam fechadas. Ele ficou as observando durante um bom tempo, e quando deu por si, estava quase para dar meio-dia.
            Pôs-se a andar novamente e chegou à saída da cidade de Santo Tenório. No instante que passou pela divisa do local, ouviu o sino da igreja ressoando pela ultima vez. E seguindo a mesma melodia, o mesmo ritmo e harmonia das batidas do sino, começou a proferir enquanto caminhava “Perdiçom!, Perdiçom!”. Ele fizera tudo o que lhe fora possível, tentara ser como Jonas e salvar a “Nínive” da perdição. Contudo, como não conseguira, fizera o que aprendeu, sacudiu o pó de seus sapatos, e foi embora...

            Após três meses da partida de Jean de Santo Tenório, os noticiários brasileiros anunciavam a terra a todo instante, mostrando o grande estrago que as chuvas dos meses de Dezembro e Janeiro fizeram com a pobre cidade abandonada. As chuvas vieram de forma inesperada por todos, pegando a pequena população de surpresa e a tragando, as enterrando debaixo d’água. Como por milagre e sinal divino, somente um lugar ficou intacto a todo aquele aguaceiro, que fora o quarto onde Jean dormira naquela noite. E na placa de ferro, que também estava em pleno estado, estava escrito em letras garrafais uma frase, e outra em letras miúdas. E transcrevo-as agora:
            “O tempo é mestre da verdade. Graças a ele, descobrem-se tudo!”
       “O mundo está sucumbindo, pois ninguém sabe mais olhar ao seu redor!”

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Comunicado

Tarde boa pro seis ae povo.

Bom... Irei viajar amanhã e infelizmente as postagens hão de cessar por um tempo. Espero que entendam...

Irei se for possível, trazer uma surpresa pra vocês ainda hoje e quando voltar da viagem, lhes darei uma outra surpresa =D

Boa Páscoa a todos... Não façam o que eu faria.... Façam pior por que é mais divertido HAUSHASUSA

AbraçOs

Novela

Indomável

Cap. 06

            - Escuta aqui Sergio, as coisas não estão nada fáceis. – O rapaz que dizia essas palavras, tinha um cabelo curto, despenteado, sem gel e negro meio marrom, olhos castanhos intensos, um corpo esguio e sedutor, fora seu sorriso faiscante. – Não tenho dinheiro pra mais nada!
            - E quem é que tem dinheiro hoje em dia? – O outro, um varão de pele morena escura. Um jeito típico de um sambista, malandro de guerra. Cabelo curtíssimo, corpo atlético, inteligente por natureza, como seu outro amigo, o “branquela”. – Ta tudo ficando caro, o branquela. O governo aumenta o preço de tudo cara. Isso é horrível. Minhas mulheres mal conseguem me sustentar hoje em dia.
            Os dois que se encontravam num bar do Butantã, simples, bem perto do centro do bairro, assentados numa mesinha, afastada de toda a clientela. Deram risada das palavras um do outro, e ficaram dando pequenos goles em seus copos de cerveja.
            - Sabe o que é Sergio? É que ta difícil achar alguma mulher riquinha disponível. – Este homem sorria. – Você sabe que eu prefiro as jovens, elas são mais fáceis de tapear, se apegam mais rápido, porém, topamos qualquer negócio. Regras da empresa.
            - Você é esperto em safadão? – Ria Sergio, olhando seu amigo. – Mas diga ai Cesar, quando irá mudar de vida?
            - Bom... Eu já pensei nisso sim cara. – Dizia Cesar, pegando seu copo e bebendo um gole de cerveja. – Na realidade, eu quero mudar de verdade. Quero parar de ficar com várias mulheres, e elas me sustentarem. Agora eu quero um negócio sério...
            - HÁÁÁ. – Sergio pula de sua cadeira e começa a rir alto. – Você? – Ele começa a se controlar aos poucos. – Cara, se é pilantra pra caramba hein? É isso que eu gosto em você... Você mente até pra você mesmo!
            - Não minto porcaria nenhuma. – Cesar ficara irritado com as palavras de seu amigo. – E eu vou lhe provar isso Sergio.
            - Ah branquela! Deixa de besteira – Ele ria cada vez mais. – Eu acredito em você isto basta poxa...
            - Não eu vou ti provar. E você vai ver...
            Cesar se levanta da mesa, pega seu copo e o vira, tomando toda a cerveja que ali havia. Ia saindo, mas seu amigo Sergio tenta impedi-lo, segurando seu braço.
            - Espera cara, já vamos...
            - Não... – O rapaz se solta das mãos do mulato e se vira para sair. – Vou a luta, meu camarada.
            Sergio ficou em seu lugar rindo, vendo seu amigo ir embora. A manhã era esplendorosa, o sol inundava todo lugar, um tempo ideal para uma cerveja. Cesar, não pensava muito, sua mente não queria fazer isso. Ia saindo do bar, e quando se virou para ver seu amigo, que ainda ria, mais silenciosamente, ouviu um barulho agudo, ensurdecedor, e se virou para a rua para ver o que acontecera.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Poema

