Oh doce solidão,
Me traz até a escuridão,
Mas consome o meu coração.
És fabulosa, e gloriosa,
Quase sempre esplendorosa,
Mas arrebata o meu quinhão.
Contudo, vejo a claridade
Ela irá me tirar da obscuridade,
E então serei feliz.
Por isso, abro a janela
Acabou-se a espera
Isso é tudo o que eu sempre quis.
Aos Humanos conformados,que vivem sob o julgo duma mída. Aos tolos que se baseiam em "achismo". A todos que se sentem "normais" num mundo onde, NADA É NORMAL... Desvende... Descubra... Vá além do que um dia lhe imporam, e verás, que os mistérios que você nunca parou pra pensar, vão te levar a uma nova concepção de mundo... Fuja do natural...
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Novela
Indomável
Cap. 05
Estava prestes a começar o meu discurso, me sentia nervoso, não no sentido de raiva, mas sim no sentido de ansioso...
No instante em que ia falar, ela me estende uma porção de folhas... Eram os desenhos dela...
Como eu estava de cabeça baixa, fiquei assustado com a reação dela, mas nada falei, e passei a olhar os desenhos...
Eram grotescos... A primeira imagem que vi, fora de uma garota, de costas, entrando num túnel. Ela segurava uma faca nas mãos, e havia sangue nessa faca; Outra era de uma menininha num canto duma sala, toda contorcida, se guardando de algo, demonstrando ter medo, e era possível ver no desenho um dos olhos da garota. Um olhar assombroso todo azulado por conta da caneta. Enfim... Desenhos do mesmo estilo e outros ainda mais estranhos que os dois exemplos citados, eu vi naquela saleta, e não os cito, para zelar com vossas mentes.
Ela estava desenhando mais um, e este, ficou cravado em minha memória. Eu me lembro dele, detalhe por detalhe... Era a mesma menina de todos os outros desenhos, se aparentava muito com Alice, parecia estar com uma roupa de Barbie, delicada, mas ousada, num cenário noturno, uma lua grande no céu, cheio de nuvens em volta, e a lua até aparentava sorrir. O local aparentava ser um pântano, arvores destruídas, com folhas secas, e o chão do desenho aparentava estar molhado. A garota sorria, e tinha em suas mãos algo aparentando ser uma corda, isso foi o que eu pensara no primeiro momento, contudo ao olhar bem para a imagem, pude notar que eram as tripas dum homem que a garota segurava... Ela estava feliz... E tudo isto, me fez ficar arrepiado... Naquele instante o desenho ainda não estava completo, mas no meio da conversa sim, porém, adianto esta informação a vós para ganharmos tempo...
Fiquei admirando os desenhos por algum tempo, e Alice me perguntou:
- Gostou senhor? – A voz dela era doce e ao mesmo tempo firme, o que me fez temê-la, o que, por sua vez, me encheu de ódio. O médico ali era eu, eu não devia temer... Era ela quem devia!
- Ah sim... Bem diferentes.... – Respondi ainda olhando para os desenhos, todavia a observando de canto de olho.
Voltamos a ficar em silêncio... Eu a analisando e ela desenhando.
Perdão a quem lê estas palavras e já está farto de minha narração tola e cansativa... Passarei agora a narrar como fora a conversa que eu e ela começamos a ter...
- O senhor conheceu meu pai? – Questionou-me ela, ainda desenhando.
- Sim... – A respondi, hesitante.
- O senhor o achava um bom homem?
- Ah... Acredito que sim...
Ela me olhou com seus olhos negros, me desafiando por algum momento, até que abaixou os olhos e voltou a desenhar, quando falou:
- Mentiroso!
Fiquei sem reação. Ela me pegara... O pai dela era um cretino completo. Era um traidor.
- É... Menti...
Ela sorriu, ainda pintando seu desenho.
- Não precisa me agradar senhor.
-Tu... Tudo bem... – Falei e logo acrescentei: - Mas, mudemos de assunto... O que você veio fazer aqui?
- Não é óbvio? – Perguntou ela indiferente a minha dúvida.
- Claro que não. – Disse quase que no mesmo instante que ela. – O que é?
Ela colocou a caneta na mesa e ficou me fitando por um longo momento.
- Vim pedir ajuda. – Falou ela suspirando, e pegando a caneta novamente, voltando a desenhar. Tudo aquilo era tão estranho! – Não é óbvio isso?
Fiz uma careta e quase ri... Era mesmo óbvio, mas não no caso dela.
- Ai sim... – Eu sorria. – Mas ajuda para o que?
- De mim mesma. – Comentou ela.
Sim, leitores, fiquei pasmo, mais uma vez. A partir deste ponto, a verdadeira história terá início.
- O que foi que aconteceu? – Perguntei. Estava ficando cada vez mais interessante e a minha curiosidade, estava ficando ainda mais atiçada.
Alice termina o desenho... Ela vai começar a narrar a sua história, e eu a colocarei a minha maneira, pois havia momentos em que ela falava coisas sem sentido, mas que quando eu parei para analisar se encaixavam perfeitamente em sua narração.
terça-feira, 29 de março de 2011
Poema
Olá queridos... Achei que estava perdendo a criatividade para os poemas, mas vi ontem a noite que não...
Vejo pessoas chorando
Escuto gente gemendo...
Ofereço dois poemas que seguem, a minha amada avó, Isabel, a mulher mais fantástica que já conheci...♥
Vejo pessoas descrentes
Que se dizem ser conscientes
Mas que não sabem amarQue se dizem ser conscientes
Vejo pessoas chorando
Os jovens reclamando
Onde é que iremos parar?Escuto gente gemendo...
É a minha avó que está sofrendo...
Ela está morrendo...
Vejo gente idiota
Que acha que sua vida é uma derrota
E nem sabem o que é viver.
Choro, torço e grito
O que preciso não é de um ombro amigo
Mas sim... De gente que saiba parar de sofrer
Ou seja...
Que saiba, viver.Vovó, sei que não sabes quem sou,
Mas sou um de tantos que te amou...
E nunca eu soube dizer.
Desculpe se errei,
Tenho certeza que falhei,
Mas me ensinastes a viver.
