sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Escrito


Segue


              Ele estava assentado sobre uma singela cadeira de madeira, comum, da forma como vier a sua mente caro leitor. Encontrava-se em silêncio absoluto. O único som que quebrava aquela pacificidade era seus dedos dedilhando sobre a mesa, não que ele queria fazer algo com aquilo, porém era a força do hábito.
            Quantos pensamentos o inundava naquele instante: tanto bons quanto ruins. Ele passava por um momento em que todos nós passamos, onde é preciso fazermos um check-up da nossa vida, colocar as ideias no lugar, tirar reflexões profundas e que nos inspiram a prosseguir nessa louca vida, cheia de surpresas e emaranhados que nos prendem...
            Quem nunca esteve no lugar dele? Eu que escrevo estas linhas estou na mesma situação que este jovem... Dedilhando os dedos, olhando pro nada, e pensando em tudo!
            A bancarrota desse pequeno iniciara quando ele dera asas a sua mente... Ele é um sonhador, um contador de histórias, um tecelão de sonhos, dos quais ele nunca viu nenhum se realizar, mas não cessava com isso, é seu prazer, e quando fazemos algo do nosso prazer, é impossível pararmos. Enfim, ele caiu quando quis passar aos demais o seu fardo... Fora tonto, não na visão dele é claro, mas quem o olhasse o veria.
            Ele estava derrotado, sem forças, mais um sonho havia sido desfeito, a burrice dele o fizera mais uma vez colocar tudo a perder. Ele não sabia que caminho tomar, não sabia que decisões tomar. Queria estar longe, mas também queria estar perto. Queria fugir, mas ansiava estar nos braços das pessoas que ele amava.
            Ele era do tipo de garoto que lançava a culpa em cima dos outros, porque cansara de sempre ser o culpado, entretanto desta vez ele não fazia isso, engolira tudo em seco, sua mente já sucumbira, ele já não conseguia unir os seus neurônios para criar um bom pensamento. Era um fracasso. Contudo, ele estava plenamente convicto disso, e não se envergonhava, se orgulhava de si.
            Caia, lentamente, e nessa queda, ele via passando todos os seus erros, seus acertos fracassados também, ele via o que poderia ter feito, mas nada o fez, e se fez, ninguém se importou.
            O mais incrível disso tudo é que ele não estava triste, ele estava de certa forma feliz, é claro que seria uma idiotice de nossa parte dizer isso, porém é bem verdade que dentro dele havia uma paz que o protegia... Ele fizera o que as suas forças foram capazes de fazer, e ele se orgulhava disso. Ele sabia que tinha muito a crescer, mas até ali, ele fora ele mesmo, fraco, que se machuca fácil, mas plenamente sincero, integro. Se arrepender de ser você? Não, ele não é esse tipo de pessoa.
            O dedilhar de dedos faz lembrar o som de um cavalo galopando... Pra ele era isso: tudo estava passando, como tinha de ser. Uma hora o cavalo para, os dedos também, e quando isso acontece, ou é porque o cavalo perdeu a corrida ou vencera, no caso dos dedos, ou cansara ou obrigado a cessar com o som. Independente dos casos, ele sabia, que pra ele, só iria parar quando chegasse o instante de sua vitória, e ele cria que estava muito perto, muito mesmo, se não, ele não passaria por tudo o que estava passando!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Chega

Pra mim bastou,
Cansei de ver o passado
Se fazer no meu presente.
Cansei de insistir em coisas fúteis.
Em sonhos pequenos.
Cansei de estar limitado.
Limitado a vontade de alguém...
Eu definitivamente me cansei,
Das minhas condutas,
Do meu jeito de ser,
Do meu jeito de pensar,
Do jeito de viver.
Acabou o idiota,
Acabou o débil,
Acabou...
Eu esperava encontrar rimas nas minhas palavras
Mas pra escrever referente a minha fraqueza
Não preciso encontrar rimas,
Nem respostas,
Só preciso abandoná-las,
E de uma vez por todas...




O que dizer?
O que escrever?
Eu já perdi meu bê-á-bá
Melhor deixar tudo pra lá
E esquecer que um dia eu estive aqui.

