sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Escrito


Segue


              Ele estava assentado sobre uma singela cadeira de madeira, comum, da forma como vier a sua mente caro leitor. Encontrava-se em silêncio absoluto. O único som que quebrava aquela pacificidade era seus dedos dedilhando sobre a mesa, não que ele queria fazer algo com aquilo, porém era a força do hábito.
            Quantos pensamentos o inundava naquele instante: tanto bons quanto ruins. Ele passava por um momento em que todos nós passamos, onde é preciso fazermos um check-up da nossa vida, colocar as ideias no lugar, tirar reflexões profundas e que nos inspiram a prosseguir nessa louca vida, cheia de surpresas e emaranhados que nos prendem...
            Quem nunca esteve no lugar dele? Eu que escrevo estas linhas estou na mesma situação que este jovem... Dedilhando os dedos, olhando pro nada, e pensando em tudo!
            A bancarrota desse pequeno iniciara quando ele dera asas a sua mente... Ele é um sonhador, um contador de histórias, um tecelão de sonhos, dos quais ele nunca viu nenhum se realizar, mas não cessava com isso, é seu prazer, e quando fazemos algo do nosso prazer, é impossível pararmos. Enfim, ele caiu quando quis passar aos demais o seu fardo... Fora tonto, não na visão dele é claro, mas quem o olhasse o veria.
            Ele estava derrotado, sem forças, mais um sonho havia sido desfeito, a burrice dele o fizera mais uma vez colocar tudo a perder. Ele não sabia que caminho tomar, não sabia que decisões tomar. Queria estar longe, mas também queria estar perto. Queria fugir, mas ansiava estar nos braços das pessoas que ele amava.
            Ele era do tipo de garoto que lançava a culpa em cima dos outros, porque cansara de sempre ser o culpado, entretanto desta vez ele não fazia isso, engolira tudo em seco, sua mente já sucumbira, ele já não conseguia unir os seus neurônios para criar um bom pensamento. Era um fracasso. Contudo, ele estava plenamente convicto disso, e não se envergonhava, se orgulhava de si.
            Caia, lentamente, e nessa queda, ele via passando todos os seus erros, seus acertos fracassados também, ele via o que poderia ter feito, mas nada o fez, e se fez, ninguém se importou.
            O mais incrível disso tudo é que ele não estava triste, ele estava de certa forma feliz, é claro que seria uma idiotice de nossa parte dizer isso, porém é bem verdade que dentro dele havia uma paz que o protegia... Ele fizera o que as suas forças foram capazes de fazer, e ele se orgulhava disso. Ele sabia que tinha muito a crescer, mas até ali, ele fora ele mesmo, fraco, que se machuca fácil, mas plenamente sincero, integro. Se arrepender de ser você? Não, ele não é esse tipo de pessoa.
            O dedilhar de dedos faz lembrar o som de um cavalo galopando... Pra ele era isso: tudo estava passando, como tinha de ser. Uma hora o cavalo para, os dedos também, e quando isso acontece, ou é porque o cavalo perdeu a corrida ou vencera, no caso dos dedos, ou cansara ou obrigado a cessar com o som. Independente dos casos, ele sabia, que pra ele, só iria parar quando chegasse o instante de sua vitória, e ele cria que estava muito perto, muito mesmo, se não, ele não passaria por tudo o que estava passando!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Chega

Pra mim bastou,
Cansei de ver o passado
Se fazer no meu presente.
Cansei de insistir em coisas fúteis.
Em sonhos pequenos.
Cansei de estar limitado.
Limitado a vontade de alguém...
Eu definitivamente me cansei,
Das minhas condutas,
Do meu jeito de ser,
Do meu jeito de pensar,
Do jeito de viver.
Acabou o idiota,
Acabou o débil,
Acabou...
Eu esperava encontrar rimas nas minhas palavras
Mas pra escrever referente a minha fraqueza
Não preciso encontrar rimas,
Nem respostas,
Só preciso abandoná-las,
E de uma vez por todas...




O que dizer?
O que escrever?
Eu já perdi meu bê-á-bá
Melhor deixar tudo pra lá
E esquecer que um dia eu estive aqui.

Me sinto fraco,
Desamparado,
Me sinto um fracasso,
Mas dane-se...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reflexão

Dor

         Confesso que estava para escrever outro texto, e irei no tempo oportuno, mas algo me chamou a atenção e esse “algo” se prendeu na minha mente...

         Primeiro, é bem verdade que sofremos, a vida sem sofrimento é algo ridículo, pois não há amadurecimento, não há aprendizado, e por fim, não há vida. O sofrimento gera a dor, a dor por sua vez, gera marcas, e as marcas nos servem de exemplo, pra não cairmos, ou se cairmos, entendermos que uma marca a mais não nos faz alguém pior.

         Eu por exemplo estou todo marcado, não que eu goste, mas isso fez em mim uma mente aguçada. Eu ainda não mudei meu jeito de ser, e provavelmente, eu me machuque mais, todavia pra que ter medo de se machucar? E foi nisso que eu me peguei pensando. Porque ter medo de sofrer e por consequência, sentir dor? Porque temos tanto medo de encararmos que fomos marcados, e superarmos isso?

         Já ouvi de muitos: “Siga em frente”, “dê valor ao que você tem”, “aproveite o que está aqui, o que passou não volta mais”, porém creio que muitos não melhoram com essas palavras.