És doce, és bela
És minha Cinderela
A mulher que sempre amarei...
Você é a vovó querida,
Que nas lutas era amiga
E para os meus filhos, eu contarei...
És gloriosa no passado,
Tens um futuro encantado,
E hoje... É tudo que sonhei...

segunda-feira, 28 de março de 2011
Pra Pensar...
Oia gentalha bunitaaaa ...
Boa semana a todos... =D
A vida é muito curta... Então por que se consumir nos problemas?
Vida- Charles Chaplin
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis”.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Já fiz amigos eternos,
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e... ...tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo)! Mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar. Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E
A VIDA É MUITO
para ser insignificante
Boa semana a todos... =D
A vida é muito curta... Então por que se consumir nos problemas?
Vida- Charles Chaplin
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis”.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Já fiz amigos eternos,
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e... ...tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo)! Mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar. Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E
A VIDA É MUITO
para ser insignificante
sábado, 26 de março de 2011
Vídeo da Semana
Olá meus queridos...
Vou escrever algumas coisas aqui, por favor, não se assombrem, sou eu mesmo =)
Só acredito que aqui também pode ser um lugar onde eu expresse os meus pensamentos rs
Uma imagem fala mais que MIL palavras:
...
Se você espera que algo novo aconteça em sua vida. Comece mudando o que há dentro de você... Talvez as pessoas falem N besteiras de você, mas só você sabe quem você é!
Eu vejo pessoas tristes na rua, eu mesmo as vezes me sinto super triste por coisas tão mínimas. A verdade, é que aprendemos desde pequeno que tudo será perfeita, não nos preparam para sofrer, nos arrepender, e isso, acaba conosco quando nos deparamos com a vida.
Não quero que vocês leiam isso e balancem a cabeça dizendo "é verdade", o que eu realmente desejo ao escrever estas palavras é uqe vocês tomem uma postura e digam "não eu não quero mais viver dese jeito inútil, eu quero ser uma nova pessoa, independente do que irão me falar, do que irão fazer... Eu sou mais eu" e de fato, precisamos prosseguir...
Eu aindei muito chatiado na semana passada por conta da minha família que não me apoia em nada... Talvez a postura mais correta que eu deveria seguir era "eles me abandonaram, é minha vez também!", mas isso só mostraria o quão parecido com eles eu sou...
Aprendemos a olhar o que está na nossa frente e não o que está no horizonte... Olhe além, chegue além... Não se incomode com as críticas, use elas como degraus e suba mais alto. Não se importe com os olhares tortos, eles te invejam! Não se intimide, se os amigos se hoje são falsos, a vida providenciaria amigos de verdade, no tempo certo... Até os falsos cervem pra que você apreenda =)
Se a vida está monótona, descubra algo em você pra desfazer isso... Se você tem medo do escuro, se lance nele, e o escuro irá se tornar claro... Eu lhe garanto ^^
Segue o vídeo pra vocês pensarem mais um pouco nisso, e cara, você tem valor sim tah bem? =D
http://www.youtube.com/watch?v=LMRDIpsw8X8&feature=fvst
Vou escrever algumas coisas aqui, por favor, não se assombrem, sou eu mesmo =)
Só acredito que aqui também pode ser um lugar onde eu expresse os meus pensamentos rs
Uma imagem fala mais que MIL palavras:
...
Se você espera que algo novo aconteça em sua vida. Comece mudando o que há dentro de você... Talvez as pessoas falem N besteiras de você, mas só você sabe quem você é!
Eu vejo pessoas tristes na rua, eu mesmo as vezes me sinto super triste por coisas tão mínimas. A verdade, é que aprendemos desde pequeno que tudo será perfeita, não nos preparam para sofrer, nos arrepender, e isso, acaba conosco quando nos deparamos com a vida.
Não quero que vocês leiam isso e balancem a cabeça dizendo "é verdade", o que eu realmente desejo ao escrever estas palavras é uqe vocês tomem uma postura e digam "não eu não quero mais viver dese jeito inútil, eu quero ser uma nova pessoa, independente do que irão me falar, do que irão fazer... Eu sou mais eu" e de fato, precisamos prosseguir...
Eu aindei muito chatiado na semana passada por conta da minha família que não me apoia em nada... Talvez a postura mais correta que eu deveria seguir era "eles me abandonaram, é minha vez também!", mas isso só mostraria o quão parecido com eles eu sou...
Aprendemos a olhar o que está na nossa frente e não o que está no horizonte... Olhe além, chegue além... Não se incomode com as críticas, use elas como degraus e suba mais alto. Não se importe com os olhares tortos, eles te invejam! Não se intimide, se os amigos se hoje são falsos, a vida providenciaria amigos de verdade, no tempo certo... Até os falsos cervem pra que você apreenda =)
Se a vida está monótona, descubra algo em você pra desfazer isso... Se você tem medo do escuro, se lance nele, e o escuro irá se tornar claro... Eu lhe garanto ^^
Segue o vídeo pra vocês pensarem mais um pouco nisso, e cara, você tem valor sim tah bem? =D
http://www.youtube.com/watch?v=LMRDIpsw8X8&feature=fvst
sexta-feira, 25 de março de 2011
Diário
Inspirado em Anna Bombini, a Narcisa mais linda que conheço ^^
Fernando de Noronha, 25 de Março, de 2011
Bendito Diário...
Revelo nestas linhas a minha raiva... Estou possessa com os últimos fatos, e ainda mais com o dia tremendamente corrido que terei por hoje. Vamos lá, lhe contarei o que aconteceu e a minha agenda de hoje, tão maçante...
Acordei extremamente cedo, como em todos os dias, às 10h da manhã, o que pra mim é horrível... Enfim, acordei e ao levantar, toquei a campainha que chamava a empregada para que ela me trouxesse meu suco de maracujá, pois veja diário, acordo toda tensa quando durmo naquele colchão d’água, já cai dele milhares de vezes, parece que esses construtores de colchões não entendem nunca: Hello eu quero um colchão para dormir e não um pula-pula, mas deixe isso pra lá.
