quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Palavra

Boa tarde a todos... Venho hoje defender o meu futuro instrumento de trabalho: a palavra.

            Já perceberam o quão importante ela é em nossa vida? Confesso ter certa raiva daqueles que falam que “palavras não provam nada”, pois em muito eles se equivocam ao fazer tal afirmação...

            A palavra é viva, é eficaz, é o que tenta traduzir os sentimentos, tenta descrever quem somos o que sentimos, enfim, é ela o instrumento de comunicação e sem ela não seriamos praticamente nada, sem ela ainda nos igualaríamos aos animais, já pensaram nisso?

            Notaram que uma palavra pode mudar seu dia todo? Pois é, existem tantas coisas boas escondidas na palavra. É claro que a ação a complementa, mas notem que as coisas surgem primeiras no âmbito da fala, através da palavra, e não da ação que é tão crucial para alguns. Por isso, creio ferrenhamente que a palavra é o bem supremo da vida ou um deles...

            Vamos aos exemplos: Já ficou feliz ao receber um “bom dia” totalmente bem animado de uma pessoa que é importante pra você? Não fez diferença? Talvez você me diga que a ação da pessoa em dizer “bom dia”, o olhar, o sorriso e tudo o mais, fora isso que motivou sua alegria, mas creio que há de concordar que primeiramente a pessoa expressou o “bom dia”, não foi?

            É engraçado como uma palavrinha muda totalmente o seu dia. Um “sim”, um “não”, um “talvez”, um “quero”, um “aceito”, um “pare”. Ou também as frases: “eu te amo”, “eu te odeio”, “eu nunca quis saber de você”, “eu sempre sonhei com você”, “você me faz bem”, “nunca vou ti deixar”. Mechem não é? Só o fato de lê-las já não nos fez pensar em algumas pessoas?

Ela também machuca não é? Faz-nos voltar ao passado amargo, ou constrói um futuro avassalador... O fato é, pensamos que a palavra não tem importância, mas ela tem, e muita em nossas vidas...
           
Bem... Infelizmente, a sociedade contemporânea deturpou totalmente o sentido das palavras... A usam falsamente, sem intenção alguma de ser verdadeiro. Contudo, quando a pessoa é verdadeira, ela pode ser a mais desprezível do mundo, mas ainda sim conseguimos reconhecer a verdade em suas palavras...
           
 Uma palavra, dita em alguns segundos, e toda uma vida muda... “Nasceu!”, “morreu”, “não suportou”, “está tudo bem”, “eu nunca te esqueci e nunca irei fazer isso”.

            Confesso que só espero ouvir uma palavra, e que ela mudaria toda a minha vida. Mas como ela não chega, e aparentemente nunca irá chegar, me mantenho com as que tenho no momento...

domingo, 27 de novembro de 2011

Diário

São Paulo, 27 de Novembro de 2011

Querido Diário,

            Não sei por que escrevo. Verdadeiramente, acho que faço isso porque tem algo em meu peito querendo explodir, esse algo quer sair, tem feito muito mal a minha vida, tem me machucado tanto por dentro. Não sei por que escrevo, até porque não tenho palavras pra descrever esse sei lá oque que está preso em mim... Só sei que dói, que tem me corroído, que em lágrimas não mais saem, e que sequer tenho forças de lança-lo fora...
            Sabe quando você vê que tudo aquilo que você mais prezava pra ver bem começa a ficar embaçado e você sabe que vai sumir? Pois é, é assim que as coisas estão, triste não Diário? Mas eu não sei o que eu faço... Eu não sei como faço pra concertar as coisas, não sei nem ao certo se foi eu que fiz tudo isso... Eu já não sei de mais nada, e isso, está acabando comigo.
            Perdão por borrar sua folha com meu pranto, é que está difícil, e pelo jeito, vai continuar...
            Mas quer saber de algo? Pra alguém que nem era pra nascer eu até que estou bem nas paradas...
            Diário... Eu sei que vai passar, mas por hora, aceite minha mão pesada escrevendo em vossas linhas e por vezes até se perdendo no meio delas...
            Em breve voltarei, e se isso não acontecer, não fique triste... Um dia alguém te achara. Abraços e obrigado por ser um ouvinte fiel.