         Minha reflexão em torno disso se prendeu em uma questão: Porque fugir da dor? Porque fugirmos das marcas?

         Acredito que em muitos há uma dor latente, que dia após dia, ela dá a sua cara, sorri zombeteira, e faz sua vida travar... Errais por tentar ignorá-la e eu vos provo isto:

         É preciso entendermos, que a dor está ai, ela marca, ela se mostra bem presente, e se ela faz isso, é porque algo ela tem pra lhe ensinar, tudo na vida lhe ensina. Ela é sua inimiga sim, mas pra se derrotar um inimigo não se deve correr, mas conhece-lo.

         Pra explicar isto ao pé da letra, eu vou ser muito redundante em algumas palavras, por isso se a leitura parecer chata, não desistam, talvez essas meras e inúteis palavras, seja a resposta que você precisa...

         Meu conselho a vós, leitores, que sofrem, que tem uma dor dentro de si é: Se lancem a sua dor. Aprenda a conhece-la. O homem não mataria um elefante, se não descobrisse que ele morre com um tiro de determinada arma. Pra mata-lo, tiveram de tentar antes, creio que falharam, creio que muitos se arrebentaram, mas foram lá até conseguir e também descobrirem que os chifres de marfim do elefante são preciosos.

         Do mesmo modo a cura pra determinadas doenças só se deu quando o médico se expôs a doença, teve conhecimento dela, usou pessoas como cobaia, teve perdas, progressos, regresso, até se chegar a cura.

         Chega de exemplos, creio que já entenderam. É preciso mergulhar na sua dor. Não estou dizendo pra se lembrar dela como faz dia após dia, estou dizendo deixe doer ao máximo, deixe machucar ao máximo, pois ai, vai chegar uma hora que ela não terá mais o que fazer, e é o momento dela ser exterminada.

         O único conselho que lhe dou é este: Se lance... Deixe doer, deixe machucar, haverá pessoas ao seu lado com um mertiolate poderoso chamado “amor” pra curarem o machucado.

         Perdoem se isto fez vocês se recordarem de algo, mas é este o primeiro passo: Recordar. Segundo passo: Deixar doer, sem tampar a ferida, como tentamos, pelo simples fato de sempre ser algo similar a tapar o sol com a peneira.

         Por ultimo, tudo isto me fez recordar de uma frase: Mantenha seus amigos por perto, e seus inimigos, mais perto ainda.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Conto (?)

Deixa eu ao menos Escrever



      Manoel há dias se sentia agoniado com algo, se sentia preso em seus próprios pensamentos que o consumiam, dia após dia. Não era algo fúnebre, nem assustador, mas também não era mensagem de amor e esperança. É bem verdade que sua alma estava aflita, assim como todo o seu ser, mas ele não estava passando por nada.

     Conversas com seus amigos já não ajudavam mais, ouvir longas histórias depressivas e propor soluções, como ele sempre fizera, também já não bastavam. Esse algo dentro dele o sufocava... Era o agouro que se estendia com um sorriso maléfico, dizendo que tudo iria de mal a pior...

     Dias se passaram e nada sucedeu, entretanto esta sensação também não. Quantos de nós já não sentimos isso não é? Enfim, a solução que Manoel encontrou para isto fora escrever...

     Deixava bilhetes espalhados pelo seu quarto. Escrevia frases belíssimas dentre as quais mencionamos algumas neste instante:

     - O caminho que leva a Felicidade, sempre é o mais difícil, porém o que mais ensina.

     - O amor é algo que não se explica, se sente.

     - O sofrimento só nos prepara pra entendermos que quando a vitória vier, ela não nos faz maiorais.

     - Sou feliz e extremamente grato pelo que tenho, mas meu maior sonho ainda não chegou, por isso não estou satisfeito.

     - Ah, deseja minha alegria? Só sorria.

     - Não gosta de mim? Tudo bem, meus amigos já me bastam!

     - Já sofri é bem verdade, mas resolvi deixar isso de lado, porque o que é importante vem em primeiro lugar...

     Fora essas singelas frases, ele também criara pequenos textos, sobre um pouco de tudo, de tudo um pouco... Não cabe a nós colocarmos todos aqui, na realidade, colocaremos apenas um... O mais espontâneo da mente deste jovem, o mais claro, puro, simples e fabuloso:



     “Eu sei que já errei, eu sei que já falhei, eu sei, que até te magoei. Mas, se a vida é feita de erros, porque ela também não pode ser feita de esquecimentos? Quando a gente ama alguém a gente esquece a pior falha dela, na verdade, não esquecemos, ignoramos, vivemos sabendo que o erro pode se apresentar a qualquer momento, mas nem nos importamos... Porque não podemos ser assim com as coisas super mega ultra, chatos da vida? Como a gente é idiota não é?

     “Meu maior erro hoje seria não tentar... O maior erro do mundo é não investir no que realmente importa, por isso vai lá, quebra a cara, chora, grita, mas faça valer a pena. Faça com que a pessoa saiba que você a ama, por mais que ela te ache um imbecil, e sim, ela achará com toda certeza. Não aguenta ficar sozinho? É porque até hoje não tem certeza se estão contigo no teu coração, contudo eu tenho plena certeza, tem gente ai dentro do seu coração que nunca se esqueceu de você...

     “Desculpa ai, se te machuquei, mas na verdade, minha intenção era provar que me importo contigo, se toquei seu coração, eu tenho plena certeza, atingi meu objetivo, por mais que não tenha sido da forma como eu esperei.