Retomando, Margarete, aquela empregada miserável, chegou com cara de “cão sem dono” e me entregou o espelho para a minha primeira olhada do dia... Quando me vi no espelho dei um berro.. Onde já se viu, aquele lastimável ar-condicionado retirara toda a minha máscara facial, removedora de acnes e espinhas (ECA!), estava um Ó diário, feia, horripilante... Estava idêntica a Angelina Jolie, aquela sebosa, gorda. A empregada me garantiu que estava estupenda, contudo, eu sabia que estava horrorosa.
Olhei para ela esperando meu suco de maracujá, e ela sem jeito disse sussurrando: Desculpe querida, acabou o maracujá...
“O QUÊ????” Perguntei a ela, já nervosa, ai meu Deus, terei que fazer tratamento para não nascer nenhum pé-de-galinha. Questionei-a quanto ao imenso salário que a pagávamos para que nem maracujá ela providenciasse. Enfim diário, me levantei da cama, nervosa... Não era pra menos como poder perceber, não é?
Levantei-me e fui tomar relaxar no ofurô, mas descobri que ele estava quebrado. Maldição, tudo estava conspirando contra mim... Fui obrigada a agir, peguei o chofer de papai e sua limusine e fui para um luxuoso salão de beleza, e tive de comprar, a vista, o ofurô, porém você há de convir comigo diário, eu precisava disso.
Relaxei-me naquele banho maravilhoso e ao sair, peguei o jatinho de papai, para almoçar com um gato em Buenos Aires , que conheci no show do U2, ano passado, em Londres...
Cheguei lá, almocei um belo churrasco com aquele deus-grego, olhos azuis, boca de anjo, beijo suave... Ai foi uma loucura! E depois comemos alfajor, simplesmente DI-VI-NO, contudo, terei de malhar por três horas pra perder essas calorias adquiridas nesse almoço...
Agora estou no jatinho indo para NY, gastar a minha mesada mensal de 50 mil dólares, comprando coisas básicas que toda garota não pode viver sem não é?
Lá vou encontrar minhas amigas, a Miley e a Selena, elas são fabulosas, que voz que elas possuem, mas ainda sim, eu sou a “up” da coisa.
Elas me falaram que hoje vão me apresentar algumas outras garotas, acho que uma delas se chama Demi Lovato, outra Ashley, ou algo parecido, devem ser todas umas broacas rechonchudas, enfim... Eu sou a melhor claro, há há há!
Após as compras e a conversinha com elas, vou me encontrar quem o Nick dos Jonas Brothers, e a “cobra vai fuma”, pois, se com o argentino já fora maravilhoso, pensa com um astro do pop, LOU-CU-RA...
Por fim, irei chegar um pouco atrasada para o chá das cinco na Inglaterra, numa cafeteria em frente ao Big Ben, mas tudo bem, eu não me incomodo, a realeza há de me esperar...
E a noite volto pra espelunca da minha casa... Uma mansão de 20 quartos , uma praia privada, 10 suítes, uma piscina, uma quadra de tênis e um simplório campo de golfe, não atende mais as minhas necessidades, entretanto, é o que papai pode comprar... Velho pão-duro, mas eu ainda hei de herdar toda a grana dele, e serei rica, pois com o dinheiro que tenho, não faço quase nada, infelizmente...
Amanhã estarei de volta diário, se cuide, e não me aguarde...
quinta-feira, 24 de março de 2011
Poema
Quem eu sou?
Que vivo num mundo de infelicidade - felicidade
Cheio de mentiras - plena verdade
Quem eu sou?O mundo me mudou
Disseram que eu era rei
Mas eu só me ferrei
Quem eu sou?
Hoje eu sou feliz
Pois nasci assim...Hoje sou um infeliz
Algo novo se consolidou
É triste, é alegre, enfim...
- Quem eu sou?
quarta-feira, 23 de março de 2011
Novela
Indomável
Cap. 04
Fiquei admirando aquela bela mulher, sob o foco de uma luz fraca, seu rosto eu não via, devido ao seu cabelo que caia sobre a mesma. O cabelo não era grande, chegava até o peitoril dela.
O delegado ficou olhando também e logo colocou sua mão em meu ombro:
- Faça com que ela fale!
Eu nem sequer o olhei. Henrique era um excelente delegado, mas quando queria algo, se tornava o ser mais insuportável do mundo, igual a um cão com um osso em sua boca, contudo, era o emprego dele, e ele fazia o máximo que podia.
Fui a passos lentos rumo à porta que dava para a saleta de interrogatório, antes de entrar olhei para Henrique e pedi para que ele me trouxesse um café. A resposta que ouvi fora “vou tentar arrumar algo” e isso me enfureceu por dentro, entretanto, me contive e abri a porta...
Ela rangeu... Coloquei meu rosto adentro sem entrar com meu corpo... Ela me olhava... Fora surreal o que eu avistei... Ela nutria olhos similares a jabuticabas, grandes, arregalados na verdade, e negros, apesar deu me lembrar dela nas revistas com um olhar fenomenal verde. Alice parecia como um cachorrinho com o rabo entre as pernas, acuado pelo dono que gritou, isso em seu olhar, meus caros, pois quando fui entrando, ela me pareceu mais um animal pronto pro abate de sua presa.
Seu cabelo estava totalmente mal arrumado, despenteado ao extremo, parecia ter vida própria, e ainda sim, naquela luz fraca, era vistoso, belo. Era loiro, mas tinha algumas mechas negras, fantásticas e bem chamativas, apesar de ser minoria em sua cabeleira.
Seu corpo parecia tremer... Ou era eu que estava tremendo?... Ela parecia suja, mas a luz fraquíssima também não ajudava em nada. Me contive com o corpo dentro da sala e fiquei a olhando, e ela a mim, como se duas espécies diferentes e totalmente distintas se encontrassem pela primeira vez, e uma tivesse medo do ataque da outra.
Abri um sorriso leve, amistoso. Tinha que ter cautela, meus sentidos estavam atentos, minha mente a mil, era hora de começar.
- Olá. – Falei com uma voz fraca, que eu achei naquela hora que não era minha.
Ela por sua vez, se limitou a abaixar a cabeça e retomar o desenho que estava fazendo...
Bom sinal...
