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Quantos pensamentos o inundava naquele instante: tanto bons quanto ruins. Ele passava por um momento em que todos nós passamos, onde é preciso fazermos um check-up da nossa vida, colocar as ideias no lugar, tirar reflexões profundas e que nos inspiram a prosseguir nessa louca vida, cheia de surpresas e emaranhados que nos prendem...
Quem nunca esteve no lugar dele? Eu que escrevo estas linhas estou na mesma situação que este jovem... Dedilhando os dedos, olhando pro nada, e pensando em tudo!
A bancarrota desse pequeno iniciara quando ele dera asas a sua mente... Ele é um sonhador, um contador de histórias, um tecelão de sonhos, dos quais ele nunca viu nenhum se realizar, mas não cessava com isso, é seu prazer, e quando fazemos algo do nosso prazer, é impossível pararmos. Enfim, ele caiu quando quis passar aos demais o seu fardo... Fora tonto, não na visão dele é claro, mas quem o olhasse o veria.
Ele estava derrotado, sem forças, mais um sonho havia sido desfeito, a burrice dele o fizera mais uma vez colocar tudo a perder. Ele não sabia que caminho tomar, não sabia que decisões tomar. Queria estar longe, mas também queria estar perto. Queria fugir, mas ansiava estar nos braços das pessoas que ele amava.
Ele era do tipo de garoto que lançava a culpa em cima dos outros, porque cansara de sempre ser o culpado, entretanto desta vez ele não fazia isso, engolira tudo em seco, sua mente já sucumbira, ele já não conseguia unir os seus neurônios para criar um bom pensamento. Era um fracasso. Contudo, ele estava plenamente convicto disso, e não se envergonhava, se orgulhava de si.
Caia, lentamente, e nessa queda, ele via passando todos os seus erros, seus acertos fracassados também, ele via o que poderia ter feito, mas nada o fez, e se fez, ninguém se importou.
O mais incrível disso tudo é que ele não estava triste, ele estava de certa forma feliz, é claro que seria uma idiotice de nossa parte dizer isso, porém é bem verdade que dentro dele havia uma paz que o protegia... Ele fizera o que as suas forças foram capazes de fazer, e ele se orgulhava disso. Ele sabia que tinha muito a crescer, mas até ali, ele fora ele mesmo, fraco, que se machuca fácil, mas plenamente sincero, integro. Se arrepender de ser você? Não, ele não é esse tipo de pessoa.
O dedilhar de dedos faz lembrar o som de um cavalo galopando... Pra ele era isso: tudo estava passando, como tinha de ser. Uma hora o cavalo para, os dedos também, e quando isso acontece, ou é porque o cavalo perdeu a corrida ou vencera, no caso dos dedos, ou cansara ou obrigado a cessar com o som. Independente dos casos, ele sabia, que pra ele, só iria parar quando chegasse o instante de sua vitória, e ele cria que estava muito perto, muito mesmo, se não, ele não passaria por tudo o que estava passando!




