Corra depressa,
Peça,
Atravessa,
Mas não esqueça: Se despeça.
Aos Humanos conformados,que vivem sob o julgo duma mída. Aos tolos que se baseiam em "achismo". A todos que se sentem "normais" num mundo onde, NADA É NORMAL... Desvende... Descubra... Vá além do que um dia lhe imporam, e verás, que os mistérios que você nunca parou pra pensar, vão te levar a uma nova concepção de mundo... Fuja do natural...
sábado, 17 de agosto de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Tributo para ela
Tributo para ela
Estavam quedados, havia um tempo em que se encontravam
assim, entretanto antes disto ocorrera uma tormenta, ou melhor, um gracejo, uma
brincadeira, ele azucrinara a ela fazendo cócegazinhas, ela em resposta lhe
dera chutes com uma força de leoa, e isso ela fazia com maestria, porém “sem
querer”.
Ela com medo de tê-lo machucado o fez deitar-se em sua coxa
e ficou olhando o rosto dele. Sentaram no chão, ela recostada na parede e ele
na coxa dela. Ficaram quietos, se olhavam. Os cabelos dela escorriam pelo rosto
dela, deslizavam e caiam ficando perto do rosto dele.
- Hei... – Iniciou ele com voz fraca, como era costumeiro
quando iria elogiá-la.
- O que foi? –
Responde ela já corando, pois sabia o que viria...
- Sabe... Você é muito especial pra mim... É muito bom estar
do seu lado... – Ela corara definitivamente.
- Mas você não está do meu lado. – Diz ela com voz também
fraca, tentando não cruzar os olhos dela com os dele, abrindo um meio riso.
- Me olha... – Ela assim o faz. Ele eleva a sua mão e toca
no rosto dela. – Eu gosto tanto de tocar a sua pele...
- Ela tá cheia de espinha... Ela é feia, toda esburacada! –
Ela vira o rosto com pressa.
- Para com isso... – Diz ele com uma fineza, porém clareza
indescritíveis. Toca novamente o rosto dela e suavemente vai conduzindo para
que ela o olhe novamente. – Olha... Pode parecer muita ladainha minha, mas eu
tenho que falar... Eu... Eu... Eu sou agraciado por ter-te em minha vida...
Olha... Tua pele, mesmo que você ache feia e tudo o mais, ela é perfeita, é
delicada, é macia, é um deleite pras minhas mãos. Tocar-te é como se os céus estivessem
em minhas mãos... E teus cabelos... Eles são tão lindos, é como se estivesse em
minhas mãos o mais fino tesouro que existe nesta terra. E teus lábios... Quem
me dera eles fossem só meu...
- Para com isso... – Ela fala sem forças.
- Mas é sério... Quem me dera que eles fossem só meus, pois
um beijo teu é o paraíso que eu sempre desejei pra mim...
- Você está inventando demais...
- Então vem cá... – Ela se aproxima mais. – Você sabe que eu
te amo néh?
- Sei...
- Só isso?
- Ah... Eu... Eu...
- O quê?
- Eu... Também te amo...
Ele segurou a nuca dela e fez com que ela se curvasse
lentamente, fazendo assim o cabelo liso dela cobrir a face de ambos e deixá-los
em um mundo apenas deles.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Conto
Depois
de Ontem
Acordara
em torno das 15h, seus olhos não abriram direito. Seu corpo não havia
descansado o suficiente para compensar a noitada que tivera anteriormente. A
festa fora um sucesso. Só os resultados do dia seguinte é que entristeciam,
porém, é normal no outro dia se estar mal, não é mesmo leitores?
Pisara
no chão. Seu corpo estava pesado, puxava-a para a cama, mas sua mãe há tempos
estava lhe chamando para que acordasse. Caminhou a passos lentos pelo quarto,
se assemelhava a um ser em transe, ou um alguém automatizado. A uma lentidão
tamanha, chegou até o botão que acendia a luz de seu quarto e o acendeu. Um
quarto de piso negro, paredes rosa com alguns desenhos de flores nelas, uma
cômoda cheia de maquiagens em cima e um espelho, enfim, um quarto de garota.
Andou até sua cama e jogou seu corpo, sentando-se aos pés desta, ficando de
frente para seu guarda-roupa de cor marrom escura, com um espelho diante de si.