sábado, 26 de novembro de 2011

Pensamento

     Bem, primeiramente, perdão, não medirei palavras para este pensamento. Não quero fazer algo bonito, muito menos poético, quero de certa forma, mostrar o que se passa dentro de mim, um pouco, porque nem eu mesmo me entendo na maioria das vezes... Por favor, não achem que minhas palavras são absolutas e algo do tipo, pois a cada dia que passa tenho visto o quão hipócrita e idiota eu sou... Vamos lá!
     Às vezes tudo parece tão confuso, tão perdido... E dessa vez não é diferente. Sabe quando você aposta todas as suas fichas achando que tudo será diferente, e o tempo esfrega na sua cara a sua burrice em achar que você está sendo diferente, fazendo as coisas de forma diferente.
     Eu por muitas vezes tentei colocar a culpa nos outros para os meus problemas, porém o mais besta sou eu, o mais inocente, o mais sonhador, o errado, o eterno errado.

     Aprendi que por mais que você tente ser perfeito, quem você ama nunca verá você como tal.
     Eu sinto que o conto de fadas terminou. Não é culpa de ninguém, é minha, toda minha...
     Esse ano tem sido o que eu mais tenho aprendido. Aprendido que nada sei, que nada posso e que nada consigo...
     Sem mais devaneios, espero realmente que um dia as coisas mudem. Que eu mude!http://www.youtube.com/watch?v=nRHJQXz-V1s&feature=related

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fragmento

Dependente



- E é está à liberdade que nos propõe o filósofo Jean-Paul Sartre... – Dizia o professor de Filosofia, em uma classe normal, com alunos conversando no fundo da sala, outros quase dormindo e outros dormindo. E eis que uma mão se ergue, chamando a atenção do professor. – Pergunte Mateus...

- Professor, Sartre então nunca amou? – Pergunta o garoto, e seu rosto transparecia a sua dúvida.

- Como assim Mateus?

- Veja bem professor... Sartre diz que “estamos condenados a liberdade”, porém a nossa liberdade se acaba quando amamos, pois só dependemos de quem amamos. – Nesse instante o garoto de cabelo castanho claro se vira para trás, e por alguns segundos, fita a Amanda. Aquela garota loira, dos olhos verdes. Ela sorria para ele, correspondendo ao sorriso dele. Ele sempre a amou, e vê-la sorrindo era o complemento do qual ele precisava para ser feliz, todavia, tão logo essa alegria veio quanto fora, pelo simples fato da amiga de Amanda que se assenta ao seu lado tê-la chamado, falado algo em seu ouvido e Amanda começou a rir bem mais e olhando para Mateus.

Ao ver essa cena, seu coração se despedaçou. E como é rápido passarmos de um momento de torpor da felicidade, para a profunda bancarrota! É decepcionante, frustrante. Um jovem, apaixonado, que pra ser feliz depende da outra pessoa.

Realmente a liberdade no amor não existe. Mateus estava sujeito a Amanda e ela o tinha fácil. Infelizmente ela não o amava, e isso acabava dia após dia com Mateus, embora ele mentisse a si mesmo todos os dias, pensando que ela poderia amá-lo. O sorriso dela lhe dava esperanças, falar com ela também, tudo nela lhe dava esperança de um dia ficarem juntos.

Amar é fabuloso, mas nesse caso não. E quantos hoje estão presos por amar? Por se entregar fácil demais? Se eles são frágeis? Sim, eles são. Mas são as melhores pessoas que existem, e sabe por quê? Porque eles são sinceros da cabeça aos pés, não iludem, não tentam ser quem não é, só querem ser correspondidos, mas sem trejeitos, sem fórmulas, de cara limpa.

Quantos nunca serão libertos por conta disso? Ou quando se liberta, sai todo arrebentado, machucado e ferido? Ainda sim, eles aprendem a grande lição da vida, não são mais fracos, são fortes, MUITO MAIS FORTES DO QUE MUITOS que se dizem ser “frio”. Por isso, a você que esconde seus sentimentos, por favor, não seja idiota, você só está acabando consigo mesmo, pois quem te ama espera ouvir isso também de você.

Voltando a falar do Mateus, Amanda o amava, mas para garantir a sua imagem, ambos nunca foram felizes...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vida...

Chuva



Ela olhava pela janela o céu nublado. Chovia, e chovia muito. Um pé d’água caia sobre a cidade, e fora previsto a mais de uma semana, tudo estava encharcado, a televisão noticiava que arvores já haviam caído, que ruas estavam alagadas, entretanto não era isto que envolvia a mente daquela garota que olhava a chuva.

