João Pessoa, 05 de Julho de 2011
Olá Diário
Enfim, estou em férias. Descansando , repousando, visitando pontos turísticos desse lugar belíssimo, e aprendendo um pouco mais dessa cultura vastíssima.
É engraçado que no próprio Brasil há diversos dialetos, diversas culturas, tão diferentes de uma cidade pra outra. Isso de fato me impressiona. Mas, não é disso que vim falar...
Vim falar (escrever não é? – Risos -), sobre uma história diferente que ouvi aqui...
O nome do homem é Frederico Reis, professor de uma universidade daqui de João Pessoa. Tem 46 anos, ou melhor... Tinha; morava sozinho, nunca se casara e só se importava com a sua disciplina: Teoria da Literatura.
Era um homem fantasioso, e aparentava mesmo ser um: alto, cabelo até a nuca, bagunçado, pele morena, mas pálida, parecendo um morto vivo, olheiras, grandes olheiras, e mãos que tremiam de excitação quando o assunto era livros.
Amava ler, devorava todo e qualquer livro que vinha pela frente. Mesmo abominando livros de auto-ajuda, os lia para saber de fato em que ponto criticar aquelas besteiras em que toda criança de três anos saberia dizer...
Frederico, mesmo sendo muito inteligente, não acredita em seres de outro mundo, e também, não acredita em vida após a morte. E até blasfemava, debochando de pessoas em que acreditavam nisso. Chegou a um ponto em que ofendeu descaradamente as pessoas que acreditam nisso, os chamando de “bobocas, sem cultura e sem entendimento”, esse fora seu erro, pois não só mexera com as pessoas desse mundo, mas do pós-mundo, e sendo realmente franco, a vingança deles é bem maior do que a de um homem natural...
Tudo começara em um dia em que o professor voltara para sua casa, 11h45, depois de um longo e estonteante dia de aula. Ele se sentia bem, mas cansada, por conta disso, fora repousar.
Tinha um sono de pedra, contudo, as 3h00 as luzes de sua casa se ascenderam, o som e TV foram ligados no ultimo volume, apresentando um som grotesco e aterrorizador. Tudo isto, fizera o varão se erguer de sua cama, super assustado e quando fora desligar as coisas, tudo se desligou sozinho.
Este fora o primeiro aviso deles.
E isso voltou a acontecer uma semana depois, e fora aumentando, até todos os dias, no mesmo horário, tudo em sua residência se ligar inesperadamente.
Frederico não dormia mais como antes, vivia assustado, algo o arrastava para um abismo que ele mal se deva conta... Seu fim estava bem próximo.
Para encurtar a história, o professor enlouquecera, e hoje está preso em um manicômio, vendo todos os dias às 3h00 os espíritos, que agora são seus amigos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário