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Tão confusos, tão bobos, tão
imaginários, mas também, estupendamente reais. São babacas, mas no fundo no
fundo, é isso que os torna tão fantásticos como o são.
E como tudo começara? De uma forma
estranha: Eles já haviam se visto algumas vezes, mas nunca, e enfatizo o NUNCA,
haviam se falado. Todavia naquele dia sete de outubro de 2011, o maluco e
insano decidiu tomar partido da coisa. Ela por sua vez, estava na sala de
informática, quieta, com sua postura séria, estava mexendo no computador, e ele
a observara e a achara “linda”, o que num curto espaço de tempo mudou
radicalmente de concepção achando a muito mais do que isso; Quando ela fora
sair da sala, ele por sua vez estava para entrar, se encontraram, e ele rindo
como débil que é, fez uma singela brincadeira, apelidando-a de “Visita”, por
“invadir”, na verdade estar ajudando sua amiga, no festival de teatro que
estava próximo; Naquele ano ele seria a pseudo estrela e estava com o ego inflamado, ela por sua vez,
estava lá, dando apoio e suporte, porém mais discreta do que tudo; A fala dele
causara o riso nela. Tudo começara assim, com o V de “Vistoso”, “Vantajoso”,
“Vitória” e “Vacilo”, e com esses V’s é q a história deles fora se formando, se
tecendo lentamente. O V de visita se tornou o V de Várias outras coisas.
Naquele mesmo dia conversaram boa
parte da madrugada pela internet, e estranhamente, um fora totalmente franco
com o outro, havia algo que os ligava os fazendo ficar a vontade um com o
outro. Algo que eu mesmo denominei como “necessidade”. Era preciso que isso
acontecesse para que eles se tornassem próximos, era necessário, e um fora o
crescimento do outro, pelo menos em alguma área.
Não percamos tempo na história
completa, pois ela pode tornar-se um romance no futuro, e se eu colocar tudo
aqui perder-se-ia o gracejo das palavras em uma obra.
O tempo é um enigma para todos, para
eles não era diferente: a guria tinha medo de o sentimento esfriar; ele, de
perdê-la.
Houve risadas, brigas, encanto,
desencanto, raiva, medo, tudo em grandes pratadas, pois ela se diz gorda, não o
sendo, e ele é gordo de fato. Houve tudo, de verdade verdadeira.
O tempo os distanciou, mas o que ao
menos o garoto sentia não mudou, talvez tenha só se tornado mais forte. Por
vezes a distancia dilacerou o menino, que é ingênuo e teimoso, que tentava não
saber dela, mas as informações dela iam até ele. As informações eram como
mísseis teleguiados, sempre o achavam. Mas ele não a queria mais, ou tentou se
enganar com isso, que é de fato o mais correto. Ele fugiu, sabia arrumar belos
esconderijos, mas ela sem querer o encontrava, mesmo não sabendo.
Ele não sabe o que aconteceu com
ela, na verdade sabe, mas não do todo, pois ele estava ferido, e como um bom
guerreiro, saiu do campo de batalha para se reerguer.
Foi um bom tempo longe, um tempo
interminável, e oh que falta de graça, e essa graça em tom divino, que é seres
que se completam estarem longe, mesmo estando próximos. Tudo dizia que havia
acabado que de fato o sentimento estava esfriado, mas uma vez ele dissera para
ela “se meu sentimento esfriar, eu o
coloco em bolsa térmica” ou em outra ocasião “se meu sentimento sumir, é que eu o escondi”, e era isto o que
realmente aconteceu. Ele camuflou tudo, até para consigo mesmo. Fora sábio,
porém a saudade venceu...
Estão ai...
Ele voltou até ela, e ela estava lá,
séria, em seu canto. Séria não no sentido de brava, mas no sentido de “eu lhe esperei, mesmo sem saber que foi isso
que fiz”.
Hoje eles são um mais um, porque
estranhamente eles se entendem, e parece que o mal que aconteceu, não
aconteceu, ou melhor, serviu para validar o que a amizade deles significa...
Ele a ama, mais não diz, por ser
tonto. Ela o ama, mas tem vergonha de dizer, porém demonstra mais que ele.
E hoje, faz um ano que a palhaçada
deles existe, cada vez mais palhaça como tem que ser...
E My Heart continua a tocar na mente e coração deles, fazendo um
pensar no outro. E os telefonemas retornaram, sem nada pra falar, mas sendo
crucial para a felicidade de ambos. Os carinhos imperceptíveis aos olhos dos
outros ocorrem a todo o momento, seja no olhar que um lança o outro. Hoje, o
tempo passou, mas na realidade, para eles o tempo parou, fez-se submisso, pois
eles são melhores do que a grande maioria, mesmo parecendo ser idênticos a
grande maioria. Eles sofrem, mas juntos, eles são dois, e dois é maior que um,
e humanidade é no singular, eles já são no plural, logo, são maiores e
melhores, mesmo que não seja isso que eles queiram, o que eles querem é só
poder ser eles mesmos, plenos um com o outro, continuando com as singularidades
um do outro, prosseguindo com o amor em silêncio que há entre eles, amor de
amigo, amor de amantes, amor de irmãos, amor que eu não me proponho a
esclarecer.
Um ano, e a história parece ser
muito maior, talvez seja porque a vida os preparou um pro outro, ou coisa
assim...

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