A
primeira coisa que notara em si, era os olhos fundos, de uma “noite” mal
dormida, mas talvez bem vivida. Depois notara o cabelo todo mal arrumado,
normal para quem acaba de acordar. Depois notara que seu corpo inteiro estava
doendo, e principalmente, sua cabeça latejava, similar ao badalo do sino da
Catedral da Sé.
Estava
tão sonolenta que não conseguia se importar com isso, a não ser com as dores,
porém com seu estado lamentável, isso ela ignorava com maestria. Uma maestria
comum em sua vida.
Tentou
em primeiro momento lembrar-se da noite anterior. A festa da amiga. Festa tão aguardada, tão
desejada e tão bem aproveitada... Mas ela não se lembrava de tudo...
Tentou
recapitular o que havia acontecido na madrugada anterior. O badalar de sua
cabeça soou mais forte. Fechou os olhos com força. Abriu-os novamente, devagar,
os olhos se adaptando a luz, coisa que acontece, geralmente, no reino animal.
Sua memória colaborou e lhe desenhou a imagem dela chegando à festa: a camisa
jeans, com detalhezinhos pontiagudos, da cor prata, na gola, uma calça jeans
mais escura e seu vans preto, que ela tanto o amava. Maquiagem singela, lápis
de olho preto, um pouco de base. Sim, sempre lhe caia muito bem, todos os
adereços, a pulseira dourada no braço, o brinco pequenino que não chama a
atenção, um batom rosa claro em seus lábios pequeninos, mas chamativos,
justamente por serem pequenos e carnudos, algo em que faz os adolescentes da
sua faixa etária sonharem em se tornarem canibais e devorá-los, não ao pé da
letra, pelo amor do nosso Senhor, bom Cristo.
Lembrou-se
do seu riso, da falsa imagem de feliz que passara a todos, da falsa imagem de
que estava satisfeita com a vida, quando pelo contrário, abominava-a, mas isto
nem vem ao caso. Com seu riso, sua mente teceu, lhe recordando da ansiedade em
que estava para a festa, rever tantos amigos que há tempos não os viam...
Amigos falsos, é bem verdade, mas quem liga pra isso? Acudiam na hora de
esquecer de tudo, então... Eram amigos, por pior que fossem, por mais falsos e malignos
que fossem, estariam lá, de braços abertos, falando que a amava, que sentiam
falta dela, sim, tudo uma farsa, mas ela gostava das mentiras deles, mesmo
sendo mentira, na hora lhe acolhia e fazia seu peito ficar tranquilo e ter um
esboço do que é ser “feliz”. Sim, eles
iriam pra lá, e visualizou-os, enquanto se lembrava, deles na festa. Como eram
idiotas, piadas porcas, mas engraçadas, indiretas dos garotos querendo o corpo
dela, que ela fugia com sensibilidade, dando risada, e em alguns momentos eram
até bem humorados mesmo. Ela se recordou destas coisinhas, e também do seu primeiro
copo...
Fora
um copo de vodca com energético, fraco, como sempre fazia. Começar com bebidas
leves, essa era a sua conduta, conduta para não ficar louca de uma vez nem dar
pt rapidamente.
Com
o primeiro copo, vinha também o narguilé que ela tanto gosta. A essência, a
fumaça presa em sua boca. Sim leitores, as coisas estavam ficando claras, até o
momento é claro, em verdade, em verdade, ela desses momentos não havia se
esquecido, somente do que virá depois. Bebidas, amigos chegando, festa rolando
solta, era tudo uma maravilha...
Ela
tinha por hábito beber para esquecer-se das coisas, das coisas que lhe
incomodavam, que lhe inquietavam, a menina que tentava viver de fato o carpe
diem, porém não conhecia o sentido da frase em sua origem, lá com os árcades,
enfim, bebeu, e gostava disso. Viveu, como se a vida só valesse a pena naquele
instante. Os amigos ajudavam nisso, lhe ofereciam mais bebidas, e lá ia ela,
colocando tudo garganta a dentro, fumando tudo que lhe davam, na realidade, ela
que solicitava.
Se
recordava bem disso, mas pouco a pouco essas memórias com o passar da noite iam
se tornando mais nebulosos, pois estava ficando alta, e quando assim ficava, se
esquecia das coisas, não raciocinava direito, colocava mais e mais para dentro,
apenas.