Porém, um sinal começou a chiar em minha mente, como uma mosca que voa perto de você querendo pousar, e eu pude perceber que ela me estudava também...
Ela ficou por algum tempo desenhando, e eu na defensiva a observando atentamente. Até que repentinamente ela ergue sua cabeça para mim, com uma face sem demonstrar sentimentos, um olhar vazio, disse:
- Sente-se. – A voz era fraca, gelada, doce e serena, todavia, ao mesmo tempo era como uma barra de ferro sendo manejado por um lutador de boxe. Eu não esperava que ela me olhasse, muito menos que falasse, e após falar, instintivamente e sem querer também, recuei um passo para trás, contudo, como ela não parava de me olhar cedi. Sentei-me.
Fiquei calado, e ela novamente abaixou sua cabeça e passou a desenhar. Ótimo, sou um psicólogo que mal sabe iniciar uma conversa, pensava eu, irritado comigo mesmo, neste instante me lembrei de minhas aulas na faculdade de como abordar os pacientes. A olhei mais uma vez. E o que era aquilo? Parecia que ela sorria, mesmo desenhando. Será que era por causa do desenho? Ou por mim? No fim descobri o que era, e praguejei a má iluminação daquela saleta.
Sem perceber a sala de interrogatório se tornara em uma sala de terapias. E eu mal sabia... Aquela terapia seria tão frutífera para o meu trabalho, quanto para Alice.
A sala permanecia tensa, uma névoa invisível pairava sobre nós, eu mal pensava direito. Ou melhor, pensava... E muito.
Ela por sua vez, parecia uma criança a desenhar. Até que eu resolvi, por fim, falar e ver o que iria acontecer...
terça-feira, 22 de março de 2011
Poema
Boa Tarde meus queridos!
Perdão, só poder postar agora, mas quero que saibam que demorei, pois estava procurando alguma imagem que combinasse com o poema de hoje, e confesso que não consegui =/
Espero que entendam ... =)
Mal sabes quem sou
Mal sabes quem sou
Vive pensando em graça
E mal sabe a desgraça
Que o mundo criou
Mal sabes quem sou
Vive num mundo encantado
Mas que fora amaldiçoado
E lá eu estou
Hoje o mundo formou
Um ser sem sentimento
Cheio de recentimentos
Mal sabes quem sou
Esqueças quem te guiou
Um monstro ele se tornou
Suma, pois
Mal sabes quem sou
Vive pensando em graça
E mal sabe a desgraça
Que o mundo criou
Mal sabes quem sou
Vive num mundo encantado
Mas que fora amaldiçoado
E lá eu estou
Hoje o mundo formou
Um ser sem sentimento
Cheio de recentimentos
Mal sabes quem sou
Esqueças quem te guiou
Um monstro ele se tornou
Suma, pois
Mal sabes quem sou
segunda-feira, 21 de março de 2011
Pra Pensar
Olá meus queridos, tiveram um bom final de semana? Espero que sim...
Vamos ao que nos importa...
O excelente sábio sabe ser silencioso
Prendo o ódio para não fugir
Deixo ele em mim me revirando
Formando súplicas que soluçando
Te pedem para não partir
Rasgando todo o bom senso
Vai o meu juizo driblando
Me enganando como negando
Que em você ainda penso
Amor assim, de tristezas,
Desavenças e pelas avessas
Descrente do próprio fim.
Senhora Morrison
Trabis Dementia
Vamos ao que nos importa...
O excelente sábio sabe ser silencioso
Prendo o ódio para não fugir
Deixo ele em mim me revirando
Formando súplicas que soluçando
Te pedem para não partir
Rasgando todo o bom senso
Vai o meu juizo driblando
Me enganando como negando
Que em você ainda penso
Amor assim, desnaturado
Desaventurado, germinado
Existe somente em mim
Desaventurado, germinado
Existe somente em mim
Amor assim, de tristezas,
Desavenças e pelas avessas
Descrente do próprio fim.
Senhora Morrison
Trabis Dementia
sábado, 19 de março de 2011
Vídeo da Semana
Olá Pessoal, boa noite!!!
Demorei pra postar hoje não é? =(
Tive alguns contratempos, pensei em fazer um super texto bonito pra colocar aqui, mas nem tudo é como queremos...
Creio que até semana que vem o texto em mente será aprimorado e vos será enviado ^^
Excelente Final de Semana, Segunda estaremos de volta...
Segue o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=9kcXf1IFP0w
Demorei pra postar hoje não é? =(
Tive alguns contratempos, pensei em fazer um super texto bonito pra colocar aqui, mas nem tudo é como queremos...
Creio que até semana que vem o texto em mente será aprimorado e vos será enviado ^^
Excelente Final de Semana, Segunda estaremos de volta...
Segue o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=9kcXf1IFP0w
sexta-feira, 18 de março de 2011
Diário III
Washington DC, 2 de Setembro. de 1945
Ao Ilustríssimo Diário
Triunfamos. Saímos vencedores, e nada, nem ninguém há de tirar a glória que repousa sobre nós. Somos de fato os melhores. Nosso navio trás para cá a carta declarando a derrota e a desistência do Eixo, mostramos ao mundo quem somos.
Se eu pudesse, diria a todos que erguessem suas bandeiras, pois somos excepcionais, os vencedores.
Vão falar de nós por séculos e mais séculos, como os inventores da bomba atômica. Oh majestade que conquistamos, somos os donos do mundo... Somos a ordem mundial.
Brilhamos sobre tudo e todos, como isto é bom...
Tolos japoneses que atacaram Pearl Harbor no contexto errado, e por mais que atacassem em outra ocasião, seriam trucidados da mesma forma, pois fazemos a justiça, somos a justiça.
Poupar-me-ei de falar mais, formoso diário, sei que feliz és tu, de receber tais palavras sobre suas folhas, sei que se tivesse vida exultar-se-ia, pois está sobre ti um relato, ainda que simplório de quão glorioso nós norte americanos somos.
