São Paulo, 05 de Julho de 2011
Querido Diário...
Eu poderia falar de tantas coisas, escrever na realidade, mas, ainda sim eu gostaria de falar algo em que está muito presente em minha vida, a saudade... Saudade do ontem, saudade de quem fui.
Às vezes eu acho que a saudade chega a nos fazer ficar desesperado, contudo tenho certeza que me engano, pois a saudade é como um buraco, onde vamos caindo, e caindo e vendo tudo o que um dia fomos.
Eu de verdade, amo o meu presente, mas o passado era tão gostoso, ser criança, brincar sem se preocupar com o amanhã, sem se preocupar com os outros, sem se preocupar consigo mesmo.
O mertiolate no machucado, o medo de tomar vacina, e aquele dentista pavoroso, fora os amiguinhos quando vinham em casa, em que eu fazia tudo as pressas, em que enxugar a louça era algo até gratificante... Que saudade...
Saudade de não colocar mascaras frente aos outros, de não ter medo de falar o que se pensa, saudade de não amar e de não ligar quando não era amado, pois o único amor que importa é o dos pais, que é praticamente sempre acessível, e quando não, o refúgio era na avó, que também cá não está mais, infelizmente...
Saudade... Palavra que muitos falam, mas mal entendem a proporção dela... Saudade... Saudade de olhar pra frente e seguir adiante... Saudade de pensar no meu futuro e de não me importar com as pedras do atual presente...
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