Sua
cabeça começou a doer, pelo simples fato dela tentar forçar sua mente a se
lembrar dessas partes “nebulosas” da madrugada anterior. Doera sim, mas
cessara, trazendo novas figuras: Um amigo, um troglodita gorducho, inchado dos
pés a cabeça, que lhe abraçava com brutalidade. Ambos estavam bêbados já,
fedendo as bebidas consumidas, ao narguilé e cigarros ingeridos, mas isso não
importava, estavam rindo. O gordo mal se importava com ela, mas e daí? Era
festa, e em festa, é como carnaval, todos colocam uma máscara e vão se
divertir... Enfim, ele a apertava, ela ria, porém tentava sair dos braços dele,
estava machucando, ela clamava em meio ao seu riso alto para que ele a
soltasse, ele grunhia como bicho, e ela ria mais. Outro amigo chegara para
acolher, outro bêbado, puxou as pernas dela. Ela agora em frente ao espelho via
as marcas roxeadas do abraço de um, e do apoio fornecido pelo outro para
livrá-lo do primeiro. Seu coração se apertou nesse instante ao se lembrar
disso. Ela, a garota que tanto criticava as outras pelas ações toscas dela,
estava lá fazendo isso. Ela, com seus quinze para dezesseis anos, fazendo uma
cena dessa, uma cena que ela não se orgulharia que seus pais vissem, que seus
mais chegados amigos, e estes mais velhos, vissem. Se envergonhou de si mesma. Envergonhou-se,
por tentar fugir sabe-se lá do que... Ou sabia...
Sua
mente lhe lançou um inside e ela viu a figura do garoto que ama... Ele a olhava
com olhar sério diante da cena descrita anteriormente, e o balançar de sua
cabeça, negativamente, recusando-se a aceitar o que acabara de ver.
Isso
apertou o coração dela, viu seus olhos se comprimirem por um instante,
encherem-se do líquido incolor com gosto de soro fisiológico, mas não o colocou
para fora, também não o reteve, apenas manteve-se do jeito que estava.
Havia
um peso sobre ela, um peso que queria apagar de si, mas tentara apagar algo na
noite anterior e fizera essa dor vir no tempo que chamamos de presente, que na
verdade já é passado... Se aquietou, mas o coração fazia um barulho alto, o
corpo em inércia, o coração em uma constante cada vez mais rápido.
Sua
mente, resolveu pregar-lhe uma peça e lhe fez voltar a festa, ao fim dela. Após
ter visto o olhar do garoto que amava, ela se pôs a beber mais, ficando mais
alta ainda, chegando a mal se manter em pé, porém ainda falar que era normal
aquilo... Era o fim da festa, ela o viu indo embora, chamou-o, ele parou e
virou-se... Ela foi até ele, sorridente, feito uma idiota, porém seu rosto
quando bebe fica igual o de quem quer chorar. Uma bêbada com cara de quem
chorava de alegria será? Quem sabe? Foi até ele, mas ele ao vê-la naquele
estado, se desvencilhou dos braços que ela lhe estendera, recuara e foi-se
embora.
Tal
lembrança doeu ainda mais no ser dessa moça, começou a chorar e a frase que o
garoto proferiu quando se afastou dela, foi o rompente das lágrimas: Não é essa a garota que eu acho linda, essa
é outra, muito parecida, mas sem a essência daquela que tem o sorriso perfeito,
daquela que me faz feliz por simplesmente estar perto de mim... Passar bem.
Ela chorava
por saber que ele fora embora por ela ter assumido outra personalidade, talvez
a sua verdadeira, quem é que o sabe? A personalidade da garota jovem que gosta
de beber, que gosta de estar com gente “errada” , que gosta de ser uma sem
beber e outra quando bebe, que bebe pra fugir...
Ela
queria fugir de tudo isso novamente, se olhava no espelho e se achava um
lixo... Ficou chorando, mas em silêncio, até que se lembrou, que dali a cinco
dias, haveria uma festa.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Gracejo
Minha Dona
Talvez
meu jeito de ser, bem no âmago, seja muito ao estilo de Vinícius de Moraes: um
homem que ama a beleza da mulher. Porém, ainda sim, sinto-me no dever de dizer
que eu possuo um faro muito mais “apurado”, pois há um jeito de ser nas
mulheres, em algumas, que me atrai em demasia, e é a essa beleza, que tributo
minhas palavras. É para a beleza delas... Contudo, seria demasiado insano dizer
que apesar deu olhar com uma maior atenção a um tipo de mulher, eu nunca seria
enlaçado por uma dessas. Na verdade, o que eu sempre quis ao admirá-las era que
uma delas me olhasse, e foste tu quem me olhou. E é a ti que lanço minhas
palavras mal construídas...