Perdão, por não descrever mais o nosso poder, caro diário, mas entenda, é inexplicável isto... Somos tão grandiosos que sequer palavras existem para nos auto-descrevermos... Até breve diário, e não se conforme em aceitar sobre suas páginas, alguém escrevendo que a Guerra fora catastrófica... Em partes foram, mas o grande resultado foi o de mostrarmos o quão superiores ao resto do mundo nós somos, e a partir daqui, estabeleceremos sobre as demais nações o nosso domínio...
Diário II
Berlim, 2 de Setembro, de 1945
Caro Diário
Acabou-se a guerra. Entretanto, as conseqüências dela se fazem bem presente aqui, e por mais que não estivesse, estaria em nossa mente.
Não me sinto feliz por ser alemão e um dos seguidores de Hitler, aquele tirano que fora o primeiro a se render, ou melhor, a se suicidar no momento de clímax da guerra.
Temo pela vida dos meus descendentes, pois eles serão, sem dúvida, tachados como “projetos de nazistas”, e assim como seguimos aos judeus, eles serão seguidos pelo resto da humanidade.
De fato, a Guerra fora assombrosa, devastadora, todavia, ela se tornara importante para o mundo como um todo, pois assim nós “despertamos”, para ver que o mal existe que somos influenciados por um discurso bonito, que somos na essência inocente, mas a ganância, a cobiça, o querer, nos corrompeu e nos tornaram monstros.
Se um dia acharem esse diário, gostaria de deixar explícito o meu perdão a todos, a culpa foi nossa sim, mas tão mais errados foram os países não tentarem dialogar civilizadamente e tentarem chegar a um consenso. Temo que esta não tenha sido a ultima batalha que houve no globo, temo que o interesse dos homens voltem a atormentar a todos. Temo, pois sei, que se houver uma Terceira Guerra Mundial, o mundo irá sucumbir no primeiro momento...
Hoje me sinto triste, mas também feliz, pois sei que algo no globo mudou, e que talvez, meus filhos vivam algo melhor do que eu e minha esposa vivemos...
Diário I
Londres, 2 de Setembro. de 1945
Prezado Diário
Hitler se suicidou. Os países do Eixo se renderam. A Segunda Grande Guerra Mundial, por fim, teve um fim. Ou assim eles pensam...
Ando pelas ruas e me sinto inquieto, vejo os destroços de uma antiga Inglaterra que fora soterrada pelas bombas alemãs, vejo corpos de ex-amigos meus que foram mutilados pelo poder opressor da aviação, vejo sangue onde deveria ser uma creche, vejo que por mais que o caos tenha cessado, ainda resta a desgraça em nossa volta, em torno de nós, tomando conta de nossas ruas, de nossa cidade, nosso país, nosso continente, e assim, o nosso mundo.
Observo mulheres que mal conseguem sair de suas casas, sem forças para continuarem a vida, pois a vida dela fora levada na guerra. Ouço o som do choro das crianças ressoando por todos os lados, talvez vocês achem que elas não entendem, mas elas compreendem melhor do que nós. Na verdade, pensamos que elas não são capazes de saberem o que é isto, e de fato, elas não sabem, elas sentem, elas vivenciam!
Elas gritam pelos pais que se foram, se encontram trancafiadas nos porões improvisados, com suas mães as mantendo ali por medo de que algo volte a acontecer.
Contudo, ainda sim, tivemos a vitória... Os guerrilheiros podem voltar, enfim pra casa, para verem suas esposas, as crianças podem voltar a estudar, as mulheres a cuidar de suas casas, podemos retomar nossa vida... Os padres e pastores podem voltar a celebrarem, pois o nosso Deus triunfou sobre os nossos inimigos e nos entregou a vitória!
Assim eles pensam...
Se essa for à vitória, eu preferiria uma derrota...
Nós perdemos. Perdemos nossa dignidade, nossa humanidade, perdemos parentes, amigos, princípios e ainda sim, o rádio insiste em anunciar que “VENCEMOS”. Sentimos medo de sair na rua, sentimos medo de dormir, temos pesadelos, temos medo, temos pavor do que nós, SERES HUMANOS, nos tornamos. Somos tão vis como seres, somos ridículos na nossa essência, mas ainda sim VENCEMOS...
Espero que ensinem nossos filhos de que essa não fora uma vitória, de que uma guerra NUNCA é uma vitória, uma peleja nunca é uma solução... Nós, enquanto seres humanos, perdemos... E perdemos feio.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Poema
Olá pessoal, vou deixar um recado antes do poema:
Amanhã se tudo der certo, vocês terão uma surpresa =)
Vai vento que voa livremente
Doce voz que vive no presente
Vós és viva em meio aos vassalos
Vai-te, e trás de volta o meu passado
Mas o mar que está a mergulhar
Mostra o quão maravilhoso é meditar
E deixar de marejar
E também, não mais mumificar
Por isso, é preciso que pergunte
Que a palavra é mais suave que o perfume?
Na verdade, mesmo buscando a purificação
Vamos mostrar ao mundo o que é perfeição
Amanhã se tudo der certo, vocês terão uma surpresa =)
Vai vento que voa livremente
Doce voz que vive no presente
Vós és viva em meio aos vassalos
Vai-te, e trás de volta o meu passado
Mas o mar que está a mergulhar
Mostra o quão maravilhoso é meditar
E deixar de marejar
E também, não mais mumificar
Por isso, é preciso que pergunte
Que a palavra é mais suave que o perfume?
Na verdade, mesmo buscando a purificação
Vamos mostrar ao mundo o que é perfeição
quarta-feira, 16 de março de 2011
Novela
Indomável
Cap. 03
Enfim, chegamos à delegacia, poupar-vos-ei na descrição da mesma. Ao descermos do carro, Mateus pediu para que eu o seguisse, e assim o fiz. O acompanhei pelos corredores do local, com as mãos nos bolsos da minha calça, aparentando ser um jovem atento ao novo, a fim de descobrir o que ocorria, enquanto o meu guia, quase corria, delegacia adentro.
Chegamos a uma sala, com uma imensa porta envernizada, e possuía uma placa com o dizer “Delegado”, mal tive tempo de apreciar a placa, pois o policial já adentrava na sala, e eu, tímido, também entrei a passos lentos, o oposto de Mateus.