         A janela da qual ela olhava os céus, estava aberta. Como uma criança acuada, mas curiosa, ela lentamente foi colocando sua mão para fora da janela e repentinamente sentiu uma gota d’água batendo no seu indicador, logo em seguida, outro pingo, e mais tantos outros. Olhou para sua mão e sorriu. Sua mente lhe levou a sua infância, época em que ela tomava de chuva, corria pelo seu vasto quintal chamando sua mãe para que fosse brincar com ela, deslizava sobre o piso e se achava um leão-marinho. Ela era feliz. Não que agora não fosse, porém nos dias de hoje é tudo tão nublado, assim como o céu naquele dia. Voltou a olhar pro céu, tudo tão escuro, mas por sorte não trovejava. A chuva era tão majestosa, nada e ninguém a impedia de cair gloriosa dos céus, e ainda sim, tinha gente que não gostava dela.

         Marjorie, a garota em questão, nutria um olhar tão cansado, tão desanimado, tão triste, e mais ainda, tão confuso. Ela queria ser como as nuvens: quando ficasse cheia, soltasse tudo sobre a terra, todavia não era assim, nutria tudo dentro de si, por mais que às vezes contava as amigas, elas pareciam não entende-la, e quem entenderia? “Ninguém é igual”, disse sua mãe certa vez. E neste instante ela se perguntou: “Porque nasci?”.

         Sem dúvidas, todos nós nos perguntamos isso, seja como for, essa dúvida ronda a mente humana e parece nunca ter resposta. E para Marjorie não é diferente... E o motivo pelo qual ela se perguntava isso, era o pior de tudo: pois amava um guri.

         Ele não morava longe dali, mas mesmo assim, parecia a anos luz de distância...

         Não me proponho a explicar o porquê de você ter nascido ou não, caro leitor, entretanto, o pensamento de Marjorie cabe muito bem neste momento “Acho que nasci, porque tinha de ser assim. Nasci pra fazer bem a minha família – embora nem sempre pareça-, aos meus amigos – que às vezes parecem nem ligar para mim-, pra você – que sempre amei, mas antes não te conhecia, porém meu coração sempre teve necessidade de você, e agora ele está sendo preenchido-. Às vezes eu faço coisas que me arrependo, contudo, quem nunca errou? E porque não errar? O gostoso da vida é errar, é quebrar a cara, e usar o mercúrio que é o Tempo para nos sarar. Sofremos é bem verdade, mas sem sofrimento a vitória fica tão desgostosa. Porque nasci... Pra ser a melhor em tudo que eu colocar a mão, pra continuar fazendo a diferença na vida das pessoas, e eu sei, que por mais que não pareça, eu tenho influenciado a vida de pessoas, não porque sou melhor, todavia porque sou sincera, verdadeira, porque amo incondicionalmente sem esperar nada em troca, e por mais que espere, deixo de lado isso. E essa chuva maravilhosa que cai... A vida parece tanto com ela, ou pelo menos deveria ser: o que é ruim, deixa a chuva cair e levar embora. O que é bom, deixa ficar na nuvem branca e acolhedora, que forma desenhos fantásticos, paisagens surreais. É tudo tão mais fácil quando observamos a vida dum outro ângulo, mas é tão complicado não é? Vixe, com que estou conversando? Ai, ai, ai, acho que estou ficando louca... Enfim, acho que é o momento de deixar a chuva cair sobre mim e deixar tudo o que não me faz bem ir embora com ela...” e se baseando nele digo: deixa a chuva cair!

domingo, 13 de novembro de 2011

História

Amo-te



            É bem verdade que aquele dia estava calor, mas os dois pequenos mal se importavam com isso, e, aliás, o sol já estava se pondo, a brisa vinha com sua graça imensa, passando pelos rostos daquelas pequenas criaturas, e lá estavam elas, sorridentes, confidentes uma da outra. Felizes, porque não havia mundo, o mundo deles estava um ao lado do outro.

            A menina se chamava Gabriela, olhos grandes, castanho claro, que com a luz do sol aparentava ser mel, uma tonalidade única só dela, envolvente. Um cabelo de um vermelho enfraquecido, mas que no rosto dela cheio de sardas a deixava linda. Tinha apenas quinze anos, mas de que importa a idade neste caso?

            Ao seu lado estava Pedro, o menino de dezesseis anos, atlético, jovem, vistoso, sorridente para tudo e todos, um cabelo “grande” da cor preta a lá Justin, que nele fica muito bem.