Boa Tarde pessoas...

Ando decepcionado com vocês... Vocês não falam nada, não comentam, acredito eu que mal estão lendo o que posto, isto me entristece =/

Mas enfim... Vou continuar fazendo a minha parte.

Suma!
Eu não sou mais quem sou
Já é hora
Minha vingança você encontrou

Pois não sou seu brinquedo encantado
Que pra ti sempre vai voltar
Hoje sou o menino levado
Que contigo veio acabar

Não sou mais de ser tapeado
Esse tempo em minha vida acabou
Eu lhe dei outra chance, e isso é fato
Mas você a desperdiçou

"A letra mata"
Grave bem essas palavras
Saiba!
Desta vez você não me escapa

Corra!
Pois uma hora hei de lhe alcançar
Não se perturbe
Eu só quero lhe estraçalhar

Não sou o seu menino
E isto você irá notar
Não se engane
Pois tudo consumado está

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pra Pensar...

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes


http://www.youtube.com/watch?v=Jp7LzhJEp3I

sábado, 16 de abril de 2011

Vídeo da Semana

Olá meus caros...

Peço muitas desculpas pela minha falta com vocês nesta semana...

Foi difícil passar por essa semana, mas até aqui chegamos, e assim iremos prosseguir =D

Agora segue alguns vídeos para a meditação de vocês:

