quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Espelho

Espelho

     Olhei-me no espelho. Figura degradante. Pra começar as olheiras sobre mim e aquele cabelo... Todo bagunçado, no alto da cabeça era liso, porém curto, mas dos lados era ondulado. Ah, ignoremos minha aparência, a minha pessoa!
     É estranho se olhar no espelho. Ele não revê-la você de verdade, mas sim a imagem que se quer passar, uma espécie de ilusão. Só vemos o que é superficial, aquilo do qual nos esforçamos e almejamos ser, nunca nós de fato, nunca o essencial.
     Agora que pensei nisso, penso em outra coisa: o quão falso nós, animais “racionais” herdeiros do Homo Sapiens, somos. Dissimulamos, simulamos e compomos mentiras – não que não sejam verdades, e quero deixar claro que muitas vezes o é – o tempo todo, por isso, só somos verdadeiros na dor...
     ... Mas isso o espelho não mostra.
     Somos um bando de figuras vis. A espécie rara, que se multiplica e se auto-extermina – ah Schopenhauer se estivesse vivo, que discípulo teria -.
     Isso também o espelho não mostra.
     Realmente é deprimente viver e fazer parte da sociedade contemporânea, falamos muito, fazemos pouco. Somos tão solidários até nos machucarem, ai viramos bicho, e compomos, a negação da negação, que por meio da razão chamamos de verdade.
     Ai, esse mundo me cansa...
     ... Mas no espelho, tudo é belo.
     Lá o mundo é da verossimilhança, igual na Literatura. Tudo fingido, tudo nublado, tudo diferente do real, no real tudo tem um fim, mas lá não, há só uma imagem...
     Queria ir pra lá. Talvez lá achasse esperança pra esse mundo de caducos!
     O engraçado do espelho é que tudo é osrevni, ai o lixo vira luxo, e o ovo, ah, ainda é ovo.
     Mas não há mais esperança. Corremos ansiosos para o nosso fim, cavamos e almejamos isso. É a única coisa da qual nascemos condicionados: irmos ao fim, outros chamam isso de morrer.
     Somos tão idiotas que mal percebemos que a cada dia que passa, mais perto do fim estamos. A criança já nasce pra morrer. E isso não é triste, é vida, ou melhor, é morte!
     Esqueçam isso, olhem no espelho e finjam que tudo é belo, que tudo está bem, enquanto caminhamos, a passos largos, para a derrota, para o suplício, estamos imergidos no agouro, e marchamos para o doce - e almejo que seja macabro, e sei que será- fim.
     Um brinde a nossa ruína eminente raça de víboras, raça de abutres!!!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Confidências

Então brinquemos de sonhar... Deixem eu tecer um sonho para um amiga, talvez não dê certo, mas sabe, eu sempre fui bom de palpites quando o assunto não era EU rs.
Escrevo a ti amiga querida, amiga simples, amiga que tanto briga comigo, que acha que me destrata, mas que foi a punica a ter se lembrado de quando comecei a trabalhar e me felicitou por tal coisa...
Deixa eu viajar um pouquinho, diz que deixa? Por favor, não se zangue, é com o coração que escrevo sobre o SEU HOMEM (juro pra você que isso é divertido rs *-*)

Eu ainda não sei se o cabelo dele será castanho escuro ou preto mesmo, só sei que ele não será do campo. ISSO NÃO! Embora você os prefira, eles são ingênuos demais quando querem, ou malandros demais. Ferem sem querer o coração das mulheres, então terminantemente NÃO É UM CAIPIRA! Mas ele vai adorar o campo, a se vai... Vocês vão pro campo descansarem, deitarem na grama juntos, vão brincar de ver as formas nas nuvens. Ah que sonho lindo... "O que foi aquilo que passou na nuvem? Um coração?", "Não sei, só tenho olhos pra você!". *-*

Ele será caladão, não sorri pra todo mundo também, porém o mistério dele são os olhos. O olhar o denuncia e entrega quando ele está conspirando. Por isso, veja bem os olhos do fulano quando se apaixonar, ele não vai conseguir esconder o quanto te ama. Ah, também não será meloso, nem dramático como eu, será calado, não falará dos sentimentos tão facilmente, mas saiba que um simples gesto, é uma tremenda prova de amor. Quando receber uma rosa, saiba que ele lhe entregou o coração, é batata!

Continue sonhando e o aguardando... Vocês serão loucos e insanos juntos. Vão rir bastante, ele com um sorriso parecendo que é meio forçado, mas é totalmente sincero, porque o mero fato de estar contigo será o grande prazer dele, com certeza será.

Vai ser ele que vai te fazer esquecer dos outros, dos idiotas que ignoraram, que desprezaram, ou que mal souberam te amar. Ele vai fazer tudo valer a pena, ah se vai! Eu já posso ver você toda alegre me chamando no msn pra contar as histórias e eu com certeza vou vibrar muito...

Ele vai te conhecer tão bem... Ele vai te fazer sorrir, vai te fazer esquecer dos problemas, o abraço dele te refugia... Como tudo será tão lindo *-*

Por ultimo, mas não menos importante, NÃO MESMO, ele tocará violão, guarde estas palavras. Ele fará serenatas de amor pra você. Os dois num sítio curtindo o céu estrelado, e ele dedilhando no violão a canção de amor dos dois. Sim, ele também cantara super bem, às vezes desafina, mas não se preocupe, faz parte, e pra você o show será VIP. Aguarde... Está chegando. *-*
E não esqueça que eu previ a maioria das coisas U_U

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Conto (Escondo [?])

Vislumbre
            E quem nessa louca e insana vida não tivera seus segredos? Não ficara por horas e horas sonhando com aquela pessoa amada? Sim, esta história também é assim... A história dum púbere de seus 15 anos, que recebera o nome de Sandro, um jovem apaixonado... Mas apaixonado por quem? Bom, isso é segredo dele, e se é segredo, cabe a nós descobri-lo? Creio que sim, meus queridos!
            Infelizmente, nem todo amor resiste à perda, não resiste à distância, não resiste ao tempo, mas porque estou divagando sobre algo assim tão ridículo e pequeno? Há tantas coisas melhores a se fazer, como bom exemplo, é contar a história desse garoto que nada tem a ver com o que fora mencionado no início deste parágrafo.
            A família de Sandro iria se mudar para outra cidade, pois seu pai recebera uma proposta de emprego infalível, da qual aceitara sem pestanejar, pensando no melhor aos seus amados cônjuges.
            O que mais doía no garoto era ter de deixar sua melhor amiga, a pequena, doce e adorável Mariana. Não cabe a nós falarmos sobre as características dela.
            Enfim, serei direto nos fatos: Eles estavam para ir embora, contudo o pequeno só dissera a sua amiga que iria viajar, para não preocupá-la ou coisa do tipo (sabe como são os jovens, malucos, bipolares e toda frescura do tipo).
            Chegara o dia - e que raios de escrita é essa que faz os leitores parar de ler no meio? – o garoto ia embora, mas não sem antes dizer tchau... Encontraram-se numa praça, que ficava exatamente na metade do caminho da casa dele para a dela e vice-versa. Conversaram bastante, riram bastante, o tempo estava propício para tal: um solzinho escondido, que de vez em quando mostrava seu sorriso a eles.
            O tempo passou, e sim, era o fim...
            “Vai sentir minha falta” perguntou Sandro olhando para o chão, e lentamente levando sua mão de encontra a de Mariana.
            “Sem dúvidas seu idiota...” Disse Mariana sem jeito, apertando a mão de seu amigo.
            E ficaram em silêncio, até que o pai de Sandro passou de carro para buscá-lo.
            Ele se levantou de um salto e entregou uma espécie de envelope feito a mão para ela e adentrou apressado dentro do carro partindo.
            Enquanto ia embora, Mariana correu atrás do carro, naquelas cenas dramáticas de filmes românticos – ah sim, isso era uma espécie de amor, e vejam só porque.
            Mariana abriu no meio da rua, ansiosa para ver as palavras de seu amigo. A letra dele era feia, sem muitos detalhes (letras dum preguiçoso).
            Mari, não sei bem nem por onde começar. Há tanta coisa que quero escrever, mas poucas palavras pra descrevê-las. – Ah como são idiotas os apaixonados! - Primeiramente, desculpa, eu menti pra você! Em dois momentos: em um eu disse que iria a uma viagem com minha família, sendo que eu vou embora, talvez você saiba disso, talvez tenha sempre tido essa certeza, mas embora soubesse/saiba, eu não queria falar isso, e isso me remete a minha segunda mentira: Eu nunca amei Carol.
            É bem verdade que ela é linda, mas ainda sim, não é ela quem eu amo. Eu vejo enquanto escrevo o quão idiota eu sou – sim, é mesmo!- eu sempre menti com relação a isso, porque você sempre amou o Caique. Como eu morro de ciúmes daquele babaca, conquistou seu coração, coisa que eu sempre quis...
            Desculpa nunca ter contado a verdade, mas eu sabia que tudo iria mudar se te contasse. Talvez você fugisse, e só de pensar isso... Ah esqueça!
            A verdade é que eu te amo e sempre te amei, e nada nesse mundo tira isso da minha cabeça. Os momentos que passei com você foram tão mágicos, tão intensos e inesquecíveis, eu não sei bem escrever sobre isso. Eu queria deixar palavras belas, mas estou vendo que nada que ando escrevendo parece ter muito sentido não é?
            Eu posso estar longe, eu posso mal manter contato com você, mas eu lhe prometo que nunca vou te esquecer, porque de todo o meu coração eu te amo.
            Mas de que vale ter tudo se não vou ter você no fim das contas? Já nem consigo pensar direito Mari =/
            Acho que vou parar por aqui tudo bem? Sentirei sua falta, e só Deus sabe o quanto –ah e este narrador também! – Por favor, fique bem, se cuida...
            Ah uma ultima coisa que ia me esquecendo... Eu sei como você estará vestida hoje na nossa despedida. É aquele suéter rosa que eu tanto amo, com aquela calça marrom de quando nos conhecemos, tenho certeza disso, e o vislumbre da sua imagem ficará eternamente cravado na minha mente!
                        Assinado:
Sandro, o babaca que sempre te amou.
            Assim que Mariana terminara de ler estas singelas, doces, amáveis e estonteantes palavras, começara a ouvir um som vindo de uma casa perto da praça, que tocava Miss You Love do Silverchair e se pôs a chorar, e com a carta em seu peito, entre seus soluços, soltou de forma fraca, mas acalorada “Eu também sempre te amei Sandro!”. E essa fora a promessa feita em silêncio pelos dois, de que um não esqueceria o outro, e assim fora, como tinha de ser, por toda a eternidade...