Lisboa, 03 de Agosto de 2011
Finíssimo Diário
Bem sabes que sempre fui um varão sábio, coeso e sempre compenetrado em tudo o que faço. Ah, e acima de tudo, um ser que coloca a razão acima de todas as coisas.
Contudo, a sorte é para os desafortunados, e eu não sou um desses, pois a sorte me deixara, e me encontro só, desprovido de ajuda de tudo e todos, e sabes o que me angustia? O Amor.
Eu nunca previra que esta praga tem um poder tão absoluto sobre nossas emoções e sentimentos. Me sinto como uma criança presa nas mãos dela. Como a um idoso que necessita de cuidados especiais. Me sinto um lixo, afundado em minha própria vergonha. Um débil...
Mas ainda sim, não me renderei tão facilmente. Lutarei com todas as minhas forças contra o amor, e ei de vencê-lo.
Creio que não há mais nem o que acrescentar nestas linhas, a menos que... A menos que eu conte, quem é a mulher pela qual eu me entreguei, ou melhor, não irei me entregar. Bom, ela em uma definição simples, direta e precisa: é tudo pra mim, para os meus dias, para a minha existência, mas creio que não me entregarei aos encantos dela jamais em toda a minha vida...
Nenhum comentário:
Postar um comentário