http://www.youtube.com/watch?v=3OmQDzIi3v0

http://www.youtube.com/watch?v=0N_Tb_otHDg

http://www.youtube.com/watch?v=ijMTS7Ayj9c&feature=grec_index

Diário

São Paulo. 16 de Abril, de 2011

Boa Tarde Diário


            Perdão pela minha falta contigo oh Diário. Ontem o dia foi fora do comum, e perdi muito tempo meditando, e quando dei por mim, vi que o dia já havia passado...
            A cada dia que se passa eu me encontro mais indignado com o Sistema que rege esse povo. Fico indignado, por que ninguém observa isso, e por conta disso, o povo está caindo numa queda sem voltas...
            E isso é só o começo...
            A mídia funciona freneticamente, nos lançando informações sem valor, e as de relevância, eles conseguem ocultá-las, mesmo quando a falam, com uma matéria breve sobre o assunto. Eles sabem ocultar a verdadeira desgraça mostrando outra desgraça. Para lhe provar isso, queria que se lembrasse da época em que o Japão sofreu o tsunami, há algumas semanas atrás, lembra-se? Pois é, a mídia caiu enlouquecida nesse assunto para encobrir a podridão existente no nosso Planalto.
            Triste isso não é Diário?
            Não sou contra o Sistema, por que uma vez nele, sempre estará fadado a aceitá-lo, desejando isso ou não.
            Não sou contra... Só não o aceito, e jamais aceitarei.
            Pessoas vivem na miséria, sem nada para comer, e são estes que amam de verdade a nossa pátria, não esses ministros que ao chegarem no poder, só sabem planejar como irão nos roubar. Pessoas sem nada em suas casas que se doam pelo bem da nação, que votam confiantes em mudança. Eu admiro esses seres... Se houvesse apenas UM que se encontra no poder com esse tipo de conduta.
            Eu não aceito Diário, gente chorando, gente sofrendo, e os ministros em seus jatinhos.
            Me irrito ao ver que gente de classe média, seja ela baixa ou alta, mal sabe das coisas, mal param para ler um bom livro, mal ativam seu senso crítico, na realidade, poucos tem algum senso crítico. São comuns, do jeito que o Sistema quer que seja, pessoas que eles possam podar da maneira que eles querem. Pessoas que eles dominam que montam neles como se estes fossem meros cavalos.
            Meu real desejo ao ver toda essa situação, é de levantar um povo, para juntos fazermos uma Revolução, mas uma Revolução diferente. Uma Revolução cultural, intelectual, de senso crítico, que vote com critério, que não abaixa a cabeça em meio à injustiça. Uma Revolução de leitores de literatura, de amantes duma boa história, que criam uma nova história a seus filhos e netos. De pessoas que não se curvam ao verem o julgo do Sistema, mas que vai contra ele, sem facas, sem armas, trajando somente o seu intelecto e boca, que são suas duas maiores armas.
            Poupo mais palavras Diário, pois ainda me encontro imerso em indignação... Nestas horas me lembro do Cazuza, que em sua música dizia “Brasil, mostra a tua cara!”.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Poema

Sorria tristemente
Olhava ao lado
Via só um buraco
Estava descrente

Não sabia o que fazer
Olhava para o nada
E o nada lhe olhava
Mal sabia o que fazer

Sorria
Sofria
Cheia
De grande alegria

Estava enlouquecida
Pela perda vivida
Maldita vida
Ela estava perdida...




Não lhe dou adeus...

Não lhe dou tchau
Pois não estas acabada
És eternamente amada
Por isso, não lhe dou tchau

Fora perfeita
Mulher imaculada
Pra sempre lembrada
Minha avó, minha prefeita

Não lhe dou adeus
Pois a Deus pertence
O passado, futuro e presente
Assim, deixo tudo nas mãos de Deus

Te Amo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nota...

Olá meus caros...

Por motivos de força maior, hoje ficaremos sem "novela"... Na realidade, ainda não me decidi se irei fazê-la ou não, mas ainda sim, estejam atentos.

Por hora, para não lhes deixar desemparados, irei postar a seguir, umas frases que vêem a minha mente neste exato momento.

Outra observação é que foi publicada uma matéria ao meu respeito em um blog. Vejam: http://blog.ios.org.br/

A morte não é o fim... É um recomeço!

Segundo minha mãe: Dê valor a quem você ama. Pois, só se pode provar esse amor em vida (Não é essas literalmente as palavras dela, adptação minha)

Vovó... Eu te amo muito, sentirei saudades sim, mas você não partiu, estará sempre comigo.

Pra que chorar, se quem parti lhe conheceu a vida toda como alguém sorridente?

Palavras nada explicam o que sentimos, por isso, paro por aqui.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Poema

Se querem o insano modo
Rebuscado de escrita
Eis ai...

Findou-se a época de engolir sapos
Agora é tempo de trazê-los de volta
De guspí-los em quem almeja

O tolo é aquele que não ouve
Mas aquele que ouve
É mais tolo ainda

Hipócrita é quem ouve
E abaixa a cabeça
Mas aquele que a ergue
É um reles nadando contra a maré

Os vassalos não se comovem
Com a desgraça alheia
Mas quem se comove
Não é humano

Os alienados mal sabem
O que vêem
Aqueles que não o são
Os retêm

Maldito o homem
Que confia no homem
Mas em quem
Eis de confiar?

Dizem que o amor
É o maior dos dons
Mas se é
Por que o mundo é assim?

Me pergunto se a questão
A ser questionada
É a questão que o homem
Mal sabe interpretar o que pergunto

Aristóteles disse que
"O homem é o animal político"
Desconsideremos o "político"
E teremos a nossa sociedade

Todos questionam os políticos
Mas são poucos
Que ao chegarem no "poder"
Não se corrompem

Falam que os ignorantes
Não chegam a lugar algum
Mas quem não é
Esta fadado a ver as coisas
E nada poder fazer
Ou conseguir!