Henrique estava virado, em sua cadeira giratória, para a janela de sua sala, que mostrava de uma forma bem estratégica, grande parte da avenida, onde a delegacia se achava. Parecia absorto em seus devaneios, com os cotovelos apoiados no encosto da cadeira, e as mãos entrelaçadas em frente a sua boca.
Sem que eu ou Mateus falássemos algo, ele fez uso de sua voz grave e ao mesmo tempo macia para falar conosco, principalmente, a mim, sem se virar de sua poltrona, ou cadeira, enfim, de seu assento:
- Até que enfim chegaram senhores, mas observo que hoje o transito – como em quase todos os dias- está um tremendo caos. Espero que o senhor esteja a par da situação senhor Francisco, todavia, se isto ainda não aconteceu, sente-se na cadeira a sua frente e começarei a narrar o que sucedera... Enquanto a você, Mateus, vá observar se a garota precisa de algo.
Mateus sem dizer um “A” saiu da sala e eu, relutante comigo mesmo, me assentei na cadeira a minha frente, não era muito macia, mas ainda sim, deu para que eu me afundasse nela. Eu via o reflexo do rosto de Henrique pela janela, e ele também me observava, então repentinamente ele se virou, com sua cadeira, e se pôs a me fitar.
Era um homem de seus quarenta e três anos, olhos cheios de confiança, mas ao mesmo tempo, com muita desconfiança. Tinha uma face de raposa, enganadora e seu comportamento, se assemelhava ao de uma cobra, prestes a dar o bote.
Ele me olhou por longos, trinta segundos, e logo perguntou repentinamente, o que me fez sobressaltar:
- O que sabe sobre o caso?
- Bom... Eu sei que se trata de Alice, a filha do já falecido Arnaldo, mas o que necessariamente eu não sei do que se trata...
Ele continuou a me olhar e logo abaixou a cabeça, como se tentasse se ver e por fim murmurou:
- Eu também não...
A frase vagueou pela sala, e a cada instante eu ficava mais e mais curioso para saber o que estava ocorrendo.
- Ela chegou aqui, a poucas horas... – Disse Henrique por fim, sem me olhar, mas fitando o horizonte. – Disse que tinha algo a nos revelar, mas seu jeito mostrava que ela estava assustada, e não predisposta a fazer uma revelação, parecia que ela queria mais uma ajuda do que qualquer outra coisa nesse mundo. Eu tentei interrogá-la, mas ela disse que só falaria depois de desenhar, e desde então, não parou mais, e não tiramos uma palavra se quer dela. Por isso, mandei chamá-lo, o senhor é mestre em desvendar mentes, e é o que precisamos. E pelo estado dela, creio que a coisa é gravíssima, então, se não for lhe incomodar, gostaria que você fosse vê-la imediatamente.
- E assim o farei... – Retorqui, entretanto, não entendendo o caso direito. – Onde ela está?
O delegado me olhou pelo canto de seus olhos e se levantou, sem dizer uma palavra. Eu o segui...
Eu admiro até hoje o profissional que o delegado Henrique fora um dia, ele era esperto, e pra precisar de minha ajuda, é que ele, em plenas faculdades mentais, não encontrara uma solução para o caso,e ao pensar isso, o acompanhando, me arrepiei, contudo foi por pouco tempo, pois chegamos a um local, com um vidro a nossa frente, mostrando uma sala toda escura com uma luz muito fraca pegando o rosto de uma jovem.
Ao olhar aquela cena, estremeci. Uma garota desenhando sobre uma pequena mesa, os cabelos desarrumados, presa ao que fazia sem se dar conta de onde estava. Eu comecei a fita-la de forma minuciosa, mas não conseguia chegar a nenhuma conclusão.
Aquela mulher... Era Alice.
terça-feira, 15 de março de 2011
Poemas
Sem perca de tempo, vamos a ele:
Minha vida era vazia
Era extremamente fria
Não sabia o que era amar.
Era infeliz
Nunca fora feliz
Contudo algo iria mudar.
Da triste solidão
Do viver em vão
Encontrei a razão
De viver.
Agora me alegro
Não mais me desespero
Agora não mais espero
Pois eu encontrei você!
Minha vida era vazia
Era extremamente fria
Não sabia o que era amar.
Era infeliz
Nunca fora feliz
Contudo algo iria mudar.
Da triste solidão
Do viver em vão
Encontrei a razão
De viver.
Agora me alegro
Não mais me desespero
Agora não mais espero
Pois eu encontrei você!
segunda-feira, 14 de março de 2011
Pra Pensar...
The Ordinary Life Is Communication and Education - Pensem e descubram o verdadeiro sentido desta frase
Agora vos deixo um trecho do fabuloso poema de Castro Alves - Navio Negreiro:
Navio Negreiro
Castro Alves
I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz! Albatroz! águia do oceano, Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.
Recitado (fabuloso): http://www.youtube.com/watch?v=gyuT-x6a6W8
Excelente Semana a todos vocês...
PS: Será que isto ainda não acontece em nossos dias?
sábado, 12 de março de 2011
Vídeo da Semana
Olá a todos vocês meus queridos =)
Excelente fim de semana a vocês...
Poupar-me-ei de ficar falando por hoje...
Segue dois vídeos pra que vocês vejam e admirem:
http://www.youtube.com/watch?v=VxFcQxsrAv0
http://www.youtube.com/watch?v=D0AKEDiVrWs
Até segunda!
Excelente fim de semana a vocês...
Poupar-me-ei de ficar falando por hoje...
Segue dois vídeos pra que vocês vejam e admirem:
http://www.youtube.com/watch?v=VxFcQxsrAv0
http://www.youtube.com/watch?v=D0AKEDiVrWs
Até segunda!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Diário
São Paulo, 11 de Março, de 2011
Salve Diário.
Como cheguei uns minutos atrasados na estação, perdi o meu trem e tive de esperar o outro, que foi lotado. O problema não era nem a superlotação, mas sim aquelas jamantas gritando no meu ouvido. Aquelas gordas nojentas, falando cada besteira, e ria alto, berravam. Ai que ódio diário, você não imagina como fiquei. E o pior é que elas falavam umas coisas que sei lá meu, não se fala em trem isso, tipo “Eu lavo minha calcinha e deixo no chuveiro”, orra, fala isso pra tua mãe, as seis e pouco da manhã vem falar isso? Ah se cata poh.