Me sinto fraco,
Desamparado,
Me sinto um fracasso,
Mas dane-se...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reflexão

Dor

         Confesso que estava para escrever outro texto, e irei no tempo oportuno, mas algo me chamou a atenção e esse “algo” se prendeu na minha mente...

         Primeiro, é bem verdade que sofremos, a vida sem sofrimento é algo ridículo, pois não há amadurecimento, não há aprendizado, e por fim, não há vida. O sofrimento gera a dor, a dor por sua vez, gera marcas, e as marcas nos servem de exemplo, pra não cairmos, ou se cairmos, entendermos que uma marca a mais não nos faz alguém pior.

         Eu por exemplo estou todo marcado, não que eu goste, mas isso fez em mim uma mente aguçada. Eu ainda não mudei meu jeito de ser, e provavelmente, eu me machuque mais, todavia pra que ter medo de se machucar? E foi nisso que eu me peguei pensando. Porque ter medo de sofrer e por consequência, sentir dor? Porque temos tanto medo de encararmos que fomos marcados, e superarmos isso?

         Já ouvi de muitos: “Siga em frente”, “dê valor ao que você tem”, “aproveite o que está aqui, o que passou não volta mais”, porém creio que muitos não melhoram com essas palavras.

         Minha reflexão em torno disso se prendeu em uma questão: Porque fugir da dor? Porque fugirmos das marcas?

         Acredito que em muitos há uma dor latente, que dia após dia, ela dá a sua cara, sorri zombeteira, e faz sua vida travar... Errais por tentar ignorá-la e eu vos provo isto:

         É preciso entendermos, que a dor está ai, ela marca, ela se mostra bem presente, e se ela faz isso, é porque algo ela tem pra lhe ensinar, tudo na vida lhe ensina. Ela é sua inimiga sim, mas pra se derrotar um inimigo não se deve correr, mas conhece-lo.

         Pra explicar isto ao pé da letra, eu vou ser muito redundante em algumas palavras, por isso se a leitura parecer chata, não desistam, talvez essas meras e inúteis palavras, seja a resposta que você precisa...

         Meu conselho a vós, leitores, que sofrem, que tem uma dor dentro de si é: Se lancem a sua dor. Aprenda a conhece-la. O homem não mataria um elefante, se não descobrisse que ele morre com um tiro de determinada arma. Pra mata-lo, tiveram de tentar antes, creio que falharam, creio que muitos se arrebentaram, mas foram lá até conseguir e também descobrirem que os chifres de marfim do elefante são preciosos.

         Do mesmo modo a cura pra determinadas doenças só se deu quando o médico se expôs a doença, teve conhecimento dela, usou pessoas como cobaia, teve perdas, progressos, regresso, até se chegar a cura.

         Chega de exemplos, creio que já entenderam. É preciso mergulhar na sua dor. Não estou dizendo pra se lembrar dela como faz dia após dia, estou dizendo deixe doer ao máximo, deixe machucar ao máximo, pois ai, vai chegar uma hora que ela não terá mais o que fazer, e é o momento dela ser exterminada.

         O único conselho que lhe dou é este: Se lance... Deixe doer, deixe machucar, haverá pessoas ao seu lado com um mertiolate poderoso chamado “amor” pra curarem o machucado.

         Perdoem se isto fez vocês se recordarem de algo, mas é este o primeiro passo: Recordar. Segundo passo: Deixar doer, sem tampar a ferida, como tentamos, pelo simples fato de sempre ser algo similar a tapar o sol com a peneira.

         Por ultimo, tudo isto me fez recordar de uma frase: Mantenha seus amigos por perto, e seus inimigos, mais perto ainda.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Conto (?)

Deixa eu ao menos Escrever



      Manoel há dias se sentia agoniado com algo, se sentia preso em seus próprios pensamentos que o consumiam, dia após dia. Não era algo fúnebre, nem assustador, mas também não era mensagem de amor e esperança. É bem verdade que sua alma estava aflita, assim como todo o seu ser, mas ele não estava passando por nada.