Por fim, a sociedade injusta
Vem e ti julga
Mas mal sabem
Quem são!

Fico admirado
E tomado de felicidade
Que uma imensa vantagem:
É que o homem
É nosso inimigo!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pra Pensar...

Pra que olhar pra névoa, o passado, se o sol, o futuro, é tão incerto e sempre chega, querendo ou não?




Desejo que você
Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.


Augusto Cury

sábado, 9 de abril de 2011

Vídeo da Semana

Olá queridos...

Bom, hoje não estou lá na animação que devia HAUSAAHS

Meio cansado, triste pq não irei numa festa ai com o povo do OUVIVER =(

Mas tudo beem, sei que eles irão curtir por mim rs

Agora um vídeo, duma mina com uma das vozes mais lindas que já ouvi, elatbmélinda *-*

Até semana que vem pessoal

http://www.youtube.com/watch?v=Tdp-3kGROYU

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Diário

08 de Abril, de 2011

Diário...

     Queria ter escrevido estas palavras antes. Eu to tão longe que minha escrita não vai chegar em nenhum lugar...
     Mas se eu pudesse dar um último recado, eu daria este:
     Mamãe (eu chamo ela assim)... Você é a mulher mais importante na minha vida, depois dela vem as minhas irmãs, mas a senhora sempre foi, é e será a melhor do mundo! Queria dizer que te amo muito, que valeu a pena todos os dias que você passou comigo sem dormir, me dando mama, trocando minha fralda, obrigado, porque você me amou antes mesmo de me conhecer.
     Queria ti dizer pra não se preocupar comigo, pra que não chore mais, sei que dói, só não sei o quanto, mas queria que soubesse que onde estou não é ruim, é bom, é maravilhoso. Eu tinha medo de vim pra cá, mas agora que estou aqui me sinto bem. Tem bastante gente diferente, eles são bons, eles se importam comigo. Por favor, mamãe, não sofra mais por mim, eu nunca quis isso, e mesmo longe, eu ainda te vejo...
     Papai... O senhor foi um cara incrível, de verdade, além de me dar dinheiro pra comprar pipa e linha, você me deu apoio, me amou, só não igual a mamãe, mas ainda sim, bem mais que o mundo.    
     Irmãs... Vocês são chatas, irritantes, mas marcaram a minha vida. Eu amo demais vocês. Não chorem!
     Amigos... Valeu pelas horas divertidas de futebol, jogando Playstation e das conversas sobre desenhos que eu tanto gostava...
     Ai Diário queria dizer tanta coisa, mas nem é possível. Eu só queria que eles parassem de chorar, eles não sabem como isso me deixa triste. Não fiquem tristes, o cara já pagou. Tem mais gente aqui comigo, eles não são perigosos, acreditem.
     Queria falar aonde estou, mas me pediram pra guardar segredo, me disseram que um dia boa parte do povo irá conhecer. Também não gostaria de ficar falando sobre o acontecido, até por que eu não me lembro de muita coisa e só o que lembro me aterrorisa.
     Papai, mamãe, irmãs, amigos e todo o mundo, por favor, não sofram tanto assim, eu nunca quis ver vocês tristes... Era só o que eu queria dizer pra eles Diário...
     Mas isso não é mais possível...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Poema

Boa Tarde a todos vocês!

Hoje irei presenteá-los com algumas das minhas loucas frases e por fim um poeminha =D

De repente eu olhei em seus olhos, e vi mais que um sonho... Vi um futuro!

Amor é difícil de se explicar, mas fácil de se viver...

Minhas lágrimas secaram. Os sentimentos que outrora afloraram em mim, hoje mal existem. E o pior, mal sei quem fui um dia...

Falar que te amo é fácil.
Provar que te amo é difícil
Sentir o quanto eu te amo, é a verdade!