            Ambos se encontravam diariamente na calçada da rua deles. Moravam no topo de uma ladeira, um de frente pro outro. Não se conheciam a tanto tempo, pois Gabriela havia se mudado para lá fazia pouco tempo, devido ao trabalho de seu pai. Talvez contar o histórico destes adolescentes seja desnecessário, o que é bom dizer é que um se sente atraído pelo outro e passaram a conversar diariamente durante as tardes na calçada, olhando para o céu, vendo as nuvens, aliás, essa era a brincadeira (pois os adolescentes amam brincar), preferida deles...

              E lá estavam eles, mais uma vez, como de costume, como amavam... Olhavam para o céu, mas naquele dia em especial estava difícil de se achar uma nuvem com algum formato, pois o céu estava de um azul total, mas numa parte ao oeste (o lado em que contemplavam), estava com uma imensa nuvem branca, sem forma...

            - Aparentemente não há nada que possamos ver hoje hein? – Disse Gabriela, triste.

            - É verdade... – Disse Pedro também decepcionado.

            - E agora o que faremos? – Indaga Gabriela, já ficando sem graça...

            - Espere mais um pouco, tenho certeza de que as nuvens irão se separar. – Sugere Pedro.

            E ficaram em silêncio... Mil coisas passavam na mente deles, afinal, não é todo dia que se vive um grande e primeiro amor... E assim ficaram por alguns minutos...

            - Hei você parou de chorar? – Disse Pedro, olhando para o chão, meio sem graça, com uma cara séria, escondendo um leve medo.

            - Sim... – Responde Gabriela olhando para o lado oposto ao que estava Pedro, ficando corada.

            - Ãhn? – Comenta Pedro, abrindo um imenso sorriso e passando a olhar para Gabriela.

            - É... Eu parei... Por que... Porque você me tem feito feliz...

            - E você tem me feito ver que o mundo pode ser muito melhor...

            - É... Bem, acho melhor pararmos de falar disso...

            -Eu até concordo Gabriela, mas a gente tem que falar do que sentimos um pelo outro, se não... Se não tudo isso pode acabar...

Ela faz sinal de silêncio para ele. Os olhos dela estavam cheios de lágrima e os deles por sua vez também... É tão diferente quando amamos não é? Tão confuso, tão bom, tão desgastante, tão reconfortante... Mas o triste é que nós com nossa mente fértil imaginamos inúmeras coisas e sofremos... Por hora ficamos felizes, porque pensamos que somos correspondidos, mas depois... E o sinal de silêncio dela fez isso com Pedro: por um momento ele tinha chegado ao extremo da felicidade quando ela disse que havia parado de chorar por causa dele e agora isso... É... Ela não o amava, ou amava? Isso doía na mente daquele púbere, e isto deixou ambos calados, cada um com os seus próprios devaneios e insanidades, até que o rapaz não aguentou mais, e delicadamente colocou a sua mão em cima da dela, sem que ela percebesse. Ela aceitou o gesto dele, mas não se virou para olhar, assim como ele, e continuaram em silêncio, mas unidos por esse singelo gesto, que fazia toda a diferença para eles.

Como o amor pode ser bobo não acham? Todavia é dessa bobeira que a vida ganha um novo significado...

Ficaram lá, quietos, por alguns minutos, até que Gabriela soltou um suspiro fundo e começou a falar:

- Eu tenho medo...

- Medo do que?

- De você me esquecer, de ter que ficar longe de você, de ter que me mudar novamente, de você estar mentindo para mim...

- Acho que lhe entendo... Eu também tenho medo, e principalmente de lhe enganar...

Novo silêncio, mas logo a mão deles se entrelaça... Algo novo estava acontecendo neles, no sentimento deles... Um completava o outro e só a presença do outro no mesmo local, transmitia paz... O amor é simples, não precisa de muitas palavras, nem de grandes gestos, precisa de sinceridade, assim como tudo na vida. E eis o amor florescendo cada vez mais no coração destes juvenis, que nos ensinam que amar é complicado sim, causa medo sim, parece impossível sim, entretanto, é a coisa mais prazerosa, pacífica, transformadora e benéfica que existe...

- Posso lhe dizer algo? – Indaga Pedro, totalmente encabulado.

- Ér... Sim! – Responde Gabriela.

Ele olha nos olhos dela, corado, e ela também...

- Eu Te Amo Gabriela...

Ela abaixa sua cabeça, dá um risinho sem graça, e diz como num sussurro:

- Eu também.