A
outras, dum passado nebuloso, eu dissera que eram filhas dos grandes deuses do
Olimpo, ou melhor, disse que se eles fossem reais, elas seriam filhas de
determinados deuses. Mas contigo, não uso desse método. É falho, é torpe, é
bobo. A ti eu daria o nome de Helena, não aquela que gerara a guerra entre os
gregos e os troianos, mas a simbologia do nome, pois o nome Helena em grego,
significa “grego”. Dar-lhe-ia o nome Helena, pois seria você o motivo do
declínio dos próprios deuses (se eles fossem reais, lembremo-nos disso), seria
a racionalidade, expressa numa simplicidade violenta, que são características
marcantes em ti.
Eu
poderia passear por toda a História do ser humano, e em nenhum momento eu
encontraria alguma mulher que se comparasse a ti... Ou melhor, encontrei, mas
de um jeito que os mais “cultos” (e não entremos no mérito de tentar entender o
que é ser isso, pois de fato creio que ninguém é culto, sendo que há ainda um
mundo inteiro pra descobrirmos), diriam que eu sou louco, biruta. Pois eu
achara você em Monteiro Lobato. O nome
dela é Lúcia, mas ganhara o apelido de Narizinho por ter o nariz arrebitado...
És
Narizinho, não pelo fato do nariz, pois o teu apesar de o ser levemente
arrebitado, é fantasticamente bem desenhado e lindo, como todos os detalhes que
há em você. Não é também pelos olhos de jabuticaba, que sim, você também o tem,
e que brilha de uma forma tão única e incrível quando me vê, que faz meu ser
disparar. Não és Narizinho por ser travessa (do seu jeito é claro). Não é
Narizinho por diversas razões a não ser um: a tua simplicidade. Simplicidade
revelada em uma criança, os seres mais fantásticos e complexos que existem. Nós
“mais velhos” temos o estranho dom de complicar tudo, mas para a criança não.
Nada de pensar muito, nada de sofrer pensando, vive-se. E você é assim.
Eu
queria que este fosse o melhor texto que eu já produzira... Eu quisera que
minhas palavras fossem como as lindas flores do campo, que tomam o olhar de
quem passa, que penetra dentro do ser, e toca a alma, e não simplesmente a mera
visão. Quisera que minhas palavras fossem como o teu abraço, que apesar deu não
o tê-lo neste exato segundo, eu o sinto, pois ele é único e o que eu amo; quem
dera minhas palavras fossem “infinitas” assim... Quem dera que esse texto
gerasse o teu riso. Quem dera...
Buscara a resposta nas coisas vãs dessa
vida. Viveu, comeu, bebeu, riu, mentiu, se disfarçou. Viveu insatisfeito. O
sonho de menino não se realizava sabe-se lá por que. Ele cria que era pelo fato
da “certa” não haver chegado. Mas ela não chegava. Desde os sete anos a
aguardando, e nem o menor sinal dela. Ele não desistiu. Prosseguiu...
Encontrou novas dúvidas, novos
medos, sua mente era areia movediça, o prendia e o levava a ser idiota, o
levava a nunca ter respostas, mas só novas dúvidas.
Viveu, desvivendo a todo o momento.
Aprendeu mentir a si mesma e assim a mentir para todos a sua volta...
Aguardou por anos, para que os
sonhos de sua vida começassem a se realizar... Eles começaram, sem que ele
percebesse, de um jeito que ele não entendeu, de um modo em que as coisas
aconteciam a partir de uma desconstrução. Ele começara a conquistar quando
achou estar perdendo...
Agora, a vida lhe pregava peças
corriqueiras. Enganava seus sentidos, gerava-lhe falsas alegrias, mas também
falsas tristezas. E o que é a vida se não uma bela fábula? Uma fábula que
sempre há uma moral ao fim dela... E às vezes a moral nada nos diz de
significação.
Ele era feliz... Pois encontrara
aquela que chamara de “Minha Dona”, aquela que ele
ansiava passar todo instante ao lado
dela. Não sabia se era recíproco, queria que fosse, mas não imporia isso, não
era possível se impor algo assim. Ele aprende que quem perde às vezes é o maior
vitorioso. Ele queria que ela aprendesse isso. Mas também não exige. Somente
sorri ao tê-la ao seu lado.