AGORAAA, Vamos ao poema =D


Não sei escrever,
Não sei rimar,
Não sei narrar,
E ninguém consegue me entender.

Até porque, minha letra
Deixa a desejar,
Uma escrita difícil...
Difícil de se interpretar.

Por isso...
Escrevo
E não...
Penso

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Novela

Indomável

Cap. 05

           
OITO ANOS ATRÁS...

- Mãe... – Grita uma voz feminina de uma jovem. – Olha aqui o Gustavo... Eu vou arrebentar a cara dele.
            A mulher que estava na cozinha, Margaret, tomando o seu café da manhã, lendo o jornal da Folha, sorri com os berros da filha e pensa consigo “Começaram mais cedo hoje”, e prossegue em sua leitura.
            Era um formoso e luxuoso sobrado numa área isolada do Butantã, onde só os magnatas poderiam chegar. A casa parecia da Barbie, não por ser rosada, era uma casa feita de tijolinhos, mas lembrava e muito, uma casa infantil.
            Na parte de cima do sobrado, dois irmãos estavam brigando, coisa comum entre a maioria dos irmãos. A garota tinha longas madeixas louras. Era bela, tinha uma cara de inocência, que misturada com sua raiva, naquele momento, parecia ser uma devoradora. O homem só de cueca samba-canção, cabelo todo despenteado de cor castanha, era também um jovem, mas um pouco mais velho que a irmã. Ambos brigavam para ver quem usaria o banheiro.
            Não perderemos tempo com esta discussão infantil deles, o que lhes é necessário saber é que a garota venceu a briga e ficou com o banheiro. Tomou seu banho e logo desceu para domar seu café da manhã.
            Margaret, uma mulher magérrima, com ares de intelectual, um corpo jovem apesar dos 50 longos anos. Um cabelo castanho claro, mas não chegando a ser louro como o da filha. Já havia acabado seu café e agora estava lendo o seu jornal matinal.
            - Bom dia mamãe! – Fala a garota beijando a bochecha de sua mãe e se sentando ao seu lado. – Quais são as ultimas do dia?
            A mulher abaixa o jornal e fica a fitar a filha...
            - O que é que você quer Alice? – Pergunta ela com muita calma.
            - Ora mamãe, o que acha que eu quero? Só o seu amor...
            - Não me venha com essa garota. – O olhar fica frio, mas nutria um singelo sorriso no canto esquerdo dos lábios.
            - Mas eu não quero nada mamãe é sério...
            - Ótimo, assim eu não lhe darei nada... Muito bom minha querida. – O olhar frio se torna doce, e seu sorriso fraco se torna um verdadeiro sorriso. Ela ergue seu jornal e volta a lê-lo.
            - Sabe o que é mãe? – Fala a garota e morde uma torrada da Bauducco. Prossegue sua fala mesmo mastigando. – É que minha mesada acabou, estou precisando dum dinheiro.
            Margaret prossegue lendo o jornal e mal olha para sua filha.
            - Mãe é sério, é questão de urgência! Eu não pediria se não fosse extremamente necessário.
            A mulher abaixa novamente o jornal e olha sua filha com um sorriso nos lábios.
            - Você sempre fala isso querida, mas desta vez chega.
            - Mãe é sério, estou precisando. – Fala Alice com certo desespero.
            - Nenhuma calça vai acabar até o mês que vem, e  outra, seu pai me deixou aqui sem dinheiro nenhum.
            A menina olha sua mãe com fúria.
            - É claro que deixou mãe, ele sempre deixa. Eu sei que você não vai me dar porque ele mandou. Aquele velho.
            - Ele não mandou nada querida. – Contrapõe a mulher com fala doce.
            - É claro que mandou... Vocês dois se unem para acabar comigo... Aaaaah
            A garota se levanta repentinamente e vai para a porta de saída da casa, a fecha com força, fazendo um grande som ensurdecedor por toda a casa.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Poema


Essa é a história de um menino
Um menino bem sabido
O seu nome é Frederico
E o do seu pai é Juscelino

Juscelino é do sertão
Veio para o Rio de mula
Conheceu sua doçura
Uma mulher de Ribeirão

Mas falemos de Frederico...