     “Vamos lá gente, a vida é feita de singelos gestos. Não precisa fazer algo surpreendente, pois um “oi” no meio da madrugada, pode ser um singelo gesto que a pessoa nunca vai esquecer (embora ela queira morrer e te matar junto, se você fizer isso). Continuemos, adiante, siga em frente, com certeza, vai valer a pena!”

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Diálogo

Princesinha



         Ela segurava na mão daquele homem alto. O passo dele dava quatro ou cinco passos dela. Sem dúvidas ela era uma criança, e aquele homem para ela era um super-herói, Batman contra ele não tinha vez, Super-homem então nem se fale! Ela o via como a um gigante. A pequena gostava disso, se sentia tão protegida ao lado dele, contudo a mesma também já ouvira histórias de arrepiar o cabelo, histórias do tipo que quando se cresce só se convive com pessoas mentirosas, e só sobrevive o mais forte. Ela temia isso, mas ao lado daquele varão, tudo parecia ser nada...

         - Papai? – Principiou a menina, mas ao erguer os olhos para o alto, teve de fechar os olhos fazendo uma careta devido ao forte sol que fazia.

         - O que foi Princesinha?  - Disse o varão, abaixando o seu olhar para fitar a criança. Ela por sua vez só pode ver seu sorriso, o riso angelical de seu pai, de seu protetor... – Diga meu bem...

         - A gente já tá chegando?

         - Você sabe bem que para chegarmos à sorveteria demora um pouco mais... – Ele fez uma leve pausa. – E todos os sábados a gente vai lá, você já sabe de cor o caminho. O que quer me falar mocinha?

         - Ah papai... Não é nada...

         - Fale Princesinha...

         - Não é nada pai, é sério...

         - Fale duma vez!

         - Ai tá bem! A amiga da mamãe, a Joana, disse que a gente vive rodeada de gente mentirosa e que sempre estamos sozinhos, sem ninguém do nosso lado!

         - É mesmo?

         - É papai, e eu fiquei com medo sabe... Porque gente mentirosa é igual o lobo-mau, e eu não gosto dele.

         - É filha, eu também não gosto. – O pai fez um leve silêncio. – E você está com medo de ficar sozinha quando crescer?

         - É... Bem... Você me disse que não devo ter medo, pois medo é coisa de gente fraca, mas eu estou com medo sim papai... Muito medo! – Ela abraça solta a mão de seu pai e abraça a perna do mesmo.

         - Acalme-se Princesinha... – Ele a pega pela cintura e a coloca em seu colo. Sorri para ela. – Eu nunca vou ti deixar minha lindinha!

         - Eu não sou lindinha nada papai! – Ela faz uma careta. – Eu pareço mais a Fiona!

         - E eu pareço o burro, mas encontrei o dragão que é sua mãe. – Ele começa a rir e ela também. – E você bem sabe que até a Fiona encontrou o seu Shrek, então pare com isso...

         - Mas papai... Eu vou ficar sozinha mesmo?

         - Não minha filha... Se você pra você ficar sozinha, não teria um porque de você ter nascido... Eu vou estar ao seu lado até ficar bem velhinho, e quando eu estiver bem velhinho, você terá amigos para cuidarem de você, já que é você quem vai ter que cuidar de mim...

         - É verdade, igual você cuida do vovô não é?

         - Exatamente...

         Ele ainda a levava em seu colo e prosseguiu em rumo a sorveteria.

         - Papai, pode me soltar... Já sou bem grandinha!

         - Sete anos e já pensa ser grandinha é?

         - Claro!

         - Então está bem. – Ele se afasta dela e corre ao outro lado da rua, brincando com esta...

         - Não papai... – Corre a menina desesperada até seu pai. – Não me deixa...

         Ele segura na mão da pequena.

         - Nunca ti deixarei, mesmo que não pareça minha filha... O amor que eu sinto por você às vezes eu mal demonstro, mas só o fato de olhar pra você, me faz ter a certeza que o amor que eu sinto por você jamais se acabará... Ah filha, chega desse papo que papai fica com vergonha viu...

         Ela começa a rir.

         - Não, fala mais...

         - Só mais um pouco então. – Ele pigarreia ajeitando sua voz. – Eu amo a senhorita, pois você é uma das coisas que eu sempre quis pra minha vida... Não importa se eu não demonstro isso sempre, dizendo que te amo, lhe dando presentes, o que importa é que eu sempre penso em você... E embora eu não esteja ao seu lado sempre e nem diga palavras de conforto, e possa até mesmo te machucar, eu levo você em minha mente a todo o tempo... Eu te amo Princesinha...

         A garota cresceu, agarrada nessas palavras, que lhe deram forças pra vencer em toda a sua vida...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Reflexão


Quem falou que está acabando?



            Pois é gente, há muitas coisas nessa vida que me intrigam e tantas outras que me fazem rir, pelo singelo fato de serem engraçadas por si só. Dessa vez não é diferente, vejo algo como muito engraçado, e é mais ou menos sobre isso que vou escrever a quem se predispõe a encarar as linhas que se seguem. Antes de qualquer coisa, quero deixar claro, se você chegar ao final dessa leitura, és um tremendo felizardo, devido ao fato de você conseguir entender um pouco do que passa dentro de si mesmo. Sem mais delongas, é hora da “festa”...