     Conversas com seus amigos já não ajudavam mais, ouvir longas histórias depressivas e propor soluções, como ele sempre fizera, também já não bastavam. Esse algo dentro dele o sufocava... Era o agouro que se estendia com um sorriso maléfico, dizendo que tudo iria de mal a pior...

     Dias se passaram e nada sucedeu, entretanto esta sensação também não. Quantos de nós já não sentimos isso não é? Enfim, a solução que Manoel encontrou para isto fora escrever...

     Deixava bilhetes espalhados pelo seu quarto. Escrevia frases belíssimas dentre as quais mencionamos algumas neste instante:

     - O caminho que leva a Felicidade, sempre é o mais difícil, porém o que mais ensina.

     - O amor é algo que não se explica, se sente.

     - O sofrimento só nos prepara pra entendermos que quando a vitória vier, ela não nos faz maiorais.

     - Sou feliz e extremamente grato pelo que tenho, mas meu maior sonho ainda não chegou, por isso não estou satisfeito.

     - Ah, deseja minha alegria? Só sorria.

     - Não gosta de mim? Tudo bem, meus amigos já me bastam!

     - Já sofri é bem verdade, mas resolvi deixar isso de lado, porque o que é importante vem em primeiro lugar...

     Fora essas singelas frases, ele também criara pequenos textos, sobre um pouco de tudo, de tudo um pouco... Não cabe a nós colocarmos todos aqui, na realidade, colocaremos apenas um... O mais espontâneo da mente deste jovem, o mais claro, puro, simples e fabuloso:



     “Eu sei que já errei, eu sei que já falhei, eu sei, que até te magoei. Mas, se a vida é feita de erros, porque ela também não pode ser feita de esquecimentos? Quando a gente ama alguém a gente esquece a pior falha dela, na verdade, não esquecemos, ignoramos, vivemos sabendo que o erro pode se apresentar a qualquer momento, mas nem nos importamos... Porque não podemos ser assim com as coisas super mega ultra, chatos da vida? Como a gente é idiota não é?

     “Meu maior erro hoje seria não tentar... O maior erro do mundo é não investir no que realmente importa, por isso vai lá, quebra a cara, chora, grita, mas faça valer a pena. Faça com que a pessoa saiba que você a ama, por mais que ela te ache um imbecil, e sim, ela achará com toda certeza. Não aguenta ficar sozinho? É porque até hoje não tem certeza se estão contigo no teu coração, contudo eu tenho plena certeza, tem gente ai dentro do seu coração que nunca se esqueceu de você...

     “Desculpa ai, se te machuquei, mas na verdade, minha intenção era provar que me importo contigo, se toquei seu coração, eu tenho plena certeza, atingi meu objetivo, por mais que não tenha sido da forma como eu esperei.

     “Vamos lá gente, a vida é feita de singelos gestos. Não precisa fazer algo surpreendente, pois um “oi” no meio da madrugada, pode ser um singelo gesto que a pessoa nunca vai esquecer (embora ela queira morrer e te matar junto, se você fizer isso). Continuemos, adiante, siga em frente, com certeza, vai valer a pena!”

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Diálogo

Princesinha



         Ela segurava na mão daquele homem alto. O passo dele dava quatro ou cinco passos dela. Sem dúvidas ela era uma criança, e aquele homem para ela era um super-herói, Batman contra ele não tinha vez, Super-homem então nem se fale! Ela o via como a um gigante. A pequena gostava disso, se sentia tão protegida ao lado dele, contudo a mesma também já ouvira histórias de arrepiar o cabelo, histórias do tipo que quando se cresce só se convive com pessoas mentirosas, e só sobrevive o mais forte. Ela temia isso, mas ao lado daquele varão, tudo parecia ser nada...

         - Papai? – Principiou a menina, mas ao erguer os olhos para o alto, teve de fechar os olhos fazendo uma careta devido ao forte sol que fazia.

         - O que foi Princesinha?  - Disse o varão, abaixando o seu olhar para fitar a criança. Ela por sua vez só pode ver seu sorriso, o riso angelical de seu pai, de seu protetor... – Diga meu bem...

         - A gente já tá chegando?

