quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tributo para ela

Tributo para ela

         Estavam quedados, havia um tempo em que se encontravam assim, entretanto antes disto ocorrera uma tormenta, ou melhor, um gracejo, uma brincadeira, ele azucrinara a ela fazendo cócegazinhas, ela em resposta lhe dera chutes com uma força de leoa, e isso ela fazia com maestria, porém “sem querer”.
         Ela com medo de tê-lo machucado o fez deitar-se em sua coxa e ficou olhando o rosto dele. Sentaram no chão, ela recostada na parede e ele na coxa dela. Ficaram quietos, se olhavam. Os cabelos dela escorriam pelo rosto dela, deslizavam e caiam ficando perto do rosto dele.
         - Hei... – Iniciou ele com voz fraca, como era costumeiro quando iria elogiá-la.
          - O que foi? – Responde ela já corando, pois sabia o que viria...
         - Sabe... Você é muito especial pra mim... É muito bom estar do seu lado... – Ela corara definitivamente.
         - Mas você não está do meu lado. – Diz ela com voz também fraca, tentando não cruzar os olhos dela com os dele, abrindo um meio riso.
         - Me olha... – Ela assim o faz. Ele eleva a sua mão e toca no rosto dela. – Eu gosto tanto de tocar a sua pele...
         - Ela tá cheia de espinha... Ela é feia, toda esburacada! – Ela vira o rosto com pressa.
         - Para com isso... – Diz ele com uma fineza, porém clareza indescritíveis. Toca novamente o rosto dela e suavemente vai conduzindo para que ela o olhe novamente. – Olha... Pode parecer muita ladainha minha, mas eu tenho que falar... Eu... Eu... Eu sou agraciado por ter-te em minha vida... Olha... Tua pele, mesmo que você ache feia e tudo o mais, ela é perfeita, é delicada, é macia, é um deleite pras minhas mãos. Tocar-te é como se os céus estivessem em minhas mãos... E teus cabelos... Eles são tão lindos, é como se estivesse em minhas mãos o mais fino tesouro que existe nesta terra. E teus lábios... Quem me dera eles fossem só meu...
         - Para com isso... – Ela fala sem forças.
         - Mas é sério... Quem me dera que eles fossem só meus, pois um beijo teu é o paraíso que eu sempre desejei pra mim...
         - Você está inventando demais...
         - Então vem cá... – Ela se aproxima mais. – Você sabe que eu te amo néh?
         - Sei...
         - Só isso?
         - Ah... Eu... Eu...
         - O quê?
         - Eu... Também te amo...

         Ele segurou a nuca dela e fez com que ela se curvasse lentamente, fazendo assim o cabelo liso dela cobrir a face de ambos e deixá-los em um mundo apenas deles.