            ... É engraçado chegarmos ao fim de ano, vermos as pessoas ansiosas pro Natal, para o fim das aulas, para os tantos tipos de “amigos-sei-lá-das-quantas” que criamos, a fim não de nos confraternizarmos, mas sim de ganharmos algo que preste, e no fundo, no fundo, vermos se quem nos tirou realmente nos conhece. O mais engraçado nisto tudo, é o fato de muitos bolarem mil e um planos para o ano que virá, querendo deixar todos os seus erros e angústias para trás, melhorarem, amarem mais, e tantas outras coisas. Querem de fato, esquecerem o ano que pra trás fica!

            Confesso, que no meu ser, meu maior anseio por diversas vezes, foi o de esquecer esse ano, deixar ele pra trás, me lançar ao ano vindouro e fazer tudo diferente, assumir novas posturas, novas condutas, novos pensamentos, novos planos, novos sonhos, investir mais no que amo, não desistir, lutar, lutar e acima de tudo, vencer. Sim, eu assim como muitos, quis deixar 2011 para trás, porque eu fui um fraco, um tolo e quantos agora não se identificam com isso?

            Após tanto refletir e achar que o ano acabou, algo em mim começou a gritar, a pulsar em meu peito, a aguçar minha mente: NÃO, O ANO AINDA NÃO ACABOU... E ao pensar isso, eu olhei para esse meu ano.

            Com certeza, esse foi o ano mais duro pra mim: perdi a minha avó que eu tanto amava, comecei a faculdade, e tive severas críticas contra ao curso que eu estou fazendo (ainda às tenho), achei que uma garota gostava de mim, passei a investir pra ver se dava certo e só me arrependi, comecei a amar e ainda estou preso a isto, e embora tudo isso, o ano ainda não acabou...

            Primeiro, a faculdade, ouvi por milhares de vezes “você não vai conseguir”, “você está no lugar errado”, “quem não gosta de tal área do conteúdo de português, não pode fazer Letras”, e muitas outras coisas. E agora ao olhar para trás vi: já se passaram dois semestres, por incrível que pareça...

            No meio desse encalço, soube do falecimento da minha avó... Fora a primeira vez que eu perdi alguém próximo, que eu amava incondicionalmente. Sendo bem franco e abrindo meu coração, eu sofri, mas algo em mim não me deixou chorar, não me deixou derramar uma lágrima por ela. Em seu enterro eu chorei, não por tê-la visto morta naquele caixão, mas sim pela tristeza nos olhos daqueles que ficavam: minha mãe chorando aflita, minhas tias (os), primas (os), e meu avô chorando segurando na mão já gelada da minha avó dizendo “porque você me deixou veinha?”, eu derramei lágrimas naquele lugar, por ver a tristeza, e saber que minha avó não queria isso da gente... Aprendi naquele dia: Se ama, prove enquanto há tempo, após a morte não vale choro, nem nada, a pessoa descansou, quem fica é quem tem de arcar com o que deixou de fazer...

            As paixões... Prefiro não falar tanto disso, sempre quebrei a cara por isso e continuo quebrando, e isso mexe profundamente com meu ser... Mexe a ponto deu ficar totalmente desnorteado. E esse ser o ponto mais forte pra que eu queira q o ano acabe logo...

Mas... A maior lição que podemos tirar é que “o ano ainda não acabou”. Talvez ainda tenhamos mais vinte e poucos dias até o ano se encerrar por completo, mas quem disse que você precisa de vinte e tantos dias? Quem disse pra você que você necessita de semanas e semanas? Tenho visto que algo que possa mudar a nossa vida não demora, talvez leve alguns singelos segundos, alguns minutos, um olhar, uma palavra, algo tão simples, pode mudar a nossa vida... Por isso, deixe de ser besta, idiota, de acabar consigo mesmo. Olhe pra dentro de si, olhe aquilo que você já viveu, olhe aquilo tudo do qual você já sofreu, e saiba: se fosse pra ter acabado, já teria acabado!

Pra encerrar meus caros... Talvez teu ano tenha sido uma completa porcaria, entretanto ele ainda não se findou, e do que você necessita, só você sabe como buscar, como lutar, como alcançar... Talvez você não tenha a resposta, porém há algo dentro de você que te guia, e que vai fazer você conquistar... Um minuto pode mudar toda a sua história, todo o seu ano, por isso, erga-se... O ANO NÃO ACABOU!
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Palavra

Boa tarde a todos... Venho hoje defender o meu futuro instrumento de trabalho: a palavra.

            Já perceberam o quão importante ela é em nossa vida? Confesso ter certa raiva daqueles que falam que “palavras não provam nada”, pois em muito eles se equivocam ao fazer tal afirmação...

            A palavra é viva, é eficaz, é o que tenta traduzir os sentimentos, tenta descrever quem somos o que sentimos, enfim, é ela o instrumento de comunicação e sem ela não seriamos praticamente nada, sem ela ainda nos igualaríamos aos animais, já pensaram nisso?

            Notaram que uma palavra pode mudar seu dia todo? Pois é, existem tantas coisas boas escondidas na palavra. É claro que a ação a complementa, mas notem que as coisas surgem primeiras no âmbito da fala, através da palavra, e não da ação que é tão crucial para alguns. Por isso, creio ferrenhamente que a palavra é o bem supremo da vida ou um deles...