Mas de boa, prossegui firme. Cheguei no meu trabalho atrasado e a minha chefa, aquela gata, chiou até umas horas viu. Agüentei todo o bando de desaforo e sai.
Olha diário, to resumindo tudo porque se não vai ficar muito grande ta? E também não quero me irritar mais, o dia foi complicado...
Cheguei em casa e fui pro computador, ai entrei no MSN, tava teclando com o povo, ai o meu amigo vem e fala “Oh veio, esse vídeo é a sua cara: http://www.youtube.com/watch?v=WwyobYuHfYo” e eu na inocência vi... Isso aumentou minha raiva duma maneira diário, que tu num tem noção de como fiquei. Mas me controlei di novo.
Na verdade, na hora que eu ia dá uns hackers nele (porque eu sou hacker neh), minha mãe me chamou pra ir num lugar “rapidinho”, e ai não deu tempo de mandar o cavalo de tróia, o sapo de malaquita, e essas coisas...
Fui no lugar pra minha mãe, mas era longe pacas, me cansei, fiquei todo assado, e com uma raiva do caramba de minha mamãe que tanto amo. Cheguei em casa, voltei pro computador pra não falar nada pra ela. Eu estava a ponto de explodir e mandar todo mundo pro Brasil. Ai quando entrei novamente na net, um amigo me mandou umas fotos que ele faz, que meu, É SENSACIONAL, muito lindo, vou até escrever o link das fotos dele, porque vale a pena olhar: http://www.flickr.com/photos/bruningfotos/5367817333/in/set-72157626168019744/. E fiquei também ouvindo um poço das músicas da Amelie Poulain e minha paz veio.
Agora to bem, mas tava complicado, o fato de me lembrar da sacanagem do povo me deixa irritado, mas só de lembrar das fotos e das músicas, minha alma é tomada de uma paz sobre humana.
Bom diário, paro de escrever por aqui, até porque, tenho uns bang muito doido pra resolver e vou ficar ocupadaço esse fim de noite.
Amanhã eu volto diário e ai eu escrevo mais umas coisinhas bacanas.
Falou veio, se cuida e até amanhã!
Salve Diário.
Olha, estou muito nervoso com toda a palhaçada que me aconteceu hoje. De verdade diário, o bagulho foi louco até umas hora. Mas tudo bem, sobrevivi e vou lhe contar o que aconteceu:
Acordei logo cedo pra ir pro trampo, tomei banho e tudo bonitinho, ai na hora que ia saindo de casa, tu num imagine o que aconteceu... Pisei na merda de algum cachorro. Nisso tive que voltar pra casa não é? Mas tudo bem, coloquei outro sapato e fui.Como cheguei uns minutos atrasados na estação, perdi o meu trem e tive de esperar o outro, que foi lotado. O problema não era nem a superlotação, mas sim aquelas jamantas gritando no meu ouvido. Aquelas gordas nojentas, falando cada besteira, e ria alto, berravam. Ai que ódio diário, você não imagina como fiquei. E o pior é que elas falavam umas coisas que sei lá meu, não se fala em trem isso, tipo “Eu lavo minha calcinha e deixo no chuveiro”, orra, fala isso pra tua mãe, as seis e pouco da manhã vem falar isso? Ah se cata poh.
Mas de boa, prossegui firme. Cheguei no meu trabalho atrasado e a minha chefa, aquela gata, chiou até umas horas viu. Agüentei todo o bando de desaforo e sai.
Olha diário, to resumindo tudo porque se não vai ficar muito grande ta? E também não quero me irritar mais, o dia foi complicado...
Cheguei em casa e fui pro computador, ai entrei no MSN, tava teclando com o povo, ai o meu amigo vem e fala “Oh veio, esse vídeo é a sua cara: http://www.youtube.com/watch?v=WwyobYuHfYo” e eu na inocência vi... Isso aumentou minha raiva duma maneira diário, que tu num tem noção de como fiquei. Mas me controlei di novo.
Na verdade, na hora que eu ia dá uns hackers nele (porque eu sou hacker neh), minha mãe me chamou pra ir num lugar “rapidinho”, e ai não deu tempo de mandar o cavalo de tróia, o sapo de malaquita, e essas coisas...
Fui no lugar pra minha mãe, mas era longe pacas, me cansei, fiquei todo assado, e com uma raiva do caramba de minha mamãe que tanto amo. Cheguei em casa, voltei pro computador pra não falar nada pra ela. Eu estava a ponto de explodir e mandar todo mundo pro Brasil. Ai quando entrei novamente na net, um amigo me mandou umas fotos que ele faz, que meu, É SENSACIONAL, muito lindo, vou até escrever o link das fotos dele, porque vale a pena olhar: http://www.flickr.com/photos/bruningfotos/5367817333/in/set-72157626168019744/. E fiquei também ouvindo um poço das músicas da Amelie Poulain e minha paz veio.
Agora to bem, mas tava complicado, o fato de me lembrar da sacanagem do povo me deixa irritado, mas só de lembrar das fotos e das músicas, minha alma é tomada de uma paz sobre humana.
Bom diário, paro de escrever por aqui, até porque, tenho uns bang muito doido pra resolver e vou ficar ocupadaço esse fim de noite.
Amanhã eu volto diário e ai eu escrevo mais umas coisinhas bacanas.
Falou veio, se cuida e até amanhã!
quinta-feira, 10 de março de 2011
Poema
Oláá povo que amo =)
Hoje, irei postar dois poemas que escrevi ontem a noite, num excesso de inspiração xD
Vamos a eles:
Saudades eu tenho,
De um tempo que não volta mais
De amigos mais que demais
De uma época em que não cerro o cenho.
Saudades do tempo em que faltava,
Alguns chamam isso de cabulada.
Saudade dessa amizade,
Que era muito mais que unidade.
Hoje me entristeço ao olhar para trás
E ver que o passado não vem mais
Eu poderia voltar atrás,
Mas que bem isso faz?
