Indomável
Cap. 08
O dia do encontro chegara.
Alice estava usando um vestido rosa simples, chamativo, pois colocava em evidência suas curvas. Seu cabelo estava preso num rabo de cavalo. E por fim, mas não menos importante, seu olhar estava mais brilhante do que nunca, devido ao lápis de olho preto que ela passara.
Cesar por sua vez, não fez por menos: estava trajando uma blusa quadriculada, com dois tons diferentes de azul, sendo um claro como o azul bebe, mas não idêntico, e o outro era azul marinho. Seu cabelo estava jogado de lado, meio bagunçado, um tipo de cabelo só dele. Uma calça jeans escura, com uns toques mais esbranquiçados. Um all star preto sob os pés. E um perfume, um dos mais divinos aromas que a moça sentira.
As 20h, o rapaz chegara no casarão da garota para o passeio deles. E foram juntos para o cinema da Avenida Paulista, um cinema que não digo o nome para que vocês o procurem por si só, mas não percamos o foco, o cinema tem um som fabuloso, um dos mais altos da cidade de São Paulo, e que seduz muitos jovens para assistirem a um filme de terror. E com eles não fora diferente.
A sessão começaria as 21h30min, na realidade não sei se existe este tipo de horário em um cinema que não possui vinculo com nenhum shopping, contudo, quem sou eu para falar algo da história de Alice?
Assistiram ao filme que durou até 23h45min e logo após o filme, saíram para o jantar.
Foram num restaurante comum, para a classe dela, e jantaram uma coisa leve, seguido por um sorvete divino, que os fez prometer um ao outro voltarem num novo encontro lá.
Saíram andando, embora tarde, pela cidade de São Paulo, numa conversa gostosa, que fluía muito bem, ambos aparentavam estar se entregando aos encantos do outro.
Uau ele é incrível!, pensava ela a cada instante, sorridente a tempo e fora de tempo.
Nossa ela é fantástica. Eu nunca vi uma garota assim, pensava ele feliz porque sentia pela primeira vez algo diferente por uma garota.
E agora me esforço para não pecar em uma das conversas dele, nesse tempo em que andavam:
- O que você faz da vida? – Pergunta Alice, sorrindo, olhando de canto de olho para o varão ao seu lado, com os braços para trás, parecendo uma menina.
- E... Eu? – Se surpreende Cesar, e passa a fitar a garota, com um olhar sem jeito.
- Si... Sim, você! – Brinca ela.
- Ah... Bom... – Ele coça a cabeça e vira o rosto para o lado oposto da garota, para olhar o breu da rua. – Na verdade, eu... Eu não faço nada – Diz ele e ri consigo mesmo.
- Ah é? Estou saindo com um vagabundo? – Fala a moça soltando uma risadinha
- Como assim? – Ele se vira para olhá-la e ambos começam a rir. – Olha é provisório essa minha condição... Eu não sou nenhum vagabundo.
- Aaaah bom. – Ela prossegue rindo.
- E você o que faz hein? – Pergunta ele curioso.
- EEEEEEEU? – Ela para de andar, fica o olhando de olhos arregalados.
- ÉÉÉÉÉ, você. – Contrapõe ele no mesmo tom de Alice
- Eu não faço nada na verdade...
E novamente começaram a rir, até que numa tacada de mestre, Cesar envolve com seu braço atlético, a cintura de Alice, e quase cola seu rosto ao dela.
- Posso ser vagabundo, mas veja, tenho minhas qualidades....
Ele fazia uma cara de garanhão, safado e atrevido, e Alice também o correspondia. Assim, aos poucos um foi unindo seu corpo ao do outro, no meio da rua, até que...
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