            Vamos aos exemplos: Já ficou feliz ao receber um “bom dia” totalmente bem animado de uma pessoa que é importante pra você? Não fez diferença? Talvez você me diga que a ação da pessoa em dizer “bom dia”, o olhar, o sorriso e tudo o mais, fora isso que motivou sua alegria, mas creio que há de concordar que primeiramente a pessoa expressou o “bom dia”, não foi?

            É engraçado como uma palavrinha muda totalmente o seu dia. Um “sim”, um “não”, um “talvez”, um “quero”, um “aceito”, um “pare”. Ou também as frases: “eu te amo”, “eu te odeio”, “eu nunca quis saber de você”, “eu sempre sonhei com você”, “você me faz bem”, “nunca vou ti deixar”. Mechem não é? Só o fato de lê-las já não nos fez pensar em algumas pessoas?

Ela também machuca não é? Faz-nos voltar ao passado amargo, ou constrói um futuro avassalador... O fato é, pensamos que a palavra não tem importância, mas ela tem, e muita em nossas vidas...
           
Bem... Infelizmente, a sociedade contemporânea deturpou totalmente o sentido das palavras... A usam falsamente, sem intenção alguma de ser verdadeiro. Contudo, quando a pessoa é verdadeira, ela pode ser a mais desprezível do mundo, mas ainda sim conseguimos reconhecer a verdade em suas palavras...
           
 Uma palavra, dita em alguns segundos, e toda uma vida muda... “Nasceu!”, “morreu”, “não suportou”, “está tudo bem”, “eu nunca te esqueci e nunca irei fazer isso”.

            Confesso que só espero ouvir uma palavra, e que ela mudaria toda a minha vida. Mas como ela não chega, e aparentemente nunca irá chegar, me mantenho com as que tenho no momento...

domingo, 27 de novembro de 2011

Diário

São Paulo, 27 de Novembro de 2011

Querido Diário,

            Não sei por que escrevo. Verdadeiramente, acho que faço isso porque tem algo em meu peito querendo explodir, esse algo quer sair, tem feito muito mal a minha vida, tem me machucado tanto por dentro. Não sei por que escrevo, até porque não tenho palavras pra descrever esse sei lá oque que está preso em mim... Só sei que dói, que tem me corroído, que em lágrimas não mais saem, e que sequer tenho forças de lança-lo fora...
            Sabe quando você vê que tudo aquilo que você mais prezava pra ver bem começa a ficar embaçado e você sabe que vai sumir? Pois é, é assim que as coisas estão, triste não Diário? Mas eu não sei o que eu faço... Eu não sei como faço pra concertar as coisas, não sei nem ao certo se foi eu que fiz tudo isso... Eu já não sei de mais nada, e isso, está acabando comigo.
            Perdão por borrar sua folha com meu pranto, é que está difícil, e pelo jeito, vai continuar...
            Mas quer saber de algo? Pra alguém que nem era pra nascer eu até que estou bem nas paradas...
            Diário... Eu sei que vai passar, mas por hora, aceite minha mão pesada escrevendo em vossas linhas e por vezes até se perdendo no meio delas...
            Em breve voltarei, e se isso não acontecer, não fique triste... Um dia alguém te achara. Abraços e obrigado por ser um ouvinte fiel.

sábado, 26 de novembro de 2011

Pensamento

     Bem, primeiramente, perdão, não medirei palavras para este pensamento. Não quero fazer algo bonito, muito menos poético, quero de certa forma, mostrar o que se passa dentro de mim, um pouco, porque nem eu mesmo me entendo na maioria das vezes... Por favor, não achem que minhas palavras são absolutas e algo do tipo, pois a cada dia que passa tenho visto o quão hipócrita e idiota eu sou... Vamos lá!
     Às vezes tudo parece tão confuso, tão perdido... E dessa vez não é diferente. Sabe quando você aposta todas as suas fichas achando que tudo será diferente, e o tempo esfrega na sua cara a sua burrice em achar que você está sendo diferente, fazendo as coisas de forma diferente.
     Eu por muitas vezes tentei colocar a culpa nos outros para os meus problemas, porém o mais besta sou eu, o mais inocente, o mais sonhador, o errado, o eterno errado.

     Aprendi que por mais que você tente ser perfeito, quem você ama nunca verá você como tal.
     Eu sinto que o conto de fadas terminou. Não é culpa de ninguém, é minha, toda minha...
     Esse ano tem sido o que eu mais tenho aprendido. Aprendido que nada sei, que nada posso e que nada consigo...
     Sem mais devaneios, espero realmente que um dia as coisas mudem. Que eu mude!http://www.youtube.com/watch?v=nRHJQXz-V1s&feature=related

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fragmento

Dependente



- E é está à liberdade que nos propõe o filósofo Jean-Paul Sartre... – Dizia o professor de Filosofia, em uma classe normal, com alunos conversando no fundo da sala, outros quase dormindo e outros dormindo. E eis que uma mão se ergue, chamando a atenção do professor. – Pergunte Mateus...

- Professor, Sartre então nunca amou? – Pergunta o garoto, e seu rosto transparecia a sua dúvida.

- Como assim Mateus?

- Veja bem professor... Sartre diz que “estamos condenados a liberdade”, porém a nossa liberdade se acaba quando amamos, pois só dependemos de quem amamos. – Nesse instante o garoto de cabelo castanho claro se vira para trás, e por alguns segundos, fita a Amanda. Aquela garota loira, dos olhos verdes. Ela sorria para ele, correspondendo ao sorriso dele. Ele sempre a amou, e vê-la sorrindo era o complemento do qual ele precisava para ser feliz, todavia, tão logo essa alegria veio quanto fora, pelo simples fato da amiga de Amanda que se assenta ao seu lado tê-la chamado, falado algo em seu ouvido e Amanda começou a rir bem mais e olhando para Mateus.

Ao ver essa cena, seu coração se despedaçou. E como é rápido passarmos de um momento de torpor da felicidade, para a profunda bancarrota! É decepcionante, frustrante. Um jovem, apaixonado, que pra ser feliz depende da outra pessoa.

Realmente a liberdade no amor não existe. Mateus estava sujeito a Amanda e ela o tinha fácil. Infelizmente ela não o amava, e isso acabava dia após dia com Mateus, embora ele mentisse a si mesmo todos os dias, pensando que ela poderia amá-lo. O sorriso dela lhe dava esperanças, falar com ela também, tudo nela lhe dava esperança de um dia ficarem juntos.

Amar é fabuloso, mas nesse caso não. E quantos hoje estão presos por amar? Por se entregar fácil demais? Se eles são frágeis? Sim, eles são. Mas são as melhores pessoas que existem, e sabe por quê? Porque eles são sinceros da cabeça aos pés, não iludem, não tentam ser quem não é, só querem ser correspondidos, mas sem trejeitos, sem fórmulas, de cara limpa.

Quantos nunca serão libertos por conta disso? Ou quando se liberta, sai todo arrebentado, machucado e ferido? Ainda sim, eles aprendem a grande lição da vida, não são mais fracos, são fortes, MUITO MAIS FORTES DO QUE MUITOS que se dizem ser “frio”. Por isso, a você que esconde seus sentimentos, por favor, não seja idiota, você só está acabando consigo mesmo, pois quem te ama espera ouvir isso também de você.

Voltando a falar do Mateus, Amanda o amava, mas para garantir a sua imagem, ambos nunca foram felizes...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vida...

Chuva



Ela olhava pela janela o céu nublado. Chovia, e chovia muito. Um pé d’água caia sobre a cidade, e fora previsto a mais de uma semana, tudo estava encharcado, a televisão noticiava que arvores já haviam caído, que ruas estavam alagadas, entretanto não era isto que envolvia a mente daquela garota que olhava a chuva.

         A janela da qual ela olhava os céus, estava aberta. Como uma criança acuada, mas curiosa, ela lentamente foi colocando sua mão para fora da janela e repentinamente sentiu uma gota d’água batendo no seu indicador, logo em seguida, outro pingo, e mais tantos outros. Olhou para sua mão e sorriu. Sua mente lhe levou a sua infância, época em que ela tomava de chuva, corria pelo seu vasto quintal chamando sua mãe para que fosse brincar com ela, deslizava sobre o piso e se achava um leão-marinho. Ela era feliz. Não que agora não fosse, porém nos dias de hoje é tudo tão nublado, assim como o céu naquele dia. Voltou a olhar pro céu, tudo tão escuro, mas por sorte não trovejava. A chuva era tão majestosa, nada e ninguém a impedia de cair gloriosa dos céus, e ainda sim, tinha gente que não gostava dela.

         Marjorie, a garota em questão, nutria um olhar tão cansado, tão desanimado, tão triste, e mais ainda, tão confuso. Ela queria ser como as nuvens: quando ficasse cheia, soltasse tudo sobre a terra, todavia não era assim, nutria tudo dentro de si, por mais que às vezes contava as amigas, elas pareciam não entende-la, e quem entenderia? “Ninguém é igual”, disse sua mãe certa vez. E neste instante ela se perguntou: “Porque nasci?”.

         Sem dúvidas, todos nós nos perguntamos isso, seja como for, essa dúvida ronda a mente humana e parece nunca ter resposta. E para Marjorie não é diferente... E o motivo pelo qual ela se perguntava isso, era o pior de tudo: pois amava um guri.

         Ele não morava longe dali, mas mesmo assim, parecia a anos luz de distância...

         Não me proponho a explicar o porquê de você ter nascido ou não, caro leitor, entretanto, o pensamento de Marjorie cabe muito bem neste momento “Acho que nasci, porque tinha de ser assim. Nasci pra fazer bem a minha família – embora nem sempre pareça-, aos meus amigos – que às vezes parecem nem ligar para mim-, pra você – que sempre amei, mas antes não te conhecia, porém meu coração sempre teve necessidade de você, e agora ele está sendo preenchido-. Às vezes eu faço coisas que me arrependo, contudo, quem nunca errou? E porque não errar? O gostoso da vida é errar, é quebrar a cara, e usar o mercúrio que é o Tempo para nos sarar. Sofremos é bem verdade, mas sem sofrimento a vitória fica tão desgostosa. Porque nasci... Pra ser a melhor em tudo que eu colocar a mão, pra continuar fazendo a diferença na vida das pessoas, e eu sei, que por mais que não pareça, eu tenho influenciado a vida de pessoas, não porque sou melhor, todavia porque sou sincera, verdadeira, porque amo incondicionalmente sem esperar nada em troca, e por mais que espere, deixo de lado isso. E essa chuva maravilhosa que cai... A vida parece tanto com ela, ou pelo menos deveria ser: o que é ruim, deixa a chuva cair e levar embora. O que é bom, deixa ficar na nuvem branca e acolhedora, que forma desenhos fantásticos, paisagens surreais. É tudo tão mais fácil quando observamos a vida dum outro ângulo, mas é tão complicado não é? Vixe, com que estou conversando? Ai, ai, ai, acho que estou ficando louca... Enfim, acho que é o momento de deixar a chuva cair sobre mim e deixar tudo o que não me faz bem ir embora com ela...” e se baseando nele digo: deixa a chuva cair!

domingo, 13 de novembro de 2011

História

Amo-te



            É bem verdade que aquele dia estava calor, mas os dois pequenos mal se importavam com isso, e, aliás, o sol já estava se pondo, a brisa vinha com sua graça imensa, passando pelos rostos daquelas pequenas criaturas, e lá estavam elas, sorridentes, confidentes uma da outra. Felizes, porque não havia mundo, o mundo deles estava um ao lado do outro.

