quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Conto (Escondo [?])

Vislumbre
            E quem nessa louca e insana vida não tivera seus segredos? Não ficara por horas e horas sonhando com aquela pessoa amada? Sim, esta história também é assim... A história dum púbere de seus 15 anos, que recebera o nome de Sandro, um jovem apaixonado... Mas apaixonado por quem? Bom, isso é segredo dele, e se é segredo, cabe a nós descobri-lo? Creio que sim, meus queridos!
            Infelizmente, nem todo amor resiste à perda, não resiste à distância, não resiste ao tempo, mas porque estou divagando sobre algo assim tão ridículo e pequeno? Há tantas coisas melhores a se fazer, como bom exemplo, é contar a história desse garoto que nada tem a ver com o que fora mencionado no início deste parágrafo.
            A família de Sandro iria se mudar para outra cidade, pois seu pai recebera uma proposta de emprego infalível, da qual aceitara sem pestanejar, pensando no melhor aos seus amados cônjuges.
            O que mais doía no garoto era ter de deixar sua melhor amiga, a pequena, doce e adorável Mariana. Não cabe a nós falarmos sobre as características dela.
            Enfim, serei direto nos fatos: Eles estavam para ir embora, contudo o pequeno só dissera a sua amiga que iria viajar, para não preocupá-la ou coisa do tipo (sabe como são os jovens, malucos, bipolares e toda frescura do tipo).
            Chegara o dia - e que raios de escrita é essa que faz os leitores parar de ler no meio? – o garoto ia embora, mas não sem antes dizer tchau... Encontraram-se numa praça, que ficava exatamente na metade do caminho da casa dele para a dela e vice-versa. Conversaram bastante, riram bastante, o tempo estava propício para tal: um solzinho escondido, que de vez em quando mostrava seu sorriso a eles.
            O tempo passou, e sim, era o fim...
            “Vai sentir minha falta” perguntou Sandro olhando para o chão, e lentamente levando sua mão de encontra a de Mariana.
            “Sem dúvidas seu idiota...” Disse Mariana sem jeito, apertando a mão de seu amigo.
            E ficaram em silêncio, até que o pai de Sandro passou de carro para buscá-lo.
            Ele se levantou de um salto e entregou uma espécie de envelope feito a mão para ela e adentrou apressado dentro do carro partindo.
            Enquanto ia embora, Mariana correu atrás do carro, naquelas cenas dramáticas de filmes românticos – ah sim, isso era uma espécie de amor, e vejam só porque.
            Mariana abriu no meio da rua, ansiosa para ver as palavras de seu amigo. A letra dele era feia, sem muitos detalhes (letras dum preguiçoso).
            Mari, não sei bem nem por onde começar. Há tanta coisa que quero escrever, mas poucas palavras pra descrevê-las. – Ah como são idiotas os apaixonados! - Primeiramente, desculpa, eu menti pra você! Em dois momentos: em um eu disse que iria a uma viagem com minha família, sendo que eu vou embora, talvez você saiba disso, talvez tenha sempre tido essa certeza, mas embora soubesse/saiba, eu não queria falar isso, e isso me remete a minha segunda mentira: Eu nunca amei Carol.
            É bem verdade que ela é linda, mas ainda sim, não é ela quem eu amo. Eu vejo enquanto escrevo o quão idiota eu sou – sim, é mesmo!- eu sempre menti com relação a isso, porque você sempre amou o Caique. Como eu morro de ciúmes daquele babaca, conquistou seu coração, coisa que eu sempre quis...
            Desculpa nunca ter contado a verdade, mas eu sabia que tudo iria mudar se te contasse. Talvez você fugisse, e só de pensar isso... Ah esqueça!
            A verdade é que eu te amo e sempre te amei, e nada nesse mundo tira isso da minha cabeça. Os momentos que passei com você foram tão mágicos, tão intensos e inesquecíveis, eu não sei bem escrever sobre isso. Eu queria deixar palavras belas, mas estou vendo que nada que ando escrevendo parece ter muito sentido não é?
            Eu posso estar longe, eu posso mal manter contato com você, mas eu lhe prometo que nunca vou te esquecer, porque de todo o meu coração eu te amo.
            Mas de que vale ter tudo se não vou ter você no fim das contas? Já nem consigo pensar direito Mari =/
            Acho que vou parar por aqui tudo bem? Sentirei sua falta, e só Deus sabe o quanto –ah e este narrador também! – Por favor, fique bem, se cuida...
            Ah uma ultima coisa que ia me esquecendo... Eu sei como você estará vestida hoje na nossa despedida. É aquele suéter rosa que eu tanto amo, com aquela calça marrom de quando nos conhecemos, tenho certeza disso, e o vislumbre da sua imagem ficará eternamente cravado na minha mente!
                        Assinado:
Sandro, o babaca que sempre te amou.
            Assim que Mariana terminara de ler estas singelas, doces, amáveis e estonteantes palavras, começara a ouvir um som vindo de uma casa perto da praça, que tocava Miss You Love do Silverchair e se pôs a chorar, e com a carta em seu peito, entre seus soluços, soltou de forma fraca, mas acalorada “Eu também sempre te amei Sandro!”. E essa fora a promessa feita em silêncio pelos dois, de que um não esqueceria o outro, e assim fora, como tinha de ser, por toda a eternidade...

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