E desta forma, Pedro e Gabriela se beijam pela primeira vez...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Poema

Devido a prova de Teoria da Literatura II e também por pensamentos incessantes, eis o poema:

Não Sei

Não sei,
Minto.
Sei e sei muito,
Sei que minto
Sei que sou sincero
Sei que te quero
Sei que te espero...

Espero pelo teu sorriso
Anseio pelo teu olhar
És tu o que necessito
A mulher que careço amar.

Meu ser é pequenino,
Vazio, fraco e disforme.
É por isso que preciso de ti
Para preencher o meu devir.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Texto²

Dedicado a Biia Alves...


Amor...



Antes de iniciar as minhas palavras, quero dedica-las a alguns seres...

     Aos falsos amigos, que só querem o meu mal e sempre fazem questão de me apunhalar pelas costas: Vocês venceram! Aos fofoqueiros que não têm vida própria e gostam tanto da minha: Vocês Venceram! Aos meus inimigos, que por vezes foram lobos em pele de cordeiro, que souberam muito bem disfarçar a sua presença desagradável: Vocês venceram! A mais ninguém, pois ninguém é digno de ler estas palavras... Somente os dignos de pena, como eu!

...

     Estava a segundos atrás confabulando sobre o “AMOR”... Sim... Sobre isto, que é bom, mas ao mesmo tempo a pior desgraça que a humanidade deu nome... Ou melhor, não, não é a pior desgraça, pois se é Amor, não é desgraça, se é desgraça, pode ser fanatismo, medo, o diabo que for menos Amor...

     E ao meditar sobre isto, me deparei com a seguinte questão: Eu sou amado?

     Num primeiro momento eu disse “sim”, mas ai veio outra indagação: “Mais alguém além dos pais e amigos?”. A resposta provavelmente fosse um não... Por isso, resolvi colocar esta resposta por escrito...

     Amor de amigo e de pais, não é igual ao Amor que a gente tanto imagina. O Amor que eu imagino, pelo menos, é totalmente diferente...

     O Amor que eu quero é diferente do de amigo que está comigo sempre, pois o “sempre” não basta! O Amor que eu quero, é aquele que a pessoa consiga tocar e acalmar meu coração... E isso só uma pessoa tem poder para fazer: A pessoa amada, que com um sorriso me constrange, que com um “oi” faz meu dia ser perfeito, que ao ver este ser meu corpo estremece, minha barriga fica gelada, eu perco as forças e me rendo a essa pessoa, sem que ela me perceba me torno dela, ainda que por alguns instantes. Ficar recordando das conversas, da sua voz, da sua risada, do seu jeito, antes de dormir, no meio do dia, em tudo que eu fizer... Careço da atenção dessa pessoa, ainda que ela mal me note...

     Seria este o Amor ideal não? Mas ai vem um tonto qualquer e diz: “o amor é um flor roxa, que só nasce no coração dos trouxas”. Confesso ter um ódio mortal por esta frase... NÃO, o Amor não é flor roxa nada, não nasce em coração de trouxa nenhum... O Amor nasce em quem vive... O que seria da vida sem o Amor? O que seria das pessoas sem o Amor?

     E eu esperando o Amor perfeito... Agora percebo o quão idiota sou... Sou amado... Ainda que pelos meus amigos... Dane-se que seja o amor deles... É do que eu preciso pra continuar em pé. Sim, eu espero pelo Amor que falei a pouco, mas porque não me contentar com o dos meus amigos? Por que ser tão babaca a ponto de ignorar o que eles me oferecem e sofrer por Amor? Não é Amor? Não dá no mesmo?

Se eu digo que amo os meus amigos, devia ME DAR o direito de amá-los de fato, porque se eles me veem com uma faceta, o “Eu Te Amo” também está nessa faceta e não no meu ser verdadeiro...


     Quer saber: EU NUNCA AMEI... EU NUNca amei... eu nunca amei... Pra falar a verdade: EU AMO! Eu te amo tanto que perco as forças e me esqueço do resto... Eu te amo a ponto de sofrer por não ter você, por saber que você está bem sem mim...

E caio... Caio em algo que não sei explicar, que me faz sofrer...
  

Mas, isto não é Amor! Porque se eu amar, eu não posso sofrer... Porque o Amor traz paz, alegria... Então o que acontece?

Acho que encontrei a resposta: o que sinto é fascínio... Transpassou o Amor... Mas, eu te amo... Então... Então nada mais certo do que eu deixa-lo ir...