Era incerto tudo... Havia muitas
questões... Unir vidas não é tão simples quanto se pensa, todavia, quando se
vive essa união os dois juntos, dispostos a cederem, dispostos a arriscarem,
haja visto que apesar de nem tudo ir bem sempre, as coisas dão certas, pois o
amor prevalece. Ele sabia que seria assim com eles, pois eles pareciam engrenagens
que quando bem montadas, funcionam perfeitamente, fazendo uma máquina maior ter
vida.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Primeiro texto do ano rs
Ausência
E
ele sente as dores da saudade. Hoje é o terceiro dia deste novo ano e ele gosta
desse número, mas nesse dia ele resolveu não gostar. Nosso personagem é um
alguém sem rosto, sem nome, sem identidade, sem nada que nos atraia a não ser
seu coração, que talvez tenha um pouco de nós ali, ou o seu exagero nos faça
compreender-nos um pouco, ou não, quem é que o sabe?
Ele
sofre... A ausência dela o feria, o machucava e não porque ambos queriam, o
desejo deles não era a distância, mas sim a proximidade, porém não dava pra ser
assim.. E ai dentro dele, havia uma dor latente.
Sabem
como é essa dor de aguardar tanto pra ver uma pessoa e isso nunca chega? A dor
do desapontamento, de esperar e esperar e no fim não dar certo? Pois é... Não é
culpa de ninguém, a culpa é da falta da culpa. Ele sente saudades... Saudades
dela.
E
ele percebe que a ausência, gera nele uma alma pessimista, ou melhor, ativa a
sua alma pessimista que ele perdera por causa dela. De fato a vida dele nunca o
ensinou a ver as coisas por um viés otimista, positivista, pelo contrário, sua
vida lhe ensinou que nada vem fácil e que tudo parte muito rápido. Sua vida lhe
ensinou que o mal chega mais rápido que a bondade. A vida lhe ensinou que era
mais fácil sonhar sozinho do que com alguém, por que esse alguém dificilmente
lhe dará ouvidos, ou irá lhe compreender. Que o amor dificilmente é retribuído,
etc. e etc.
Talvez
o que doesse mais nele, era que ficar sem ela, era como estar sem nada. Ficar
sem ela, gerava a cada instante nele um buraco, um vazio, que ia aumentando e
que só ela podia preencher. Seu sono já não
é mais o mesmo, seu hábito alimentar também não, seu pensamento, muito
pior, tudo por conta da falta que ela faz. E dói, só ele sabe como dói. A pior
dor, é ver que sem ela, ele é fraco, mas ela não mostra isso. E como ele sabe
disso? É que ele virou perito em saber da vida dela, em fuçar a vida dela. E
sempre pareceu pra ele, que enquanto ele fica sem sorrir, entristecido e só
pensando nela, ela pelo contrário, ri, se diverte, vive. Ela tem mais pessoas
ao lado dela, ele não tinha ninguém que o fizesse se distrair. Os amigos dele
eram cheios de outros amigos, e pra ser franco, ele não contava com seus
amigos, não depois de tudo o que passou... E isso dói nele. Ela lá, feliz, ou
aparentemente feliz, enquanto ele... Enquanto ele sem nada.
É
engraçado, pois ela gera nele uma força estranha, que lhe faz continuar, que
lhe faz prosseguir. Estar com ela o desarmava, mas o fortalecia, e ficar sem
ela ia definhando a pessoa dele, emocionalmente falando.
Ele
não sabe o que fazer. Queria ser forte. Queria saber resistir mais sem ela,
pois em um tempo fora sem ela, contudo, ele provou da presença dela e o que ele
mais queria é que isso não acabasse. Porém, ele teme que isso aconteça. Ela já
o machucara, ela já negara a palavra dela pra ele. É claro que ele a perdoara,
mas em tempos de saudade, essas coisinhas vem a tona, e dói mais. Ele também já
a machucara, e como isso foi horrível...
Saudades...
Do sorriso dela, do sorriso sincero dela, dos olhos que chamavam por ele, dos
lábios que mostravam aquele riso contido, aquele riso que ela reservara só pra
ele. Quando estavam juntos, nem que fosse somente naquele momento, ela era só
dele e queria isso, mas longe, ele sempre temia que ela mal lembrasse dele, que
ela se distraísse com outro qualquer... Ele quer ser único, entretanto ele não
sabe se é.
A
saudade está acabando com ele, todavia, ele sabe, que quando vê-la, vai valer a
pena, pois cada segundo será fincado em sua mente e coração, e ele vai ter
certeza de novo, que o amor dela, é só dele.
Assinar:
Comentários (Atom)