Nasceu em Copacabana
Com muita humildade
Estou lhes contando a verdade:
Só comia banana

Certa vez Frederico
Sonhou em ser o homem-bomba
Ideia de gente tonta
E entrou para o circo

Seu pai mau imaginava
Que seu querido filho
Estava mais que envolvido
Nesta grande furada

O garoto ao circo foi
Estava sem ninguém
Nem gente do além
E entrou no canhão. O "mata boi"

O canhão ia estourar
Que grande alegria
Não era coisa de fera ferida
Mas de garoto que desejava voar

Os segundos se passaram
Frederico tremia
De grande euforia...
As coisas se descontrolaram...

Aparentava ter asas
Ao chão chegou
E se espatifou
Se levantou, e voltou para casa.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pra Pensar

Boa Tarde a todos vocês meus queridos... =D

Espero que possam se encontrar nesse blog ^^
E que vejam seus sentimentos sendo descritos nos causos que contarei =)

Vamos ao que interessa...

Quem quer ser livre, no modo mais amplo da palavra, tem que aprender que só se é livre, quando se torna dependente de outra pessoa...


XXIV. Canção
Quando os teus olhos, senhora,
Repoisam no meu olhar,
Fica mais formosa a aurora,
Mais formoso fica o luar.

Quando em teus olhos reluz
O carinho de uma prece,
Se é dia, o sol tem mais luz,
Se é noite, logo amanhece

Quando sorrir-me eu te vejo
Com teu sorriso sem par,
A ave santa do meu beijo
Vai adejando pelo ar.

Vai adejando, e conduz
O seu voo, semilouca,
Para o ninho todo em luz
Que existe na tua boca…

Alphonsus Guimaraens

sábado, 2 de abril de 2011

Vídeo da Semana

http://www.youtube.com/watch?v=hxr1MQyVlQs&feature=fvst

            Possuímos milhares de braços, assim como um rio. Nos dividimos em vários momento e jamais ficamos parados.
            O bom disto é que chegamos a milhares de lugares, nos tornamos flexíveis, e ao nosso redor surgem flores, vilas e vida. E dentro de nós , surgem centenas de peixes, das mais diversas cores, dos mais diversos tipos.
            Contudo, além dessas vantagens, há inúmeras desvantagens, ou seja, chegamos a perder aquilo que é bom.
            Por exemplo, uma água (no caso, um rio), cheio de produtos químicos. A água perde o sabor, as flores morrem, os animais somem, os peixes se consomem, enfim, ela perde o seu valor. Tudo some: a beleza da natureza, a dinâmica do ciclo da vida, tudo se perde. O cenário que um dia foi incomparável se torna cinza, deserto e pantanoso.
            Entretanto, por sorte, esse rio tem grandes chances de mudar o seu estado, ou parte dele, ao se encontrar com outro rio. Assim, o rio, ou um braço deste, volta a ter vida, a beleza retorna, mas nunca haverá uma mudança completa. Ele já fora marcado!
            Há também um sério problema dessas águas poluídas: delas irem tomando outras, até que não haja mais águas boas pelo mundo.
            Lembrem-se: Somos idênticos ao rio!
            Um outro problema, sem levarmos em consideração as águas poluídas, que impedem as águas limpas de chegarem a diversos lugares, é as barragens, que de faro “barram” o percurso natural das coisas.
            Talvez se eu escrevesse mais, mais pontos positivos e negativos encontraríamos, entretanto, tenham em mente: tudo de negativo citado fora feito pelo homem.
            Como já disse, nós somos o rio, a cada pessoa que nós nos apresentamos, demonstramos a ela, um de nossos braços, o que muitos chamam de “máscara”. Há uma paisagem bela em nosso redor, e dentro de nós, peixes belos e maravilhosos se encontram lá. Porém, podemos ser intoxicados por nós mesmos, por circunstâncias da vida, enfim, nossa água se torna algo inútil.
            Se coloquem no lugar dos rios. Removam as barragens para que haja interação de um rio com o outro.
            Salvem-se a si mesmo... Salvem as águas... Salvem a sua essência... Salvem quem somos... Salvem o planeta!

           

Este mundo está consumido
Já fora destruído,
Ele nunca existiu!

O obséquio da minha fala
Já tem muita coisa errada,
Será que ninguém viu?

A boca que abençoa
É a mesma que amaldiçoa,
Será que ninguém ouviu?

Fico indignado
Tudo está estagnado
- Abra a sua boca Brasil!


http://www.youtube.com/watch?v=PrUEvKQEQHw

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Diário

Rio de Janeiro, 01 de Abril, de 2011

Prezado Diário

         Primeiramente, perdão pela ridícula caligrafia, adoraria escrever duma forma mais bela, arredondada, sem que as palavras ficassem todas coladas umas nas outras... Enfim, desculpe-me.
         Estou feliz por poder escrever meus devaneios em suas linhas. Por incrível sorte, ninguém lê estas palavras... Na verdade, eu me sinto extremamente triste, contudo, você é meu ponto de apoio Diário...
         Meu real desejo era descrever coisas exuberantes, belas e verdadeiras, mas se eu o fizesse, só seriam mentiras. Vivo num mundo cinza, e você bem sabe do que estou falando.
         Hoje, como bem sabes Diário, é o dia da mentira, e olha que coincidência, ela, e mais uma porção falsa de amigos, me enganaram brutalmente... Tentarei ser sucinto e breve em minhas palavras, porém não sei se conseguirei, me encontro em um estado de tristeza profunda, e minhas reações não são mais as mesmas que um dia foi...
         Sinto como se esse lápis que seguro, fosse uma pedra muitíssimo pesada. É difícil escrever o que estou para revelar, entretanto, vamos lá:
         Há certo tempo venho me decepcionando com meus amigos, você bem sabe Diário. Vejo que eles me evitam de certa forma, saem comigo e ainda assim, me olham de forma estranha, saem pra falar com os outros e me deixam lá, sem conhecer ninguém a nossa volta, ali, cheio de gente a nossa volta, contudo ainda me sinto só, pois eles mesmo estando lá, não estão.
         Fiquei muito chateado, quando uma amiga me desprezou a tal ponto que se quer olhou nos meus olhos quando estava falando de algo super importante para ela.
         Certa vez, um amigo, que mora na minha rua, saiu para ir na casa de outro amigo nosso, um que eu amo de verdade, ou amava, sei lá... o fato é: ele saiu, e não me chamou e depois vi no subnick desse amigo que ele e  a maioria de nossos amigos, tiveram a melhor tarde de suas vidas, isso porque eu não estava lá...
         Isso é o pouco do muito que aconteceu Diário, e você sabe destas centenas de histórias.
         Me sinto triste, porque perdi meus amigos, perdi e sequer sei o real motivo. Mas ainda sim, eu nunca esperava esse tipo de comportamento dela...
         Ela é linda... Simples, humilde, delicada, entretanto ousada, envolvente... Fabulosa! Aquele olhar faiscante, aquela boca bem desenhada, aquele cheiro sem igual... Tudo nela me atrai.
         E ainda sim... A única garota que amei em toda essa minha desgraçada vida, foi justo ela, quem mais me machucou...
         Eu já não consigo escrever mais, Diário, dói... Dói como nunca doeu antes. Ela zombou de mim... Beijou na minha frente o meu melhor amigo. Riu da minha cara... Indiretamente, guspiu em minha face. Tudo isso só por que... Por que... Porque eu a amei.
         Está difícil agüentar... Suportar... Não sei mais o que faço. Eu sei que nem idade para sofrer tanto assim eu tenho, mas dói diário e sei que você me entende.
         Por Deus Diário, ainda bem que ninguém lerá estas palavras... Parece mentira, mas nunca foi, e nunca será...
         Lá fora a chuva cai, embora o sol também continue ardendo... Que bom seria se a chuva lavasse minha’lma e levasse toda essa dor para longe... Que bom seria...