Pois se eu te amo de fato, vou saber que não sou a pessoa certa pra você! Pois se te amo mesmo, vou entender que eu não posso te fazer feliz da forma que merece... Então vá... Seja feliz... Sei que vai doer MUITO em mim, mas isso é o Amor: é saber quando se tem e quando se tem que deixar ir...

Mas quando você se sentir triste: lembre-se de mim... Lembre-se da minha risada, dos meus berros, das nossas conversas e lembre-se que eu ainda vou estar aqui... Sem nutrir o que sinto por você, mas esperando que um dia você entenda o que eu senti...

Seja Feliz... Sem Mim...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Texto

Não sei classificar esse meu texto... Espero que gostem...


Cores



                Sempre que olho para o céu numa noite calma e sem nuvens, comtemplo uma cor azul-marinho, fabulosa, simples, nefasta, agourenta, porém ainda sim, perfeita.

                Procuro as estrelas em torno da Lua que brilha glamorosa naquele céu, mas não vejo nada. Ah, vejo... Vejo agora um ponto brilhante... Todavia, ele está se movendo... Não é estrela-cadente... É só mais um avião... E lá volto eu a procurar estrelas onde não há mais nada do que uma Lua, que brilha em forma de sorriso. Irônica, perversa, se fundindo no azul-marinho do céu, tornando toda aquela cena funesta. Mas para completar esse quadro surpreendentemente de terror, falta um detalhe: o cinza do chão...

                E ai me peguei a devanear sobre as cores... São elas que determinam a força duma ação, são elas que demonstram o ânimo da pessoa (a pessoa fica vermelha se está envergonhada, já perceberam?), são elas que mostram como está a natureza... Enfim, as cores estão em tudo, nunca nos deixa, nunca nos larga... Até mesmo no que é preto e obscuro, há alguma cor ali... Sempre há, ou houve...

                Há pessoas que são Vermelhas: Apaixonadas, um tanto acaloradas (entendam isso no bom sentido), mas também explosivas e sangrentas ao pé da palavra, no intimo de seu significado...

                Há quem seja Rosa: Delicado, uma figura dócil, singela, envergonhada de tudo e todos, envergonhada de quem um dia foi, do que hoje se tornou e do futuro que a aguarda, do que lhe fizeram um dia...

                Há os Azuis: Vistosos, inteligentes, perspicazes...

                E outras tantas pessoas, com inúmeras características, cada um representando a sua cor...
                Porém, nesse caso há um gravíssimo equívoco: Uma cor isolada se torna um dia entediante, frustrada e sua tendência é se apagar... E a este fenômeno damos o nome de cor PRETA.

                Passemos a falar do Preto então: Ausência de cores... É aquela alma perdida, que já desistiu de si.

                Mas se pensam que o Preto é a pior das cores, em muito se enganam, pois a mais devastadora das cores é a CINZA.

                O Cinza nada mais é do que a combinação do Preto + Branco. Sei que já sabem disso, entretanto desconhecem o que essa combinação significa. Notem: Preto significa ausência de cores, já o Branco significa a fusão de todas elas. Percebem? Não? Então vamos lá: Quem é Cinza, tem a mistura de tudo ao mesmo tempo em que não tem absolutamente nada. Como classificar um Cinza? É possível? Eu realmente não sei, e não me proponho a isso. Só sei que a pessoa que é Cinza, é vazia... Abastou-se do mundo e o mundo dele... O mais triste é que essa Geração da qual vejo, todos os dias, tem se tornado a Geração Cinza...

                Bom, poderíamos dizer também que cada cor significa um sentimento: Vermelho: Amor/ Ódio; Azul: Coragem/ Medo (mais parecem atributos, mas enfim...); Cinza: Tristeza, e nesse caso, Tristeza Plena...

                Dentre todas as cores não me considero nenhuma em especial. Sócrates se vivesse em nossos dias e lesse estas minhas palavras, diria com entusiasmo: Eu sou Branco!  E eu teria de concordar com ele. E longe de mim me equiparar a tal varão, creio que também sou um Branco!

                Pois o Branco, na minha visão é como se fosse o esvaziamento das demais cores... O livramento das demais... Quando se chega a um estágio onde não se têm absolutamente nada, sendo que a única coisa que se tem é um espaço em branco para ser preenchido.

                Creio que sou assim... Ou talvez já tenha provado de todas as cores e nada surtido efeito. Sei que sou Branco... Como a tela de um quadro em que ninguém se aventurou em pintar ainda!