         - Você sabe bem que para chegarmos à sorveteria demora um pouco mais... – Ele fez uma leve pausa. – E todos os sábados a gente vai lá, você já sabe de cor o caminho. O que quer me falar mocinha?

         - Ah papai... Não é nada...

         - Fale Princesinha...

         - Não é nada pai, é sério...

         - Fale duma vez!

         - Ai tá bem! A amiga da mamãe, a Joana, disse que a gente vive rodeada de gente mentirosa e que sempre estamos sozinhos, sem ninguém do nosso lado!

         - É mesmo?

         - É papai, e eu fiquei com medo sabe... Porque gente mentirosa é igual o lobo-mau, e eu não gosto dele.

         - É filha, eu também não gosto. – O pai fez um leve silêncio. – E você está com medo de ficar sozinha quando crescer?

         - É... Bem... Você me disse que não devo ter medo, pois medo é coisa de gente fraca, mas eu estou com medo sim papai... Muito medo! – Ela abraça solta a mão de seu pai e abraça a perna do mesmo.

         - Acalme-se Princesinha... – Ele a pega pela cintura e a coloca em seu colo. Sorri para ela. – Eu nunca vou ti deixar minha lindinha!

         - Eu não sou lindinha nada papai! – Ela faz uma careta. – Eu pareço mais a Fiona!

         - E eu pareço o burro, mas encontrei o dragão que é sua mãe. – Ele começa a rir e ela também. – E você bem sabe que até a Fiona encontrou o seu Shrek, então pare com isso...

         - Mas papai... Eu vou ficar sozinha mesmo?

         - Não minha filha... Se você pra você ficar sozinha, não teria um porque de você ter nascido... Eu vou estar ao seu lado até ficar bem velhinho, e quando eu estiver bem velhinho, você terá amigos para cuidarem de você, já que é você quem vai ter que cuidar de mim...

         - É verdade, igual você cuida do vovô não é?

         - Exatamente...

         Ele ainda a levava em seu colo e prosseguiu em rumo a sorveteria.

         - Papai, pode me soltar... Já sou bem grandinha!

         - Sete anos e já pensa ser grandinha é?

         - Claro!

         - Então está bem. – Ele se afasta dela e corre ao outro lado da rua, brincando com esta...

         - Não papai... – Corre a menina desesperada até seu pai. – Não me deixa...

         Ele segura na mão da pequena.

         - Nunca ti deixarei, mesmo que não pareça minha filha... O amor que eu sinto por você às vezes eu mal demonstro, mas só o fato de olhar pra você, me faz ter a certeza que o amor que eu sinto por você jamais se acabará... Ah filha, chega desse papo que papai fica com vergonha viu...

         Ela começa a rir.

         - Não, fala mais...

         - Só mais um pouco então. – Ele pigarreia ajeitando sua voz. – Eu amo a senhorita, pois você é uma das coisas que eu sempre quis pra minha vida... Não importa se eu não demonstro isso sempre, dizendo que te amo, lhe dando presentes, o que importa é que eu sempre penso em você... E embora eu não esteja ao seu lado sempre e nem diga palavras de conforto, e possa até mesmo te machucar, eu levo você em minha mente a todo o tempo... Eu te amo Princesinha...

         A garota cresceu, agarrada nessas palavras, que lhe deram forças pra vencer em toda a sua vida...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Reflexão


Quem falou que está acabando?



            Pois é gente, há muitas coisas nessa vida que me intrigam e tantas outras que me fazem rir, pelo singelo fato de serem engraçadas por si só. Dessa vez não é diferente, vejo algo como muito engraçado, e é mais ou menos sobre isso que vou escrever a quem se predispõe a encarar as linhas que se seguem. Antes de qualquer coisa, quero deixar claro, se você chegar ao final dessa leitura, és um tremendo felizardo, devido ao fato de você conseguir entender um pouco do que passa dentro de si mesmo. Sem mais delongas, é hora da “festa”...

            ... É engraçado chegarmos ao fim de ano, vermos as pessoas ansiosas pro Natal, para o fim das aulas, para os tantos tipos de “amigos-sei-lá-das-quantas” que criamos, a fim não de nos confraternizarmos, mas sim de ganharmos algo que preste, e no fundo, no fundo, vermos se quem nos tirou realmente nos conhece. O mais engraçado nisto tudo, é o fato de muitos bolarem mil e um planos para o ano que virá, querendo deixar todos os seus erros e angústias para trás, melhorarem, amarem mais, e tantas outras coisas. Querem de fato, esquecerem o ano que pra trás fica!

            Confesso, que no meu ser, meu maior anseio por diversas vezes, foi o de esquecer esse ano, deixar ele pra trás, me lançar ao ano vindouro e fazer tudo diferente, assumir novas posturas, novas condutas, novos pensamentos, novos planos, novos sonhos, investir mais no que amo, não desistir, lutar, lutar e acima de tudo, vencer. Sim, eu assim como muitos, quis deixar 2011 para trás, porque eu fui um fraco, um tolo e quantos agora não se identificam com isso?

            Após tanto refletir e achar que o ano acabou, algo em mim começou a gritar, a pulsar em meu peito, a aguçar minha mente: NÃO, O ANO AINDA NÃO ACABOU... E ao pensar isso, eu olhei para esse meu ano.

            Com certeza, esse foi o ano mais duro pra mim: perdi a minha avó que eu tanto amava, comecei a faculdade, e tive severas críticas contra ao curso que eu estou fazendo (ainda às tenho), achei que uma garota gostava de mim, passei a investir pra ver se dava certo e só me arrependi, comecei a amar e ainda estou preso a isto, e embora tudo isso, o ano ainda não acabou...

            Primeiro, a faculdade, ouvi por milhares de vezes “você não vai conseguir”, “você está no lugar errado”, “quem não gosta de tal área do conteúdo de português, não pode fazer Letras”, e muitas outras coisas. E agora ao olhar para trás vi: já se passaram dois semestres, por incrível que pareça...

            No meio desse encalço, soube do falecimento da minha avó... Fora a primeira vez que eu perdi alguém próximo, que eu amava incondicionalmente. Sendo bem franco e abrindo meu coração, eu sofri, mas algo em mim não me deixou chorar, não me deixou derramar uma lágrima por ela. Em seu enterro eu chorei, não por tê-la visto morta naquele caixão, mas sim pela tristeza nos olhos daqueles que ficavam: minha mãe chorando aflita, minhas tias (os), primas (os), e meu avô chorando segurando na mão já gelada da minha avó dizendo “porque você me deixou veinha?”, eu derramei lágrimas naquele lugar, por ver a tristeza, e saber que minha avó não queria isso da gente... Aprendi naquele dia: Se ama, prove enquanto há tempo, após a morte não vale choro, nem nada, a pessoa descansou, quem fica é quem tem de arcar com o que deixou de fazer...

            As paixões... Prefiro não falar tanto disso, sempre quebrei a cara por isso e continuo quebrando, e isso mexe profundamente com meu ser... Mexe a ponto deu ficar totalmente desnorteado. E esse ser o ponto mais forte pra que eu queira q o ano acabe logo...

Mas... A maior lição que podemos tirar é que “o ano ainda não acabou”. Talvez ainda tenhamos mais vinte e poucos dias até o ano se encerrar por completo, mas quem disse que você precisa de vinte e tantos dias? Quem disse pra você que você necessita de semanas e semanas? Tenho visto que algo que possa mudar a nossa vida não demora, talvez leve alguns singelos segundos, alguns minutos, um olhar, uma palavra, algo tão simples, pode mudar a nossa vida... Por isso, deixe de ser besta, idiota, de acabar consigo mesmo. Olhe pra dentro de si, olhe aquilo que você já viveu, olhe aquilo tudo do qual você já sofreu, e saiba: se fosse pra ter acabado, já teria acabado!

Pra encerrar meus caros... Talvez teu ano tenha sido uma completa porcaria, entretanto ele ainda não se findou, e do que você necessita, só você sabe como buscar, como lutar, como alcançar... Talvez você não tenha a resposta, porém há algo dentro de você que te guia, e que vai fazer você conquistar... Um minuto pode mudar toda a sua história, todo o seu ano, por isso, erga-se... O ANO NÃO ACABOU!