sexta-feira, 27 de maio de 2011

Diário...

De fato queridos, este é um relato totalmente pessoal...

São Paulo, 27 de Maio de 2011

Diário...

         Serei franco contigo, acho ridículo expressar meus pensamentos através de você, até porque, nem em papel você é, mas pela internet. Uma lastima!
         Todavia, eu preciso escrever, eu preciso e anseio por isso, estou compulsivo para colocar minhas idéias diante de todos, pois sei que as pessoas lerão estas palavras, e espero do fundo do meu coração, que alguém entenda o que de fato escrevo, e se não entenderem, dane-se, o que de fato me importa, é tornar as minhas idéias permanentes...
         Acordei no horário de sempre 5h15, morrendo de sono. Tomei um banho e nem sei como sai dele, fiz e tomei o meu café, e me encaminhei à estação, para ir a faculdade.
         No caminho, encontrei a mãe dum amigo meu, que há tempos não o vejo, ela me reconheceu e eu a ela. Conversamos brevemente. Acredito que ela voltava do trabalho e eu iria ao meu trabalho (apesar de estudo não ser considerado um trabalho, apesar de sê-lo um dos mais árduos que existe), e assim foi.
         Após deixá-la ir, segui o meu caminho, entretanto minha mente voltou ao passado e lá residiu, até que... Até que uma luz veio sobre mim, não positivamente ou inspiradora como nos filmes, mas sim crítica. Crítica como uma navalha, que vai cortando tudo e arrasando toda uma estrutura... Sim, a crítica faz isso, e a “luz” que eu recebi foi assim...
         E o pensamento que veio foi “Eu mudei tanto... Mas essa mudança não apresentou só progressos...” E isto bastou!
         Escrevo porque sei que tem gente assim, gente que vai ler isso e irá se identificar. Sim, eu perdi algo importante nesse amadurecimento, que eu mais chamo de “metamorfose”, pois apesar de você não se tornar bicho ou fera, por fora, por dentro, sim, você se tornou uma besta, um ser que causa repulsa nos outros. Contudo, longe disso, não digo que me tornei um monstro, apesar de as vezes achar isso, o que digo é que perdi uma parte minha que era vital para quem um dia eu fui...
         Perdi um amor pelo mundo... Um olhar humilde pras coisas... Perdi a singeleza do coração, e isso, me faz ver que eu mudei por inteiro...
         E agora eis me aqui (o resto do meu dia não interessa de fato, pois fora o mesmo de todos os dias), de frente a este computador, com a mente vagueando para a minha infância... Um garoto comum, gordinho sim, mas ainda sim disposto, não era sedentário, mas engordara por motivos que só ele sabe e que hoje desistiu de tentar provar pro mundo isto. Um pequeno, que sorria para tudo, simples em tudo que fazia, que evoluiu... Que hoje sorri para todos, mas mantém quase sempre uma fachada, pois por vezes ri julgando o outro e rindo do que pensara, se não isso, ri só para que os outros não notem que por dentro ele é oco.
         Eu sinto saudade do passado. Eu aceito o meu presente. E admiro o meu futuro, porque se aqui relato, é porque em mim repousa uma esperança. Esperança esta de que o que um dia se passou, e passou de forma fabulosa, volte. Mas que volte resplandecendo, fabuloso. Que essa essência de amar os outros de forma inocente, volte, porém que ela volte para que eu faça novamente uma diferença gritante na vida das pessoas...
         Confesso que penso em tanta coisa, que sou daqueles que fala, fala, e nunca diz o que de fato quer dizer, ou consegue chegar aonde quer chegar...
         Eu sei que muito virá, mas ainda sim, é bom olhar para trás e ver que cresci. Sim, deixei algumas coisas de lado para me tornar alguém aceitável, mas quer saber: DANE-SE. Dane-se o que os sábios, ou os cultos irão dizer, eu sou único, e não, não irei deixar quem eu sou sumir, ser perdido por causa de uma evolução, que mais é um regresso do que tudo.
         Espero de fato, ao escrever aqui, não contar um breve momento da minha vida, mas sim que as pessoas se vejam aqui, e que saibam, que voltar ao passado, não é regredir, é evoluir, é crescer, é visar o futuro.
         Por fim, perdoem-me pela minha ignorância, pois as vezes não encontro as palavras certas, e uso as erradas para construir um tempo certo...
       É claro que eu gostaria de falar muito mais, de outras coisas que penso, mas isso fica pra outra hora...

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