            A menina se chamava Gabriela, olhos grandes, castanho claro, que com a luz do sol aparentava ser mel, uma tonalidade única só dela, envolvente. Um cabelo de um vermelho enfraquecido, mas que no rosto dela cheio de sardas a deixava linda. Tinha apenas quinze anos, mas de que importa a idade neste caso?

            Ao seu lado estava Pedro, o menino de dezesseis anos, atlético, jovem, vistoso, sorridente para tudo e todos, um cabelo “grande” da cor preta a lá Justin, que nele fica muito bem.

            Ambos se encontravam diariamente na calçada da rua deles. Moravam no topo de uma ladeira, um de frente pro outro. Não se conheciam a tanto tempo, pois Gabriela havia se mudado para lá fazia pouco tempo, devido ao trabalho de seu pai. Talvez contar o histórico destes adolescentes seja desnecessário, o que é bom dizer é que um se sente atraído pelo outro e passaram a conversar diariamente durante as tardes na calçada, olhando para o céu, vendo as nuvens, aliás, essa era a brincadeira (pois os adolescentes amam brincar), preferida deles...

              E lá estavam eles, mais uma vez, como de costume, como amavam... Olhavam para o céu, mas naquele dia em especial estava difícil de se achar uma nuvem com algum formato, pois o céu estava de um azul total, mas numa parte ao oeste (o lado em que contemplavam), estava com uma imensa nuvem branca, sem forma...

            - Aparentemente não há nada que possamos ver hoje hein? – Disse Gabriela, triste.

            - É verdade... – Disse Pedro também decepcionado.

            - E agora o que faremos? – Indaga Gabriela, já ficando sem graça...

            - Espere mais um pouco, tenho certeza de que as nuvens irão se separar. – Sugere Pedro.

            E ficaram em silêncio... Mil coisas passavam na mente deles, afinal, não é todo dia que se vive um grande e primeiro amor... E assim ficaram por alguns minutos...

            - Hei você parou de chorar? – Disse Pedro, olhando para o chão, meio sem graça, com uma cara séria, escondendo um leve medo.

            - Sim... – Responde Gabriela olhando para o lado oposto ao que estava Pedro, ficando corada.

            - Ãhn? – Comenta Pedro, abrindo um imenso sorriso e passando a olhar para Gabriela.

            - É... Eu parei... Por que... Porque você me tem feito feliz...

            - E você tem me feito ver que o mundo pode ser muito melhor...

            - É... Bem, acho melhor pararmos de falar disso...

            -Eu até concordo Gabriela, mas a gente tem que falar do que sentimos um pelo outro, se não... Se não tudo isso pode acabar...

Ela faz sinal de silêncio para ele. Os olhos dela estavam cheios de lágrima e os deles por sua vez também... É tão diferente quando amamos não é? Tão confuso, tão bom, tão desgastante, tão reconfortante... Mas o triste é que nós com nossa mente fértil imaginamos inúmeras coisas e sofremos... Por hora ficamos felizes, porque pensamos que somos correspondidos, mas depois... E o sinal de silêncio dela fez isso com Pedro: por um momento ele tinha chegado ao extremo da felicidade quando ela disse que havia parado de chorar por causa dele e agora isso... É... Ela não o amava, ou amava? Isso doía na mente daquele púbere, e isto deixou ambos calados, cada um com os seus próprios devaneios e insanidades, até que o rapaz não aguentou mais, e delicadamente colocou a sua mão em cima da dela, sem que ela percebesse. Ela aceitou o gesto dele, mas não se virou para olhar, assim como ele, e continuaram em silêncio, mas unidos por esse singelo gesto, que fazia toda a diferença para eles.

Como o amor pode ser bobo não acham? Todavia é dessa bobeira que a vida ganha um novo significado...

Ficaram lá, quietos, por alguns minutos, até que Gabriela soltou um suspiro fundo e começou a falar:

- Eu tenho medo...

- Medo do que?

- De você me esquecer, de ter que ficar longe de você, de ter que me mudar novamente, de você estar mentindo para mim...

- Acho que lhe entendo... Eu também tenho medo, e principalmente de lhe enganar...

Novo silêncio, mas logo a mão deles se entrelaça... Algo novo estava acontecendo neles, no sentimento deles... Um completava o outro e só a presença do outro no mesmo local, transmitia paz... O amor é simples, não precisa de muitas palavras, nem de grandes gestos, precisa de sinceridade, assim como tudo na vida. E eis o amor florescendo cada vez mais no coração destes juvenis, que nos ensinam que amar é complicado sim, causa medo sim, parece impossível sim, entretanto, é a coisa mais prazerosa, pacífica, transformadora e benéfica que existe...

- Posso lhe dizer algo? – Indaga Pedro, totalmente encabulado.

- Ér... Sim! – Responde Gabriela.

Ele olha nos olhos dela, corado, e ela também...

- Eu Te Amo Gabriela...

Ela abaixa sua cabeça, dá um risinho sem graça, e diz como num sussurro:

- Eu também.

E desta forma, Pedro e Gabriela se beijam pela primeira vez...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Poema

Devido a prova de Teoria da Literatura II e também por pensamentos incessantes, eis o poema:

Não Sei

Não sei,
Minto.
Sei e sei muito,
Sei que minto
Sei que sou sincero
Sei que te quero
Sei que te espero...

Espero pelo teu sorriso
Anseio pelo teu olhar
És tu o que necessito
A mulher que careço amar.

Meu ser é pequenino,
Vazio, fraco e disforme.
É por isso que preciso de ti
Para preencher o meu devir.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Texto²

Dedicado a Biia Alves...


Amor...



Antes de iniciar as minhas palavras, quero dedica-las a alguns seres...

     Aos falsos amigos, que só querem o meu mal e sempre fazem questão de me apunhalar pelas costas: Vocês venceram! Aos fofoqueiros que não têm vida própria e gostam tanto da minha: Vocês Venceram! Aos meus inimigos, que por vezes foram lobos em pele de cordeiro, que souberam muito bem disfarçar a sua presença desagradável: Vocês venceram! A mais ninguém, pois ninguém é digno de ler estas palavras... Somente os dignos de pena, como eu!

...

     Estava a segundos atrás confabulando sobre o “AMOR”... Sim... Sobre isto, que é bom, mas ao mesmo tempo a pior desgraça que a humanidade deu nome... Ou melhor, não, não é a pior desgraça, pois se é Amor, não é desgraça, se é desgraça, pode ser fanatismo, medo, o diabo que for menos Amor...

     E ao meditar sobre isto, me deparei com a seguinte questão: Eu sou amado?

     Num primeiro momento eu disse “sim”, mas ai veio outra indagação: “Mais alguém além dos pais e amigos?”. A resposta provavelmente fosse um não... Por isso, resolvi colocar esta resposta por escrito...

     Amor de amigo e de pais, não é igual ao Amor que a gente tanto imagina. O Amor que eu imagino, pelo menos, é totalmente diferente...

     O Amor que eu quero é diferente do de amigo que está comigo sempre, pois o “sempre” não basta! O Amor que eu quero, é aquele que a pessoa consiga tocar e acalmar meu coração... E isso só uma pessoa tem poder para fazer: A pessoa amada, que com um sorriso me constrange, que com um “oi” faz meu dia ser perfeito, que ao ver este ser meu corpo estremece, minha barriga fica gelada, eu perco as forças e me rendo a essa pessoa, sem que ela me perceba me torno dela, ainda que por alguns instantes. Ficar recordando das conversas, da sua voz, da sua risada, do seu jeito, antes de dormir, no meio do dia, em tudo que eu fizer... Careço da atenção dessa pessoa, ainda que ela mal me note...

     Seria este o Amor ideal não? Mas ai vem um tonto qualquer e diz: “o amor é um flor roxa, que só nasce no coração dos trouxas”. Confesso ter um ódio mortal por esta frase... NÃO, o Amor não é flor roxa nada, não nasce em coração de trouxa nenhum... O Amor nasce em quem vive... O que seria da vida sem o Amor? O que seria das pessoas sem o Amor?

     E eu esperando o Amor perfeito... Agora percebo o quão idiota sou... Sou amado... Ainda que pelos meus amigos... Dane-se que seja o amor deles... É do que eu preciso pra continuar em pé. Sim, eu espero pelo Amor que falei a pouco, mas porque não me contentar com o dos meus amigos? Por que ser tão babaca a ponto de ignorar o que eles me oferecem e sofrer por Amor? Não é Amor? Não dá no mesmo?

Se eu digo que amo os meus amigos, devia ME DAR o direito de amá-los de fato, porque se eles me veem com uma faceta, o “Eu Te Amo” também está nessa faceta e não no meu ser verdadeiro...


     Quer saber: EU NUNCA AMEI... EU NUNca amei... eu nunca amei... Pra falar a verdade: EU AMO! Eu te amo tanto que perco as forças e me esqueço do resto... Eu te amo a ponto de sofrer por não ter você, por saber que você está bem sem mim...

E caio... Caio em algo que não sei explicar, que me faz sofrer...
  

Mas, isto não é Amor! Porque se eu amar, eu não posso sofrer... Porque o Amor traz paz, alegria... Então o que acontece?

Acho que encontrei a resposta: o que sinto é fascínio... Transpassou o Amor... Mas, eu te amo... Então... Então nada mais certo do que eu deixa-lo ir...

Pois se eu te amo de fato, vou saber que não sou a pessoa certa pra você! Pois se te amo mesmo, vou entender que eu não posso te fazer feliz da forma que merece... Então vá... Seja feliz... Sei que vai doer MUITO em mim, mas isso é o Amor: é saber quando se tem e quando se tem que deixar ir...

Mas quando você se sentir triste: lembre-se de mim... Lembre-se da minha risada, dos meus berros, das nossas conversas e lembre-se que eu ainda vou estar aqui... Sem nutrir o que sinto por você, mas esperando que um dia você entenda o que eu senti...

Seja Feliz... Sem Mim...