Sou feliz por tudo o que passei
E de fato não me envergonharei
De um dia dizer
O quanto amei (e amo), vocês!
Que mulher é essa
Que de noite levita
Parece até que medita
E não dorme não?
Que levanta apressada
Faz café pra moçada
Limpa a calçada
E tem tempo pra comer pão?
Dá comida pro cão
Vai ao salão
Faz sua intercessão
E faz tudo para o maridão?
É possível existir
Mulher com tanto "ir e vir"
E até conseguir sorrir?
É a mulher do "vai e vem"
Que de dia pega trem
E de noite não sei o que tem
É a doce e adorada
Eterna enamorada
A mulher com quem casei.
Hoje, irei postar dois poemas que escrevi ontem a noite, num excesso de inspiração xD
Vamos a eles:
Saudades eu tenho,
De um tempo que não volta mais
De amigos mais que demais
De uma época em que não cerro o cenho.
Saudades do tempo em que faltava,
Alguns chamam isso de cabulada.
Saudade dessa amizade,
Que era muito mais que unidade.
Hoje me entristeço ao olhar para trás
E ver que o passado não vem mais
Eu poderia voltar atrás,
Mas que bem isso faz?
Sou feliz por tudo o que passei
E de fato não me envergonharei
De um dia dizer
O quanto amei (e amo), vocês!
Que mulher é essa
Que de noite levita
Parece até que medita
E não dorme não?
Que levanta apressada
Faz café pra moçada
Limpa a calçada
E tem tempo pra comer pão?
Dá comida pro cão
Vai ao salão
Faz sua intercessão
E faz tudo para o maridão?
É possível existir
Mulher com tanto "ir e vir"
E até conseguir sorrir?
É a mulher do "vai e vem"
Que de dia pega trem
E de noite não sei o que tem
É a doce e adorada
Eterna enamorada
A mulher com quem casei.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Novela
Indomável
Cap. 02
O local era apertado, bendita saleta, bendita faculdade por não ter nenhum outro lugar que nos acomodasse e que tivéssemos privacidade, bendito dia em que pela manhã me olhei no espelho e disse comigo mesmo “esse dia será emocionante”. É bem verdade que quando eu me recordo destas coisas, fico sem respostas, fora algo tão confuso, que até hoje minha vã mente não solucionou, entretanto eu me alegro ao lembrar. Mas vou parar de falar por aqui, creio que estão curiosos para saber o que aconteceu.
- E o que o Henrique quer comigo? – Perguntei hesitante, mas com um olhar tão disposto a aprender quanto o de um garoto desejoso por mais de uma aula em que ele ama.
- Como já lhe disse senhor, o chefe almeja pela sua presença na delegacia, é de suma importância a sua presença lá.
- Mas para que ele me quer lá?
Ele me fitou por um longo momento com seus olhos criteriosos. Parecíamos dois colegiais aprontando alguma coisa na escola, e ninguém poderia ver-nos, estávamos em posições desconfortáveis, e no instante em que Mateus aparentou começar a falar, um rodo caiu passando seu cabo no espaço que havia entre a minha cabeça e a do policial a minha frente. Ele soltou um longo e cansado suspiro, e eu mais que depressa arrumei o rodo da forma que estava nesse meio tempo o conhecido começou a falar:
- Uma desvairada chegou à delegacia dizendo que tinha uma coisa a nos revelar. Ela é muito estranha, assustadora, na verdade. E tem uma aparência horrível, apesar de ser muito bela. Ela disse que nada falaria até que a deixássemos pintar alguma coisa, então lhe demos papel e caneta, mas ainda sim, ela se negou a falar. Nessa hora o chefe viu uma matéria sobre a sua palestra aqui na faculdade e me mandou vir buscá-lo imediatamente... Creio que o delegado poderá explicar as coisas de uma forma mais clara a você Francisco, contudo, venha comigo.
Eu arregalei meus olhos, sem perceber e ele me olhou de uma forma estranha, o que me fez reparar em minha face e me ajustar.
- Mas, ainda não entendo o porquê da minha presença ser requisitada.
- Nem eu senhor. Contudo, vamos lá e você saberá melhor das coisas.
- Tudo bem. – Disse eu depois dum demorado momento meditando.
Saímos da sala e fomos imediatamente para o carro de polícia que nos esperava na entrada da faculdade, com um policial a nossa espera no volante. Fomos depressa para a delegacia. No meio do trajeto, pude perceber que Mateus estava inquieto, se revirando no banco do passageiro a todo instante. E toda vez que parávamos em um farol, ele praguejava algo ininteligível, que por mais que eu me esforçasse, não era possível de se entender.
Ir até a delegacia não demorava muito, todavia havia um trânsito imenso do local da palestra até a delegacia, e por mais que o motorista corresse não chegaríamos tão cedo na delegacia. E isso fez com que o policial que viera me buscar, não parasse de se remexer, de se coçar, entre outros sinais mais de inquietação, que pra mim, um psicólogo, não passa despercebido de jeito nenhum. Seu companheiro permanecia impassível, quieto, atento no trânsito.
Por fim, não agüentei mais vê-lo daquele jeito, e inclinei meu corpo no banco dele, e perguntei de forma calma e pausada:
- Está tudo bem Mateus?
- Claro que está. – Disse ele e em seguida houve uma freada do carro por causa dum novo farol vermelho, o que lhe fez gemer um “merda”.
- Por favor, Mateus, conte-me o que está acontecendo. – Insisti, esperando conseguir algo dele.
Ele se virou para me olhar, e assim o fez por uns longos segundos, até que seus olhos se fecharam e como uma rajada ele falou por fim:
- A mulher que chegou à delegacia, é filha do falecido doutor Arnaldo.
Mateus se virou para frente e continuou como antes, mas eu mal o notava, me recostei no banco traseiro e minha mente viajou para longe dali.
A filha de Arnaldo, um falecido advogado, renomado na cidade, se chamava Alice, que eu me lembrava de ter lido algo no jornal sobre ela, algo dela ter sido roubada, mas fazia tempo, e minha mente era traiçoeira. Por isso, coloquei minha mente para trabalhar. A cada instante, o caso se revelava mais assustador, e se tornaria ainda mais.
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